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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/10/2015 08:44

Prefeito afastado se entregou em delegacia que tem cela especial

Aline dos Santos e Filipe Prado
Delegacia no Carandá Bosque tem cela separada dos outros presos. (Foto: Marcos Ermínio)Delegacia no Carandá Bosque tem cela separada dos outros presos. (Foto: Marcos Ermínio)
Nagata afirma que Olarte chegou
à delegacia às 5h15 desta sexta-feira. (Foto: Marcos Ermínio)Nagata afirma que Olarte chegou à delegacia às 5h15 desta sexta-feira. (Foto: Marcos Ermínio)

As celas especiais da 3ª delegacia de Campo Grande influenciaram na escolha do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) na escolha do local onde se entregaria à Justiça para cumprir prisão temporária. “Não sei o motivo, não entrei nesse mérito, porque a investigação é feita pelo Gaeco. Mas ele pode ter se entregue aqui porque tem cela especial para policial”, afirma o delegado Fabiano Nagata.

De acordo com o delegado, a cela especial onde Olarte está não tem luxos, mas é isolada dos demais presos. Nagata afirma que o prefeito afastado chegou à delegacia, no bairro Carandá Bosque, às 5h15 desta sexta-feira. Ele estava em companhia do advogado.

Ainda durante a manhã, Olarte vai fazer exame de corpo de delito no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), praxe em caso de prisão, e retorna para a delegacia. Em 2010, o então prefeito de Dourados, Ari Artuzi, também ficou preso no local.

Benesses - Olarte e o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco Construções, tiveram as prisões decretadas no dia 30 de setembro pelo desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva.

As prisões são desdobramentos da operação Coffee Break, realizada em 25 de agosto pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para investigar compra de votos na Câmara Municipal.

Olarte é investigado por formação de quadrilha e corrupção, pois teria se juntado a vereadores, empresários e terceiros interessados para cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014. O acordo incluiria pagamento em dinheiro e distribuição de benesses. A prisão temporária tem validade de cinco dias.

Ontem, antes de Olarte se entregar, a defesa entrou com habeas corpus no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Mas o desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho se absteve de julgar e remeteu os autos para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).



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