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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

23/11/2017 10:55

Reinaldo diz que protesto é "politicagem" para manter privilégios

Em protesto contra votação definitiva, manifestantes chegaram a invadir o plenário da Assembleia

Marta Ferreira e Mayara Bueno
O governador Reinaldo Azambuja durante agenda no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo (Foto: Marcos Ermínio)O governador Reinaldo Azambuja durante agenda no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo (Foto: Marcos Ermínio)

Politicagem. Assim o governador Reinaldo Azambuja definiu a mobilização de sindicalistas na manhã desta quinta-feira (22) na Assembleia Legislativa, contra a votação em definitivo do projeto que altera as regras da previdência em Mato Grosso do Sul. Durante agenda no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, Azambuja disse que houve diálogo com os servidores, mas “alguns não querem entender” e sim manter privilégios.

Também alertou que, sem reforma, o governo não consegue pagar o décimo-terceiro de 27 mil aposentados e pensionistas. 
O governador afirmou que o projeto, enviado no dia 31 de outubro à Assembleia, já foi aprovado em primeira votação, ontem, e terá de pela segunda, obrigatoriamente. “Se não for hoje, vai ser amanhã”, pontuou.

Ainda de acordo com ele, quanto mais houver demora, mais vai aumentar o prejuízo. O cálculo do Executivo é que a previdência dos servidores hoje tem um déficit superior a R$ 80 milhões por mês.

Ao defender a necessidade de votação do projeto logo, Azambuja afirmou que o custo com os aposentados hoje é o que mais pesa no orçamento. Segundo ele, o valor chega a R$ 1 bilhão anuais. Se nada for feito, alega, esse valor dobrará em 5 anos.


“É uma questão técnica, não política”, declarou. Depois, completou que o projeto aprovado não revoga direitos. “ O problema é que tem gente que quer conviver com privilégios e penalizar a sociedade”.

O governador comentou, ainda, que se o governo não tomar atitude, a situação pode chegar ao ponto de estados como o Rio de Janeiro, que não consegue pagar salários dentro do mês. “Se essas pessoas estivessem na fila para receber o salário, como ocorre em outros estados, elas não estariam na Assembleia”, observou.

Em razão dos protestos dos servidores, o Parque dos Poderes está coma segurança reforçada nesta manhã. Perto da Governadoria, equipes do Batalhão de Choque estão com dois caminhões e ainda e três viaturas. Na Assembleia, sindicalistas invadiram o plenário e a votação foi suspensa.

Uma reunião foi convocada com um grupo deles pelos deputados.

A reforma - O texto do governo que ainda seria pautado para 2ª votação nesta quinta-feira (23) sofreu duas grandes alterações. A principal delas “parcela” o aumento do percentual de desconto salarial para a contribuição previdenciária obrigatória. Por mês, servidores ativos terão descontados 14% dos salários só a partir de maio de 2020, mas a partir de maio de 2018, o desconto, que era de 11%, já subirá para 12% e para 13% a partir de maio de 2019.

Opercentual de desconto patronal – contrapartida de recolhimento tirada dos cofres estaduais, no caso – sobe de 22% para 24% em maio de 2018 e chega em 25% em maio de 2019.

As bancadas do PMDB, PSDB e também os deputados Coronel David (PSC), Herculano Borges (SD), Paulo Corrêa (PR), Zé Teixeira (DEM) são a favor da reforma. Apenas os parlamentares do PT votam contra as mudanças.

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Que tal cortar na própria carne as mordomias em geral?
 
Adriano em 23/11/2017 13:07:17
Privilégios de verdade a gente sabe quem tem no Brasil
E são muitos.
Nem falam em rever auxílios, benefícios, passagens, carros oficiais, etc etc etc.
Daí vem falar em privilégio dos outros sem sequer tocar no seu reinado.
O Brasil é terra de político e afins enriquecer.
Enquanto o povo paga a conta desses reais privilégios.
 
Adriano em 23/11/2017 12:41:21
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