A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

16/06/2011 11:21

Novo senador, Russo rebate críticas e se diz apto a representar pecuaristas

Fabiano Arruda

Prestes a assumir vaga de Marisa Serrano, suplente fala sobre acusações, postura política e expectativa de atuação

“Não me preocupo com investigações. Tenho atestado de antecedentes”, diz Russo. (Foto: Simão Nogueira) “Não me preocupo com investigações. Tenho atestado de antecedentes”, diz Russo. (Foto: Simão Nogueira)

Novo senador por Mato Grosso do Sul, após a indicação de Marisa Serrano para o TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado), o suplente Antônio Russo Netto, ainda sem partido, mas com ida confirmada para o PR, defendeu-se nesta quinta-feira de críticas que tem recebido desde o início das articulações no processo de indicação para conselheiro do Tribunal.

Com fala mansa, semblante tranquilo, Russo deu entrevista hoje em Campo Grande e garantiu, em diversos momentos, que não tem processo ou condenação contra ele em “70 anos de vida”. Além disso, atestou que o frigorífico que é dono, o Independência, não tem débitos fiscais com o Estado e que, durante 11 anos que esteve à frente do estabelecimento, foi o maior empregador de Mato Grosso do Sul.

“Não me preocupo com investigações. Tenho atestado de antecedentes”, afirmou, antes de ser perguntado sobre investigação do MPF/RJ. “Não sou eu o investigado. Todos os seis frigoríficos quem têm empréstimo com o BNDES”, explicou, desdenhando ainda o fato de passar a ter foro privilegiado.

Indagado sobre o fato de um dos credores do frigorífico tentar impedir a posse dele como senador, com acusações de má administração à frente da empresa, o novo parlamentar disse desconhecer. “Isso é uma questão para o departamento jurídico”, desconversou.

Sobre as críticas que recebeu por parte do setor ruralista do Estado, baseadas na acusação de o Independência, em processo de recuperação judicial, ter sido responsável por calote de R$ 2 milhões no setor, Russo disse ser do ramo agropecuário, ligado à produção rural, e que se sente preparado para representar o segmento no Senado Federal. A lista de credores da empresa à espera do Judiciário é extensa.

Ele respondeu os questionamentos baseado numa declaração do presidente licenciado da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, que chegou a repudiar sua ida ao Senado. “Conheci o Laucídio, não o Chico, mas me vejo credenciado para representar os pecuaristas”, comentou.

Russo conta que recebeu inúmeras ligações de representantes do agronegócio ontem, dia em que a ida de Marisa para o TCE foi sacramentada.

“Hoje é um dia que estou bastante feliz. Estive ontem à noite com oito pecuaristas, três deles credores (do Independência). Eles presenciaram as diversas ligações que recebi de representantes do setor, inclusive, do Eduardo Riedel (presidente da Famasul), que me parabenizou e me chamou para conversar”, relata, descrevendo, ainda que já foi convidado por outros senadores do País para integrar a bancada ruralista.

Suplente conversa com os conselheiros Paulo Corrêa e André Puccinelli, durante posse na Fiems no mês passado. (Foto: Divulgação)Suplente conversa com os "conselheiros" Paulo Corrêa e André Puccinelli, durante posse na Fiems no mês passado. (Foto: Divulgação)

Transição - Russo deixou o PSDB no fim de maio e vai voltar ao PR. Em 2006, quando Serrano foi eleita ao Senado, ele pertencia ao PL. Diz que a mudança ocorre por “segurança jurídica”, mas que os conselhos dos deputados Londres Machado e Paulo Corrêa, do PR, além do governador André Puccinelli (PMDB), foram determinantes para retornar à legenda.

“Paulo Corrêa é meu padrinho e Londres meu guru. Eles me fizeram político, quando não era”, disse, explicando que a filiação de volta ao ninho republicano vai ocorrer baseado no andamento da renúncia de Marisa ao Senado. “Ainda sou suplente e fico no banco. As coisas andam conforme o titular”.

O pecuarista disse que vai assumir projetos que estavam sendo executados pela tucana, no entanto, admitiu que o enfoque será mudado. “A Marisa dava mais prioridade à educação. Sou mais ligado à produção, ao agronegócio. Temos pontos importantes do Estado para discutir, como a questão do Incra, dos índios, problemas de fronteira e o Código Florestal”, listou.

Linha política - A entrada de Russo no Senado vai representar ganho na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), já que Serrano exerceu oposição ferrenha ao governo federal. Prestes a voltar ao PR, o suplente garantiu: “O PR é da base do governo. Vou ser da base”.

Questionado se o projeto de Reforma Política entrar em votação no Congresso durante seu mandato e como votaria a questão da suplência, uma das maiores polêmicas do texto, contrariou sua própria posição.

“Vou votar contra (a suplência). Não concordo com o suplente assumir sem voto. Quem tem de entrar é o segundo mais votado. Você vai ver que vou votar contra”, prometeu.



Nos Estados Unidos, esse Cavalheiro estaria PRESO.
Na Europa estaria PRESO, também
Nos países mussumamos. Ele já tinha ido pra forca
Mas aqui no Brasil , ele vira Senador

ISSO ÊH UMA VERGONHA..."......
 
Antonino Simão em 30/06/2011 12:39:49
é uma vergonha. Sem nenhum voto de MS, não reside no estado e ainda deve um monte para os pecuaristas daqui. É fim da picada.
 
Silvio vieira em 16/06/2011 08:56:09
É um absurdo um cara que deu um calote de 3 bilhões de reais virar senador da república!!!!
A lei é só para pobre mesmo!
Incrível.
 
Thiago Dias em 16/06/2011 07:20:34
UMA BELEZA!!!! eta POLITICA ??!!! e assim quem nunca passou perto da população, vai para o senado federal, cuidado para ele nao esquecer onde fica Campo Grande MS se ficar muito tempo em Brasilia... e se declara que vai defender apenas um segmento da nossa sociedade, que preparo politico hem?????
 
Luiz Fernando em 16/06/2011 07:15:43
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions