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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

07/04/2009 16:43

Governo quer interligar transporte para atrair empresas

Redação

O governo do Estado está trabalhando para integrar, até 2015, todo o sistema de transporte e transformar Mato Grosso do Sul em um pólo de exportações e investimento.

A informação foi repassada pelo secretário de Estado de Obras Públicas e de Transportes, Edson Giroto, em entrevista exclusiva ao Campo Grande News.

"Existe um comércio forte do Brasil com os países vizinhos e o nosso Estado é um grande produtor. De tudo aquilo que se produz, se consome 10%, o resto é exportado. E como é que a gente vai conseguir ser competitivo e atrativo? Só o dia em que tivermos uma malha de logística integrada", explicou Giroto.

O secretário exemplificou os casos de Europa e Estados Unidos, onde é tudo interligado e por isso o sistema de exportação funciona a pleno vapor.

"Nas hidrovias, há pequenos canais de navegação, fazendo interligação com as ferrovias, para onde saem pequenas cargas. A ferrovia pega essa carga e vai para o mar. Ou a rodovia, integrada com a ferrovia, para levar para a aerovia, ou a rodovia levando para a ferrovia. Isso é que faz com que o custo Brasil caia, porque a nossa malha não está integrada. E é essa preocupação que nós temos e é isso que o governo quer fazer", detalhou.

O objetivo do governo, segundo o secretário, é fazer um Plano Diretor de Logística de Transporte. Uma empresa especializada deve ser contratada ainda neste ano para orientar os técnicos neste projeto.

"Queremos o maior número de técnicos possível neste projeto, porque quanto maior o número de subsídios, vamos conseguir preparar melhor o Plano Diretor de Transportes", declarou.

Segundo o secretário, o aeroporto internacional de Campo Grande e todo o seu projeto de ampliação é uma das "peças" deste projeto.

O sítio aeroportuário, conforme Giroto, possui hoje mil hectares, o que deve ser duplicado com a doação de uma área pelo governo.

"Com a obra, vai ser ampliado e muito a capacidade de transporte, porque vai ser um aeroporto industrial. Isso sem contar com a melhora da estrutura para o passageiro, porque como terminal, o aeroporto de Campo Grande é muito acanhado", criticou Giroto.

O projeto, conforme o secretário, está sendo estudado pela Infraero e um termo de compromisso deve ser assinado com o governo do Estado no próximo mês.

Giroto fez questão de enfatizar que as obras no aeroporto independem da Copa do Mundo de 2014 ser realizada ou não em Campo Grande.

"Independente da Copa vir ou não, nós já tínhamos essa determinação de entrar em contato com a Infraero e ver a possibilidade de transformar o nosso aeroporto em um grande aeroporto, não só de passageiros como de cargas. Ele hoje é o centro geodésico da América do Sul e toda a carga pode convergir para ele, tanto do Brasil saindo para os Países da América do Sul ou vice-versa", esclareceu.

A obra está estimada em R$ 350 milhões, tendo R$ 40 milhões de contrapartida do governo neste total, relativo à doação do terreno para ampliação do aeroporto.

Conforme Giroto, a reforma deve terminar entre 24 e 36 meses. Concluída a obra, o aeroporto se integrará com o Terminal Intermodal de cargas, que começou a ser construído na saída para Sidrolândia.

O objetivo com todo esse projeto de integração, de acordo com o secretário, é fazer com que Mato Grosso do Sul seja um estado economicamente mais atrativo e pronto para receber investimentos.

"Vamos integrar rodovia, ferrovia e aeroporto. Você pode soltar o seu contêiner ou por avião, ou por trem, e ele é despachado para exportação. E aí você tem um custo a menos, porque todo material que sai do Estado para ser exportado tem que passar por um despachante, que faz toda a parte formal. Com essa interligação, vai direto, já sai direto. E isso você ganha em tempo e em custo", comparou o secretário.

Giroto enfatizou que este projeto mudará completamente o perfil econômico de Mato Grosso do Sul.

"Passa a ser um Estado onde as pessoas se interessam em vir pra cá, porque eles vão encontrar facilidade para que o produto deles saia daqui. Então passa a ser um Estado extremamente atrativo, onde as coisas acontecem", finalizou.

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