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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

02/09/2015 10:35

Gaeco vai ouvir deputado estadual e dois vereadores nesta quarta

Edivaldo Bitencourt, Antonio Marques e Filipe Prado
Marcos Alex, do Gaeco, confirmou novos depoimentos nesta quarta (Foto: Vanessa Tamires)Marcos Alex, do Gaeco, confirmou novos depoimentos nesta quarta (Foto: Vanessa Tamires)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) vai ouvir um deputado estadual e dois vereadores, nesta quarta-feira, como parte da investigação da Operação Coffee Break. Os parlamentares vão depor no inquérito que apura a compra de votos para aprovar a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em 12 de março do ano passado.

Conforme o promotor Marcos Alex Vera, o deputado estadual Cabo Almi (PT) será ouvido na condição de testemunha. Já os dois vereadores, que não tiveram os nomes divulgados, são investigados. Amanhã, será ouvido uma quarta pessoa. Outras três devem prestar depoimentos na manhã de sexta-feira.

Alex antecipou que quatro vereadores foram convocadas para prestar depoimento na próxima semana, todos vão fazer seus primeiros esclarecimentos. O prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), também será ouvido, mas ainda sem data marcada. Da mesma forma, os parlamentares que já deram depoimentos na semana passada vão ser novamente convocados, também sem data definida.

O Gaeco também vai iniciar uma nova fase da operação, que é a devassa nas contas bancárias e nos dados fiscais dos envolvidos na Operação Coffee Break, que são Olarte, três empresários e nove vereadores.

Segundo Marcos Alex, os indícios de envolvimento dos vereadores na compra de votos para cassar Bernal são muito fortes. No entanto, antes de apresentar a denúncia à Justiça, o Gaeco pretende reforçar as provas.

O promotor avisou que será solicitada a prisão de quem manipular provas ou ameaçar testemunhas. Ele confirmou que as operações Coffee Break e Lama Asfáltica, da Polícia Federal, estão interligadas.

Além do Gaeco, outros sete promotores foram designados pelo procurador-geral de Justiça, Humberto Brites, para investigar as denúncias apuradas pela Polícia Federal.

Em decorrência da investigação do MPE, Gilmar Olarte (PP) foi afastado do cargo de prefeito pela Justiça estadual. Mario Cesar Oliveira da Fonseca (PMDB) também foi retirado da presidência da Câmara Municipal e proibido de exercer o mandato de vereador. 

 




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