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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/10/2015 16:59

Deputada rebate críticas e nega perseguição a ativistas da causa indígena

Ricardo Campos Jr.
Deputada Mara Caseiro afirma que boletim não é direcionado a ativistas (Foto: divulgação / Assembleia Legislativa)Deputada Mara Caseiro afirma que boletim não é direcionado a ativistas (Foto: divulgação / Assembleia Legislativa)

A deputada estadual Mara Caseiro (PT do B) nega qualquer tipo de perseguição política a grupos, entidades ou pessoas ligadas à luta pelos direitos dos indígenas. Em resposta à reportagem do Campo Grande News, a parlamentar diz ter registrado boletim de ocorrência após ofensas em sessão da Assembleia, mas afirma que o documento não é direcionado ao Coletivo Terra Vermelha, como afirmaram os ativistas nesta sexta-feira (2).

Em nota encaminhada pela assessoria de imprensa, Mara garante ter procurado a polícia para denunciar os que gritaram palavras “ofensivas e mentirosas” durante a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Cimi (Conselho Indigenista Missionário). Os que foram citados a chamaram, entre outras coisas, de assassina.

Todos os que foram citados aparecem nas imagens feitas na Casa de Leis, entregues como prova. Os integrantes do Terra Vermelha, por outro lado, afirmam que a lista de suspeitos teria sido feita aleatoriamente, tanto que foi incluída uma pessoa do Rio de Janeiro que sequer estava presente no momento da confusão, mas que declarou apoio ao grupo pelo Facebook.

A parlamentar diz ter se sentido ameaçada e, “apesar de considerar legítimas e democráticas as manifestações populares, em tudo precisa haver ordem, verdade e respeito”, pontua a nota.

Mara lembra ainda que o tumulto atrapalhou os trabalhos do Legislativo, que tiveram que ser interrompidos antes da indicação do quinto membro da comissão. Ela afirma que todos aqueles que imputam algum tipo de crime a alguém devem ter provas que sustentem as alegações, caso contrário têm de responder em juízo.

A nota também cita que a deputada sequer sabia da presença do Coletivo Terra Vermelha durante a sessão.

Sobre o pedido de investigação de uma vaquinha virtual organizada pelos ativistas, que segundo eles servirá para comprar mantimentos para os índios, Mara afirma que deseja saber se o dinheiro realmente chegará ao destino proposto e por isso acionou os ministérios públicos Estadual e Federal.

A deputada diz ser a favor dos índios e contra aqueles que se aproveitam desses povos em benefício próprio.



A Deputada Mara quer apenas esclarecer a questão nebulosa de verbas captadas em nome dos indígenas e que nunca chegam às comunidades. O conflito interessa a muita gente mas não interessa nem ao produtor e nem ao indígena. Ambos queremos ter paz e trabalhar com segurança.
 
monica em 02/10/2015 17:17:13
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