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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/04/2009 09:36

Deputado vai ao Ministério Público contra coronel Orti

Redação

O deputado estadual Coronel Ivan de Almeida (PDT) promete entrar com representação no MPE (Ministério Público Estadual) na próxima semana contra o comandante geral da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, coronel Geraldo Garcia Orti.

Entre outras acusações, Ivan afirma que Orti tem perseguido policiais, enquanto seu próprio motorista, sargento Antônio Jerônimo da Silva, foi investigado em inquérito policial pelo crime de falsidade ideológica.

O deputado esteve nesta manhã no Campo Grande News e apresentou documentação provando que o diploma de segundo grau de Jerônimo é falso, já que foi recebido de uma instituição de ensino descredenciada desde 06/02/06.

Foi realizado exame grafotécnico nas assinaturas de Jerônimo e o laudo sugere que elas não conferem. Foram solicitados documentos originais sobre a escolaridade do sargento, mas eles não foram encaminhados à perícia.

Por outro lado, segundo Ivan de Almeida, outros policiais são perseguidos veementemente por Orti, como é o caso de Jackson Fabri.

O policial assumiu que consumia drogas, mas mesmo após passar por tratamento, teve sua casa devassada e seus telefones grampeados, segundo denuncia o parlamentar.

"Ele encaminhou uma denúncia contra o Jackson à auditoria militar. Como não teve jeito, mandou para a justiça comum, que não teve como incrimina-lo. Não contente ele abriu processo no Conselho de Disciplina, acusando o policial de falar gírias ao telefone. Ele é do pelotão de elite da PM, não usa mais drogas, está recuperado e eu estou pagando advogado para que ele seja reintegrado", declarou o deputado.

Ivan acusa ainda o coronel Orti de receber dinheiro do contrabando na fronteira e um "mensalão" patrocinado por dono de uma empresa responsável pelas "lombadas eletrônicas instaladas no Estado", identificado pelo parlamentar apenas como Nabor.

O deputado pedetista afirmou também que Orti utilizava placas frias para se movimentar pelo Estado e "mascarar" os atos ilícitos que pratica.

Procurado pela reportagem, Orti afirmou que o assunto será tratado na Justiça e sugeriu que o site não "se meta".

"Não sei o que documentos vocês têm aí, diz pra ele mandar pro Ministério Público. Isso é um assunto que é para ser tratado na Justiça, é lá que eu vou tratar isso com ele, e se eu fosse você não me meteria nesse assunto", afirmou.

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