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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

13/05/2019 14:56

Senadora de MS alega viagens para justificar falta a votações no Senado

Soraya Thronicke informou que teve autorização para se ausentar do Senado porque estava em “missões oficiais”.

Anahi Zurutuza
Soraya Thronicke em entrevista ao Campo Grande News durante a campanha eleitoral (Foto: Marina Pacheco/Arquivo)Soraya Thronicke em entrevista ao Campo Grande News durante a campanha eleitoral (Foto: Marina Pacheco/Arquivo)

Apontada em ferramenta on-line como a única da bancada de Mato Grosso do Sul que faltou a cinco votações importantes no Senado Federal, a senadora Soraya Trhonicke (PSL) explicou a ausência em todas elas. Conforme as justificativas das faltas apresentada à Casa, nas ocasiões, a parlamentar estava viajando. 

A informação foi divulgada hoje, pela coluna Jogo Aberto. Via assessoria de imprensa, Soraya informou que teve autorização para se ausentar porque se tratavam de “missões oficiais”.

No dia 13 de março, quando o Senado votou o PLP 54 de 2019, que torna automática a adesão de consumidores e de empresas no cadastro positivo, banco de dados para “reconhecer” os consumidores que são bons pagadores, Soraya estava em Nova York, nos Estados Unidos, onde ao lado da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participou de evento da ONU (Organização das Nações Unidas).

A proposição foi aprovada no Senado no dia 13 de março. Depois, em 8 de abril de 2019, o projeto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Para a viagem, a senadora pediu autorização para se ausentar de 8 a 16 de março, “a fim de representar o Senado no 63º período das sessões da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU.

Durante viagem a Israel, Soraya deixou de votar outras quatro vezes, 1ª e 2ª votações de dois projetos. A senadora pediu licença para viajar na comitiva do presidente Jair Bolsonaro de 30 de março a 3 de abril.

Enquanto estava Tel Aviv, o Senado votou a PEC 141 de 2015 autoriza policiais e bombeiros militares a acumularem cargos públicos se houver disponibilidade de horário e se a soma dos salários não ultrapassar o teto constitucional, atualmente em R$ 39,2 mil. A proposta foi aprovada, em dois turnos, na Câmara e no Senado e aguarda a promulgação pelo Congresso.

Senadores também discutiram e deram seus pareceres sobre A PEC 34 de 2019 inclui na Constituição a obrigatoriedade de o governo pagar as emendas parlamentares de bancada previstas no Orçamento. A proposta ainda tramita no Congresso. Como o texto teve alterações no Senado, ele ainda precisará ser analisado novamente por deputados.

Israel foi o terceiro destino da senadora desde que foi eleita em outubro do ano passado. Em janeiro, antes de assumir oficialmente o cargo, ela também fez parte da comitiva do presidente em viagem à Pequim, na China.

Confere - Da bancada de Mato Grosso do Sul, Soraya é a única que não participou de votações consideradas importantes em ferramenta criada pelo G1 para que eleitores possam conferir como se manifestaram senadores e deputados federais sobre projetos considerados importantes.

Simone Tebet (MDB) e Nelsinho Trad (PSD), que completam a bancada de Mato Grosso do Sul na Casa, deram estavam em todas as votações. Os oito parlamentares do Estado na Câmara dos Deputados também derem seus votos para todos os projetos listados pelo jornal, inclusive o companheiro de partido de Soraya, deputado Loester Carlos (PSL).

O balanço foi mostrado pelo Campo Grande News na coluna Jogo Aberto desta segunda-feira (13).

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