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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

24/05/2017 08:53

Olarte falta a julgamento por corrupção na Prefeitura da Capital

Dois desembargadores se declaram impedidos de julgar ação

Mayara Bueno e Aline dos Santos
Sessão de julgamento de Olarte começa sem o ex-prefeito. (Foto: Marina Pacheco).Sessão de julgamento de Olarte começa sem o ex-prefeito. (Foto: Marina Pacheco).

O julgamento do ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PROS), começou por volta das 8h10 nesta quarta-feira (24), no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Réu na Operação Adna, que investigou o “golpe do cheque em branco”, Olarte não compareceu na sessão.

Antes de começar, os desembargadores Paschoal Carmello Leandro e Francisco Gerardo de Souza se declaram impedidos, mas não expuseram o motivo e deixaram a sessão em seguida. Quem assumiu, então, foi o desembargador Carlos Contar. Nos dez minutos seguintes, a acusação analisou o pedido da defesa de adiar o julgamento, o que foi negado.

Na ação, que será julgada na Seção Especial Criminal, Gilmar responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de pegar folhas de cheque “emprestadas” de fiéis da igreja Assembleia de Deus, antiga Nova Aliança e trocar por dinheiro com agiotas.

Na última sexta-feira (dia 19), os advogados Rene Siufi e Honório Suguita, que atuam na defesa de Olarte, pediram que o julgamento fosse remarcado por ter uma audiência agendada anteriormente na mesma data. No outro caso, um processo sobre furto de gado, que tramita na 2ª Vara Criminal, os advogados são assistentes de acusação com o Ministério Público e também atuam com outros colegas.

Mas, no entendimento do relator do caso, desembargador Luis Claudio Bonassini, o processo contra o ex-prefeito tem um réu preso há sete meses, o que demanda celeridade. A fase de instrução processual, que foi quando a defesa se pronunciou, terminou há quase um ano e meio.

A Operação Adna foi realizada em 2014 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O nome é alusivo à congregação fundada por Olarte: Assembleia de Deus Nova Aliança. Os réus são Olarte, Ronan Edson Feitosa de Lima (que está preso) e Luiz Márcio dos Santos Feliciano.




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