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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

30/06/2011 18:21

Secretário de Segurança afirma que base da Força Nacional não sairá de Ponta Porã

Débora Diniz, de Brasília

Em Brasília, Jacini diz que conversações sinalizam para manutenção da base no assentamento Itamaraty

Wantuir (de óculos escuros) e outras autoridades posam junto às viaturas que vão atuar nas
fronteiras (Foto: Débora Diniz)Wantuir (de óculos escuros) e outras autoridades posam junto às viaturas que vão atuar nas fronteiras (Foto: Débora Diniz)

O secretário de Justiça e Segurança de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini,

afirmou hoje que a base da Força Nacional não vai sair de Ponta Porã.

Durante o encontro promovido pelo Ministério da Justiça em Brasília para

tratar do Plano Estratégico de Fronteiras, ele disse acreditar na manutenção

da base operacional instalada no assentamento Itamarati.

“As conversações aqui foram de que a Força Nacional vai continuar. Eu não

sei qual foi o motivo (dos rumores sobre a desativação), eu só sei que ela

não vai sair. O que ainda restar de pendência vai ser resolvido. Com o

investimento que houve, porque agora vai sair?”, disse ao Campo Grande News, durante intervalo das reuniões para a apresentação de parte da frota de 48 viaturas que vai servir ao policiamento nas fronteiras.

O Ministério da Justiça havia anunciado na semana passada que as tropas

seriam remanejadas da base em Ponta Porã ainda hoje. Parlamentares do Mato

Grosso do Sul consideram a retirada da base uma decisão contraditória ao

Plano Estratégico de Fronteiras lançado pela União.

“Como pode um Plano anunciar reforço da segurança nas fronteiras, em uma

ação coordenada entre as Forças Armadas, Polícia Federal, Força Nacional e

Polícia Rodoviária Federal, quando há uma decisão de desmobilização de um

dos braços do centro de operações conjuntas? Para enfrentar a violência e o

crime organizado o correto seria ampliar os efetivos, não só em Ponta Porã,

mas também em Corumbá, uma das portas de entrada de drogas e armas no País”,

questionou o deputado Geraldo Resende.

Em Mato Grosso do Sul, a Força atua desde fevereiro do ano passado, com

sucessivas prorrogações de permanência. A base é uma das oito existentes em

todo o país.

DEMANDAS - Coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, o

encontro de hoje teve a participação dos secretários de Segurança Pública

dos onze Estados fronteiriços. Além das 48 viaturas, 526 capacetes e 110

tasers (arma não letal) foram apresentados. Os secretários assinaram a

adesão ao Plano Estratégico de Fronteiras, lançado no dia 8 de junho pela

presidente Dilma Rousseff, e discutiram as diretrizes de atuação.

Jacini informou que todos os assuntos específicos da fronteira, envolvendo

material, planejamento e política, seriam discutidos na reunião, que avançou

pela tarde. Sobre as demandas específicas para Mato Grosso do Sul, o

secretário citou a necessidade de recursos materiais, de melhorias no

sistema penitenciário para a fronteira e também de capacitação.

Outro ponto destacado pelo secretário foi a necessidade de integração entre

os estados. “Nossa demanda inclui os recursos de inteligência e de

alimentação dos bancos nacionais, para que nós tenhamos uma informação em

nível nacional, porque a criminalidade é interestadual e também

transnacional”, justificou.

“É preciso que as políticas estejam integradas através de seus bancos de

dados e não só operacionalmente, para que possa ter amplas informações. Uma

vez que um criminoso comete crimes no Amazonas e depois vem cometer crimes

no Sul ou no Centro-Oeste, é preciso que os registros dele lá no Amazonas

sejam conhecidos aqui ou no Sul. A integração dos bancos de dados vai

permitir esse conhecimento, além da utilização da inteligência artificial”,

argumentou.

Uma das particularidades de Mato Grosso do Sul, como destacou o secretário,

é a extensão de fronteira seca com países produtores de drogas e crimes

conexos. “Temos uma fronteira pontilhada com 13 cidades. Na faixa de

fronteira, que contém 150 quilômetros, temos 44 cidades e uma população

superior a 1 milhão de pessoas, que interage com populações de outros

países, como Paraguai, Bolívia, onde também acontecem crimes”, ressalta.

Para enfrentar o problema, é necessária a articulação com os países

fronteiriços, o que já vem sendo feito pelo Brasil por meio do Itamaraty. No

estado, o trabalho vem sendo reforçado pela criação do GGI Fronteira

(Gabinete de Gestão Integrada), abrangendo forças policiais de Corumbá com

cidades bolivianas. “Agora vamos trabalhar na construção do GGI de Fronteira

com o Paraguai, em Ponta Porã”, anuncia.



Um dos problemas destas bases são os altos custos com pessoal. Até onde sei, o pessoal é de nível federal e recebem diárias para atuar em outros estados. Não sei se é o caso, mas sei que funciona assim com tropas federais.
Porém é visível a necessidade de manutenção desta base e instalação de outras tantas pela fronteira, onde de tudo entra ilegalmente no pais.
 
