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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

16/03/2017 09:38

Reinaldo reafirma corte em ponto de grevistas e mantém plano de reforma

Richelieu de Carlo e Mayara Bueno
Reinaldo Azambuja concede entrevista durante agenda pública na manhã desta quinta (Foto: Mayara Bueno)Reinaldo Azambuja concede entrevista durante agenda pública na manhã desta quinta (Foto: Mayara Bueno)

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), reafirmou que vai descontar o dia não trabalhado do salário de professores da rede estadual, que não deram aula ontem para participar dos protestos contra a reforma da Previdência, dentro de uma manifestação em nível nacional. Além disso, ressaltou que a discussão no âmbito federal não afeta os planos para a reforma previdenciária dos servidores sul-mato-grossenses.

“Já tinha avisado que iria cortar o ponto e vai ser feito isso”, disparou Reinaldo, durante agenda pública, na manhã desta quinta-feira (16). “É legítima qualquer manifestação, mas não uma paralisação que prejudica os alunos. Cumprimos religiosamente nosso compromisso com os pagamentos em dia. Além disso, temos o melhor salário do país”.

Ele diz esperar que a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) reveja a paralisação e que os professores retornem às aulas.

Nesta quarta-feira (15), protestos contra a reforma da Previdência ocorreram em todo o Brasil. Profissionais de diversos setores fizeram parte das manifestações, encabeçadas principalmente pelos profissionais da educação. Poucas escolas da rede estadual mantiveram normalmente as aulas.

Reinaldo diz que não entra no mérito das manifestações, mas que vê a questão da reforma da Previdência como algo necessário, tanto em Mato Grosso do Sul como no País. “A Previdência do que jeito que está não dá para continuar”, defende.

A reforma previdenciária dos servidores estaduais ainda está em fase de estudos na Ageprev-MS (Agência de Previdência do Mato Grosso do Sul), conforme Azambuja. Ele salienta que a discussão nacional não vai afetar nos planos para a reestrutura local, que deve ser enviada ao Legislativo até o fim deste mês.

“Precisamos de um equilíbrio na previdência. A taxa de natalidade está menor, enquanto a expectativa de vida está maior, o que causa um desequilíbrio. É necessária uma revisão previdenciária em todo país, assim como vamos encaminha mudança aqui em MS, independente do avanço da discussão nacional. Senão, daqui a alguns anos, não conseguiremos pagar”, finaliza Reinaldo.

Milhares de pessoas protestaram no centro da Capital, ontem. (Foto: André Bittar)Milhares de pessoas protestaram no centro da Capital, ontem. (Foto: André Bittar)

Protesto - Em Mato Grosso do Sul, apenas as escolas Amélio de Carvalho Baís, Lúcia Martins Coelho, Luísa Vidal Borges Daniel, CEEJA Ignês de Lamônica Guimarães e Coração de Maria tiveram aulas normalmente. Na escola Advogado Demonsthenes Martins, as aulas foram interrompidas apenas no período da manhã. Ambas ficam em Campo Grande.

Os protestos contra a reforma da Previdência ocorrem em todo o país na quarta-feira. Na capital sul-mato-grossense, os atos iniciaram com 600 pessoas em frente à ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública). Representantes da associação estimam que 10 mil trabalhadores foram às ruas do centro da Capital. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público.

Os protestantes se dispersaram pouco depois das 10h30, quando um grupo, estimado em 600 pessoas, foi para frente do condomínio Damha, na região leste da cidade, onde mora o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), relator da reforma previdenciária na Câmara dos Deputados.

Sem previsão de retomar as aulas, as escolas municipais e estaduais continuam fechadas nesta quinta-feira (16), segundo dia de paralisação realizada pelos professores contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).

De acordo com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli César, a greve não tem data para terminar. “Vamos avaliar em assembleia no domingo às 9h se a paralisação continua”, diz Botareli.



Prezado Bonerge, não se deve nivelar o mesmo conceito para todos os professores, em parte você tem razão, porque o seu professor de português deve ter sido péssimo. Mas, tenha a certeza de que a grande maioria dos professores do ensino público são ótimos. Alicerço minha opinião pela formação dos meus dois filhos, um graduado em dois cursos de engenharia e outro psicologia e em música, e eles sempre estudaram em escolas pública. Pense nisso!
 
Ezequiel Pena Vieira em 16/03/2017 15:53:13
Não se pode falar muito bem dessa categoria que se dizem educadores e só dão mau exemplo e greve em cima de greve e o que eles sabem fazer de melhor porque ensinar mesmo tenho minhas duvidas nem para aconselhar eles servem pois o melhor conselho é o exemplo.
 
Bonerge em 16/03/2017 13:32:42
O governador blefa, a FETEMS endurece e a população perde. Sempre foi assim; em todos os governos a gente vê os governadores dizendo que vão punir os trabalhadores e depois fazem as negociações com os sindicalistas e perdoa todo mundo. Isto acontece porque eles sabem que a categoria não é composta apenas por gente da esquerda e os políticos dependem dos votos deles e de seu familiares, outro detalhe; os governantes, também, sabem que devem muito para essa categoria, agora mesmo já está enrolando para pagar um reajuste que há muito tempo foi acordado, que seria a partir do mês Janeiro, então o governo vai acabar pagando essa diferença quando quiser e sem correção. Não seria mais fácil tratar todo o funcionalismo com retidão e assim exigir uma melhor qualidade de atendimento à população.
 
Ezequiel em 16/03/2017 12:55:25
cade a vice governadora, "professora" Rose.... uma piada mesmo.
 
carlos alexandre barros em 16/03/2017 12:01:00
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