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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

28/06/2013 10:55

Governo federal "assumiu responsabilidade" por conflitos no Estado, diz André

Aline dos Santos e Leonardo Rocha
Com 40 participantes, reunião sobre conflito fundiário foi realizada ontem. (Foto: Marcos Ermínio)Com 40 participantes, reunião sobre conflito fundiário foi realizada ontem. (Foto: Marcos Ermínio)

O governador André Puccinelli (PMDB), que participou ontem de reunião sobre o conflito fundiário, declarou que o governo federal resolveu assumir responsabilidade pela situação no Estado. “O governo federal chegou à conclusão que não pode ser grileiro de terra em Mato Grosso do Sul. Eles validaram terra e documentos no passado e agora precisam fazer uma correção no erro que eles próprios cometeram. As terras serão indenizadas porque a União errou”, afirmou.

A indenização, já aprovada pela presidente Dilma Rousseff (PT) para compra de 15 mil hectares em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, a Terra Buriti, deu novo ânimo aos envolvidos na disputa: fazendeiros e índios. Até então, a União reconhecia a terra indígena e só indenizava os produtores rurais pelas benfeitorias.

A possibilidade de um acordo veio depois de muitos conflitos e crimes. A questão passou a ser priorizada, desencadeando uma série de visitas de representantes do governo federal ao Estado, após a morte de Oziel Gabriel, de 35 anos, na desocupação da fazenda Buriti. A ordem de despejo foi cumprida em 30 de maio.

No relato de Puccinelli, a reunião teve passagens tensas. “Briga daqui, briga dali. Alguns pegaram o arco e flecha, levantaram a voz”, contou. Antes do início da reunião com 40 participantes, o governador saiu da sala para ir buscar indígenas no ponto de ônibus da Governadoria.

Conforme o cerimonial, eles foram barrados porque os nomes não estavam na lista repassada pelo Ministério da Justiça. “Eu deixei que o Ministério Público Federal indicasse os representantes dos indígenas na reunião”, disse o governador.
Para Puccinelli, a indenização vai corrigir um erro histórico.

Foram formadas três comissões para investigar caso a caso. “Se esta reunião não tivesse acontecido, poderíamos ter hoje conflito e violência no campo”, enfatizou. Os fazendeiros exigem pagamento em dinheiro. Somente no caso da Terra Buriti, levando em consideração o valor de mercado, o custo chega a R$ 180 milhões.

Nesta sexta-feira, na Governadoria, em Campo Grande, Puccinelli entregou instrumentos musicais para fanfarras de três municípios.

 



Será por acaso que o conflito precisou chegar onde chegou? Quem ganhou dindim com o prolongamento da disputa? Só agora que o governo da União descobriu que tinha responsabilidades sobre suas ações no passado? E quem mentia sobre o número de assassinato de índios em MS, quando vai parar de mentir? Quem sempre agiu para promover ódios, impedindo que índios e não índios se unissem para resolver o problema? E agora, quando a sociedade descobrir o abandono das aldeias e o desinteresse da Funai em promover o progresso indígena? E o desinteresse dos índios em permanecerem nas novas terras e depredarem tudo com arrendamentos, como já aconteceu em Sidrolândia? Quando a Igreja vai desautorizar as mentiras sobre o assassinato de índios e denunciar a desagregação das famílias graças ao ócio
 
Valfrido M. Chaves em 28/06/2013 12:12:28
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