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Política

"O custo do dinheiro trava quem produz", diz Reinaldo ao criticar juros elevados

Ex-governador defende responsabilidade fiscal e redução sustentável das taxas de juros

Por José Cândido | 10/07/2026 14:20
"O custo do dinheiro trava quem produz", diz Reinaldo ao criticar juros elevados
Reinaldo Azambuja defende responsabilidade fiscal, redução sustentável dos juros e maior fortalecimento dos municípios como estratégia para impulsionar investimentos, gerar empregos e acelerar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. (Foto divulgação)

O peso dos juros elevados sobre a economia brasileira voltou ao centro do debate político. Para o ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, a atual política monetária impõe um custo elevado à população, reduz a capacidade de investimento de empresas e municípios e compromete o crescimento econômico.

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja criticou a atual política monetária do país, afirmando que os juros elevados prejudicam famílias, empresas e municípios. Pré-candidato ao Senado, ele defendeu responsabilidade fiscal e redução gradual dos juros, destacando que em abril o governo federal gastou R$ 84,8 bilhões com a dívida pública, recursos que poderiam ser destinados a saúde, educação e infraestrutura.

Segundo ele, os impactos da alta taxa de juros vão muito além dos indicadores financeiros e atingem diretamente o cotidiano das famílias. Na avaliação do pré-candidato, o aumento do custo do crédito encarece financiamentos, amplia o endividamento da população e reduz o poder de compra, especialmente das famílias de menor renda.

"O assunto não interessa apenas aos economistas. Quando os juros sobem, a prestação da casa própria e do carro pesa mais no orçamento, o cartão de crédito fica ainda mais caro e sobra menos dinheiro para colocar comida na mesa. É uma realidade que afeta quem trabalha e produz", afirma.

Reinaldo sustenta que os reflexos também são sentidos por empresários e produtores rurais de Mato Grosso do Sul. Conforme argumenta, o comércio enfrenta dificuldades para obter capital de giro, enquanto o agronegócio reduz investimentos em máquinas, tecnologia e ampliação da produção, cenário que, segundo ele, acaba limitando a criação de empregos.

"As empresas deixam de investir porque o dinheiro custa caro. O produtor adia projetos, o pequeno empresário segura a expansão do negócio e isso repercute diretamente na geração de renda e oportunidades para a população", diz.

O ex-governador também afirma que as administrações municipais sofrem com o aumento dos custos das obras públicas. De acordo com ele, investimentos em infraestrutura, saúde e educação tornam-se mais difíceis quando o cenário econômico é marcado por juros elevados e restrição de crédito.

Reinaldo cita ainda o crescimento das despesas da União com o pagamento dos juros da dívida pública. Segundo ele, somente em abril o Governo Federal desembolsou R$ 84,8 bilhões com essa finalidade, recursos que, em sua avaliação, poderiam fortalecer políticas públicas essenciais.

"Não dá para aceitar que o dinheiro do trabalhador brasileiro sirva apenas para pagar juros em Brasília. Precisamos de um governo que gaste com responsabilidade e que invista onde o povo está: na saúde, na educação e na infraestrutura das nossas cidades", declara.

Na avaliação do pré-candidato, o controle das contas públicas é condição indispensável para reduzir os juros de forma sustentável e estimular investimentos privados e públicos.

"O que adianta o país ter potencial se o custo do dinheiro inviabiliza quem produz? O produtor rural, o pequeno empresário e o prefeito que quer pavimentar uma rua estão reféns de uma política monetária que não dialoga com a realidade de quem trabalha. Precisamos de previsibilidade, menos ruído e mais responsabilidade fiscal", afirma.

Ao defender uma atuação mais forte do Senado em favor dos estados e municípios, Reinaldo reforça a bandeira do municipalismo, destacando que o fortalecimento das cidades depende de uma distribuição mais eficiente dos recursos públicos e de um ambiente econômico favorável ao investimento.

Segundo ele, Mato Grosso do Sul reúne condições para continuar crescendo, impulsionado pelo agronegócio, pela indústria e pela capacidade empreendedora da população. No entanto, argumenta que esse potencial só poderá ser plenamente aproveitado com uma política econômica que combine responsabilidade fiscal, estabilidade e condições para a redução gradual dos juros.

"Os municípios são onde a vida acontece. É lá que as pessoas precisam de escolas, hospitais, infraestrutura e oportunidades. O Senado deve defender um modelo que fortaleça os estados e permita que os recursos públicos cheguem à ponta, transformando a vida das pessoas", conclui.