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Política

Sem saber montante para campanhas, MDB tem meta de fazer 20 prefeitos

Membros da executiva estadual se reuniram com presidente nacional para discutir estratégias e exigir recursos

Por Jhefferson Gamarra | 17/04/2024 17:06
Membros da executiva do MDB durante encontro com o presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi (Foto: Divulgação)
Membros da executiva do MDB durante encontro com o presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi (Foto: Divulgação)

Membros da executiva do MDB em Mato Grosso do Sul se reuniram na manhã desta quarta-feira (17) em Brasília, com o presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi, para discutir o cenário das eleições municipais e exigir recursos do “fundão” para viabilizar as candidaturas.

Estiveram presentes o presidente estadual do MDB, Waldemir Moka, o ex-governador André Puccinelli, o ex-ministro Carlos Marum e os deputados estaduais do MDB, Junior Mochi, Marcio Fernandes e Renato Câmara.

“A reunião foi muito boa, fomos estimulados a lançar candidatos na Capital e também no interior. Falaram da importância de aumentar a representação política em todo o estado. Apresentamos 44 pré-candidaturas a prefeito em Mato Grosso do Sul e ainda podemos ter outras definições. Com nomes competitivos nossa meta é chegar a pelo menos 20 prefeitos eleitos”, destacou o deputado estadual Junior Mochi (MDB).

Nas eleições municipais de 2020, o MDB conseguiu eleger nove prefeitos, mas atualmente o partido comanda apenas cinco municípios em Mato Grosso do Sul: Rio Brilhante, Dois Irmãos, Brasilândia, Coronel Sapucaia e Bataguassu.

Em relação aos recursos para viabilizar essas candidaturas, o parlamentar ressaltou que a Executiva nacional ainda não deliberou sobre os critérios que serão utilizados para determinar os repasses aos diretórios estaduais, mas que outra reunião deverá ser marcada para acertar os valores. Com base nos critérios estabelecidos pela legislação, o MDB ficará com mais de R$ 410 milhões do "fundão".

“Ainda vão decidir os critérios para distribuir, mas deverão levar em consideração o número de eleitores e representação dos candidatos em cada cidade. Assim que definir como será feito o rateio será convocada nova reunião”, disse Mochi.

A legislação estabelece critérios específicos para a distribuição do fundo eleitoral nas eleições municipais, sendo 2% do fundo distribuído de forma igualitária entre todos os partidos registrados.

Além disso, 35% da distribuição é determinada com base na votação obtida por cada partido que elegeu ao menos um deputado na última eleição para a Câmara Federal. Outros 48% são alocados levando em consideração o número de deputados eleitos por cada partido na última eleição. Por fim, 15% da distribuição é calculada com base no número de senadores eleitos e naqueles que estavam na metade do mandato na última eleição.

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