Flávio diz que não copiará estilo do pai: "todo mundo que tentou, se deu mal"
Sem definir vice, ele fala em “aliança ampla”, elogia Tereza Cristina e diz que escolha será feita com calma

Senador durante reunião de lideranças do PL em Campo Grande
RESUMO
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O senador Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende imitar o estilo político do pai, Jair Bolsonaro, e que se apresentará com identidade própria nas eleições de 2026. Em entrevista coletiva na sede do PL, ele citou o agronegócio como prioridade, criticou o governo Lula pelo endividamento da população e mencionou a senadora Tereza Cristina como possível vice em sua chapa presidencial.
O senador Flávio Bolsonaro garante que não pretende reproduzir o estilo político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao projetar sua atuação nas eleições de 2026. Durante entrevista coletiva na manhã de hoje, na sede do PL, ele colocou o agronegócio como prioridade e citou a senadora Tereza Cristina como possibilidade de nome como vice na chapa rumo à presidência.
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“Todo mundo que tentou ser igual ao presidente Bolsonaro se deu mal. Então eu não vou tentar ser igual a ele, porque primeiro, ele é inigualável. Eu não vou conseguir ser igual a ele”, afirmou. Em seguida, reforçou a diferença de postura: “Ele tem um temperamento, eu tenho outro. Ele tem um estilo, eu tenho outro”.
Ao falar sobre sua estratégia, disse que pretende se apresentar com identidade própria. “Essas eleições pedem que eu me apresente como Flávio Bolsonaro. Não preciso ficar explicando o meu sobrenome. Sou esse aqui, com todos os ônus e bônus”, declarou. Segundo ele, a proposta é adotar uma postura de diálogo. “Pessoa que gosta de conversar olhando no olho e construir pontes com equilíbrio e olhar para frente”.
No campo econômico e político, o senador fez críticas diretas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, associando a atual gestão ao aumento do endividamento da população. “Mais de 80 milhões de pessoas estão com dívida atrasada ou postergando. Desses, 20% não estão conseguindo pagar nem conta de luz e água”, disse.
Ele também mencionou o encarecimento do custo de vida e o uso do crédito para itens básicos. “A gente está parcelando arroz, feijão, cartão de crédito, muito em função do descontrole do governo, em função de gastar mais, aumentar imposto sem parar. A taxa de juros está uma das mais altas do mundo”, afirmou.
Outro ponto citado foi a regulamentação das apostas esportivas, que, segundo ele, teria agravado o cenário financeiro das famílias. “Grande parte desses endividados é porque ainda estão acreditando na ilusão de que podem ir para sites de aposta e ganhar dinheiro com isso. É uma grande ilusão”, declarou, ao responsabilizar a medida pelo aumento das dívidas.
Ao tratar do agronegócio, Flávio Bolsonaro disse que o setor é prioridade e criticou políticas atuais. “Muita coisa que o presidente Bolsonaro começou a construir o atual governo destruiu completamente. Parece que enxerga o agro como se fosse um inimigo”, afirmou. Ele citou como entraves questões relacionadas à segurança jurídica, demarcações de terras indígenas, financiamento, juros e infraestrutura.
“O agro é gigante no mundo inteiro e, por causa da força dele próprio, o governo faz tudo para atrapalhar”, disse. Apesar das críticas, afirmou que as pautas são legítimas e que pretende atuar para acelerar soluções. “Podem ter certeza que eu vou me empenhar ao máximo para dar celeridade e resolver esse problema”.
Sobre a formação de chapa, o senador evitou antecipar definições, mas mencionou nomes do campo político. Ao comentar a possibilidade de vice, citou Tereza Cristina e elogiou a atuação dela. “Eu faço questão sempre de enaltecer o nome da Tereza, porque ela foi a melhor ministra daquele governo que esse país já teve”, afirmou.
Apesar disso, disse que a escolha será feita mais adiante. “Essa questão de vice não vai ser problema. Pelo contrário, vai ser pensada com muita calma”, declarou, acrescentando que há “várias pessoas” dispostas a caminhar no projeto.
Flávio também destacou o Mato Grosso do Sul como um estado relevante em sua trajetória e articulação política. “Aqui é um estado onde eu fui concebido”, comentou, ao mencionar vínculos pessoais e políticos com a região.
Ao falar sobre o cenário eleitoral, disse que pretende manter críticas ao governo, mesmo diante da polarização. “A polarização acontece por causa da gente? Não posso deixar de denunciar todos os malfeitos desse atual governo. O povo precisa ser informado”, afirmou.
Segundo ele, a estratégia será apresentar propostas ao longo do tempo, sem antecipações. “Nós estamos na parte de elaboração de plano de governo. As propostas vão surgindo com o passar do tempo, sem nenhuma pressa de antecipar nada”, disse.
O senador também comentou pesquisas eleitorais, afirmando que observa tendências de crescimento de seu grupo político. “É unânime em todas as pesquisas a tendência do nosso crescimento e o derretimento do outro lado”, declarou, ao criticar o atual presidente. Em outro momento, afirmou que “o produto já está fadigado”, ao se referir a Lula.
Por fim, disse que a prioridade será construir alianças. “A mensagem aqui vai ser de unidade. O objetivo é só um: resgatar o Brasil”, afirmou. Após o encontro, o senador seguiu para o aeroporto e retorna para Brasília.