Wellinton Sampaio em 01/07/2011 12:43:38
“Além das 48 viaturas, 526 capacetes e 110 tasers” para atender toda fronteira do Brasil, isso é uma piada. Além dessa coisa que o governo Lula criou para uma situação excepcional e acabou sendo permanente que é a Força Nacional. Uma Polícia que não existe na constituição, sem membros próprios, sim porque os policiais que ali atuam são de outros Estados que os emprestam, eles ganham os seus salários mais as diárias do governo federal. PERGUNTO: Não seria melhor o governo federal ajudar os Estados a manter suas forças policiais, com equipamentos, efetivo, salários, etc, ao fazer propaganda enganosa com nosso dinheiro, sim porque quem passa em frente da base da Força Nacional em Ponta Porã sabe que há vários meses não tem uma viva alma lá, e mais, que trabalho efetivo fez esta poliça do lula mesmo?
 
Carlos Galvão em 01/07/2011 10:45:40
Li no Campo Grande News, que deputados (Zé Teixeira, Geraldo Resende, Senador Moka) e agora o Secretário de Justiça e Segurança do MS, Wantuir Jacini, são contra a desativação da Base da Força Nacional em Ponta Porã. Agora seria interessante promover em Ponta Porã uma reunião para ouvir a sociedade, pois dizem que a instalação da Força Nacional em Ponta Porã representou investimento de R$ 160 Milhões. Acontece que a base da Força Nacional em Ponta Porã se restringe a 2 (duas) viaturas e com todo respeito aos policiais, um efetivo super reduzido. É evidente que a população quer mais segurança, agora é preciso discutir alguns aspectos: Em Ponta Porã há 3 anos, isso mesmo, há 3 anos estamos com o serviço do telefone 190 da Policia Militar funcionando precariamente pois caiu um raio e até agora não foi arrumado a central. O efetivo da Policia Militar para atender Ponta Porã, o distrito de Sanga Puitã e o Assentamento Itamarati (só no assentamento são mais de 10 mil moradores; população maior que inumeros municipios do MS e só tem 3 ou 4 policiais militares; em sintese o numero de policiais que deveria ser de 300 não chega a 100.
Para Ponta Porã seria muito mais benéfico a cidade ter o seu efetivo aumentado tanto na Policia Militar como na Policia Civil. Agora, por ser àrea de Segurança Nacional por ser fronteira é claro que a Força Nacional pode contribuir se realmente for implantada verdadeiramente uma base. Por falar em Força Nacional onde estão as aeronaves não tripuladas VANT que foi TEMA de DEBATE entre DILMA e SERRA.
Por que não investir no aumento do efetivo da Policia Federal, da Policia Civil e da Policia Militar para Ponta Porã?
Por que o DOF não tem uma base em Ponta Porã (Grupo de Fronteira tem base em Dourados)
Ressumindo em PONTA PORÃ AS POLICIAS TRABALHAM COM COBERTOR CURTO. Agora é uma situação que não é só responsabilidade do Estado, mas da União. Essa tal integração com outros países tem que acontecer sim (aqui na fronteira a policia sai em persiguição ao marginal mas quando chega na linha divisória é obrigada parar porque do outro lado da rua é outro país; (isso acontece com todas as Policias: Civil, Militar, Federal, Rodiviaria Federal) se invadir a fronteira os policiais brasileiros são presos.
Reitero temos que ter a integração, mas devemos começar fazendo o dever de casa integrando as policias que trabalham na fronteira, especificamente em Ponta Porã.
A questão da Força Nacional em Ponta Porã é o mesmo filme do Assentamento Itamarati. Na época o Governo Lula pagou mais de 200 Milhões na segunda metade da fazenda (25 mil hectares) com toda infraestrutura, daquela que era a maior fazenda do mndo em area plantada; o Presidente subiu numa maquina colhedeira (que custava no minimo meio milhão de reais) tirou fotografias e vendeu a imagem que o Assentamento Itamarati era modelo de reforma agraria.
Digo, quem quiser é só vir na Itamarati e ver o caos social. A Itamarati tem uma população de cidade que precisa de tudo e até agora o Incra ainda não repassou a area para o municipio de Ponta Porã, fica enrrolando. Só pra citar um exemplo. O Governador André construiu uma escola com mais de 20 salas de aula, que já nasceu pequena. Agora a secretária Nilene Badeca está trabalhando para o Incra autorizar o USO DE AREA DO ASSENTAMENTO QUE CONTINUA DE POSSE DO INCRA para construir uma nova escola, pois na Escola José Edson os alunos estudam num lugar que era usado para criar coelhos. Éssa é a triste realidade, para o governo do Estado que quer levar o beneficio da educação para o povo do assentamento mas é obrigado a esperar a burocracia do Incra de autorizar ou não o uso de area.
Da mesma forma que o assentamento itamarati é a a situação da Força Naciona, pois a realidade não se traduz ao que se propaga. É só fazer uma reportagem e ver qual a estrutura da Força Nacional em Ponta Porã. Agora eu não sei se esses 160 Milhões investidos refere-se a outras bases ou só a Ponta Porã.
Para finalizar, o Secretário de Segurnça Pública, pelo que se tem noticia não compareceu a nenhuma audiencia pública em Ponta Porã para tratar da questão da segurança, ou da insegurança que vive o povo.
Apenas para ilustrar: Ponta Porã tem 80 mil habitantes (dados IBGE - censo 2010), Pedro Juan Caballero no Paraguai tem 90 Mil habitantes e as duas cidades chegam a receber mais de 20 mil turistas em periodo de feriado prolongado. Desta forma é preciso discutir os problemas de Ponta Porã com os Pontaporanenses.

Otaviano Cardoso
cidadão de Ponta Porã
 
Otaviano Cardoso em 30/06/2011 07:47:53
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