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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/06/2014 15:40

Suplentes de MS conseguem assumir mais vaga do titular no Senado

Josemil Arruda
Vaga de Figueiró, que era suplente, é que vai ser disputada na eleição deste ano (Foto: arquivo)Vaga de Figueiró, que era suplente, é que vai ser disputada na eleição deste ano (Foto: arquivo)

Os suplentes de senadores de Mato Grosso do Sul estão com muita sorte nas últimos duas legislaturas do Senado Federal, ocupando cada vez mais as vagas decorrentes da ausência dos titulares. Enquanto no País, a média é de 20% das vagas estarem sendo preenchidas por senadores que não disputaram eleição, visto que eram suplentes, no Estado o índice atinge 33%, visto que só Waldemir Moka (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) passaram pelo crivo das urnas.

Na atual legislatura, em que se renovará um terço dos 81 senadores, dois suplentes já ocuparam vaga em razão da renúncia de Marisa Serrano, que optou por assumir vaga de conselheira do Tribunal de Contas do Estado, deixando em seu lugar inicialmente o republicano Antônio Russo, que acabou ficando doente, e depois para Ruben Figueiró (PSDB).

Diferentemente da Câmara, onde os deputados são eleitos por proporcionalidade, os senadores conquistam os mandatos por voto majoritário. O suplente é escolhido na chapa do senador e não recebe votos, assim como ocorre com os candidatos a vice nas vagas para o Executivo. Assim, caso o senador eleito se ausente, o suplente assume mesmo sem ter sido escolhido nas urnas.

Antes de Marisa renunciar ao Senado, um outro suplente chegou a assumir vaga de titular por Mato Grosso do Sul naquela Casa, Valter Pereira em substituição a Ramez Tebet, que morreu em 17 de novembro de 2006. Pereira cumpriu o restante do mandato, que expirou em 2011. Sua vaga foi ocupada pelo senador Waldemir Moka, eleito pelo PMDB, tendo como suplente a ex-primeira dama da Capital Maria Antonieta Amorim dos Santos.

Pouco tempo antes de Valter, o empresário e suplente Antônio João Hugo Rodrigues, então no PTB, também chegou a ocupar vaga no Senado, em decorrência da licença pedida pelo titular, Delcídio do Amaral, para disputar pela primeira vez o governo do Estado. Rodrigues assumiu no dia 3 de maio de 2006 a vaga, mantendo-a por cinco meses

Na eleição de outubro deste ano outra mudança pode ocorrer no Senado, além da eleição para a vaga ocupada hoje por Ruben Figueiró (PSDB), em razão da disputa pelo governo do Estado. É que se o senador Delcídio do Amaral (PT) for vitorioso, sua vaga será ocupada pelo primeiro suplente Pedro Chaves (PSC), empresário da área educacional e ex-secretário municipal de Governo.

Embora as suplências e vagas de vice tenham cada vez mais tido importância, em razão de sua alçada ao poder com a ausência dos titulares, nas articulações deste ano esses espaços políticos estão ficando para a última hora. Até agora estão ainda indefinidas essas vagas nas chapas encabeçadas pelos três principais pré-candidatos a governador, Delcídio do Amaral (PT), Nelsinho Trad (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB).



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