Eleitores apontam saúde e educação como prioridades nas escolhas de voto
Na Escola Plínio Barbosa Martins, votantes também falaram sobre representatividade feminina e propostas

Em meio às filas de votação neste domingo, eleitores ouvidos pelo Campo Grande News na Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, no Jardim das Macaúbas, em Campo Grande, apontaram quais são as principais prioridades levadas em consideração na hora de escolher um candidato.
RESUMO
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Eleitores ouvidos em Campo Grande apontaram a saúde e a educação como as principais prioridades na escolha dos candidatos nas eleições. Outros temas como segurança, emprego, infraestrutura e combate à violência contra a mulher também foram destacados. Sobre a influência do gênero na votação, as opiniões se dividiram entre a busca por maior representatividade feminina e a priorização exclusiva dos planos de governo e da capacidade de realização dos candidatos.
Saúde, educação, segurança, emprego, infraestrutura e mudanças na administração pública apareceram entre as preocupações.
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A reportagem também perguntou aos eleitores se o gênero dos candidatos influencia na decisão e se há preferência por mulheres na disputa.
As respostas mostraram que, embora alguns considerem importante a maior presença feminina na política, as propostas e a capacidade de cumprir promessas são, para outros, os principais critérios.
Para a dona de casa Priscila Peteovich, 33 anos, a escolha dos candidatos foi feita considerando suas convicções políticas e, principalmente, questões relacionadas à saúde e à educação. Mãe de uma criança especial, ela afirma que procura estudar as propostas dos candidatos que podem impactar diretamente a vida do filho.
“Eu sou de esquerda, então meus candidatos todos para esse mesmo lado. E eu prezo muito por conta do meu filho, porque eu tenho uma criança especial. Então, para mim, eu tenho que estudar bem os meus candidatos, principalmente por conta do meu filho”, afirmou.
Segundo Priscila, saúde e educação são as áreas que mais pesam na decisão. Ela contou que o filho aguarda há quase um ano por terapias e que a demora no atendimento é uma das principais preocupações.
“Saúde e educação, que são os meus princípios para ele, que é o que eu mais uso”, disse.
Na escolha dos candidatos, Priscila também afirmou considerar a presença feminina na política. Para ela, além das propostas, votar em mulheres representa uma forma de ampliar a representatividade.
“Pelas propostas também, mas por ser mulher, a gente sabe bem como é difícil. Para a gente é bem mais do que para os homens”, afirmou.
A aposentada Geralcina da Silva, 69 anos, também defendeu maior participação das mulheres na política. Para ela, o combate ao feminicídio e a defesa dos direitos das mulheres estão entre as principais questões que deveriam ser enfrentadas pelos eleitos.
“Para mim, o primeiro lugar é isso aí: os homens respeitarem as mulheres”, afirmou.
Geralcina contou que conhece mulheres que foram vítimas de violência e disse esperar que os políticos transformem as promessas feitas durante a campanha em ações concretas.
Para a aposentada, homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades na política. Ela também afirmou que vê com bons olhos a eleição de mulheres para cargos públicos.
“Eu acho que a mulher tem mais jeito de trabalhar do que os homens. Não é discriminando, né? Que mais antigamente era só homem, homem, homem. Agora, já que é todo mundo, mulher e homem, tem que ter o respeito ao público”, disse.
A operadora de caixa Geise Santiago, 34 anos, também apontou saúde e educação como áreas prioritárias, mas afirmou que não escolhe candidatos pelo gênero. “Eu vou mesmo pelos planos de governo”, afirmou.
Para ela, o principal é encontrar candidatos que apresentem propostas capazes de melhorar as condições de vida da população.
“Mais ajudar realmente quem precisa, fazer alguma coisa pela população, porque a população infelizmente está esquecida”, disse.
O autônomo Antônio Carlos, 51 anos, também afirmou ter pesquisado as propostas antes de decidir o voto. Para ele, o principal problema está no excesso de promessas que não são cumpridas depois das eleições.
“Não adianta aquela pessoa que promete mundos e fundos e não faz um terço”, afirmou.
Entre as áreas que mais preocupam Antônio Carlos está a saúde. Segundo ele, o atendimento oferecido pelo município precisa melhorar.
“Sinceramente, mais pela saúde, que hoje está deixando a desejar no município. Porque você vai pegar um remédio e só tem dipirona, então isso aí é difícil”, disse.
Prioridades - Motorista de caminhão, Ademir Alves, 48 anos, disse esperar mudanças a partir da eleição. Para ele, as condições das estradas são uma preocupação direta, principalmente para quem trabalha diariamente nas rodovias.
“Tem que haver mudança. Se não houver mudança, não tem como melhorar. Vai seguir o que está”, afirmou.
Ademir citou a necessidade de melhorias nas pistas e de maior assistência aos profissionais que trabalham nas estradas. Saúde e educação também estão entre suas prioridades.
“O Brasil tem que melhorar no geral. Tem que evoluir por completo”, declarou.
Já Simplício Souza, 64 anos, não votou neste domingo porque justificou a ausência, mas afirmou que, quando participa das eleições, considera principalmente propostas relacionadas à saúde e à educação.
Machucado e afastado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), ele disse enfrentar dificuldades e avaliou que a saúde pública ainda precisa melhorar.
“Saúde, educação. Eu estou machucado, estou encostado pelo INSS. E é complicado”, relatou.



