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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

25/12/2013 08:45

Teimoso, Alcides Bernal demorou a ceder e usou pouco a “caneta”

Josemil Arruda
Bernal quis governador sozinho e acabou se dando mal (Foto: arquivo)Bernal quis governador sozinho e acabou se dando mal (Foto: arquivo)

Alcides Bernal (PP) corre o risco de ser o primeiro prefeito cassado pela Câmara na história de Campo Grande. Em razão de sua teimosia, Bernal tentou governar sozinho, com minoria na Câmara e sem articulação política, por 10 meses. Só no dia 5 de novembro, após muita insistência do PT, Bernal resolveu nomear um articulador político, Pedro Chaves (PSC), para a Secretaria Municipal de Governo, que iniciou a lenta montagem de um “governo de coalizão”.

Sem experiência política anterior e enfrentando a resistência de Bernal, Pedro Chaves teve dificuldade de implementar o projeto de reforma política. Buscou inicialmente apoio de partidos para a formação de um “Conselho Político”, que seria composto por sete membros e teria poder deliberativo.

Chaves chegou a anunciar a adesão do PSDB ao Conselho Político, o que foi negado prontamente pelo seu principal líder, o deputado federal Reinaldo Azambuja. Aliás, foram os tucanos que “aconselharam” Chaves a buscar, antes do conselho, apoio diretamente com os vereadores.

Internamente, na Prefeitura de Campo Grande, Chaves enfrentou a resistência de Bernal às mudanças. O prefeito até aceitava atribuir secretarias e agências municipais ainda sem titulares ou sob acumulação a indicados pelos novos vereadores aliados, mas resistia a promover mudanças no secretariado, mantendo intocáveis nomes como o de Wanderlei Ben Hur, secretário de Planejamento, Finanças e Controle, e José Chadid, titular da pasta de Educação.

Antes um pouco, já tinha sido difícil para Chaves e o PT convencer Bernal a demitir Gustavo Freire, o supersecretário, que depois de deixar a Secretaria de Governo, que acumulava, ainda conduzia a Secretaria Municipal de Receita. Freire responde na Justiça pela acusação de receber propina quando era fiscal da Receita Federal em Corumbá. Chegou a ser demitido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas conseguiu reverter a decisão em razão de falha na formação da comissão disciplinar. Exonerado a pedido da Prefeitura de Campo Grande, já havia articulações para que ele voltasse para a assessoria direta de Bernal.

Uso da canetaAlcides Bernal fez poucas nomeações depois da escolha de Chaves para a Secretaria de Governo, o que gerou insatisfação do articulador político e de um de seus principais auxiliares, o líder do prefeito na Câmara, Marcos Alex (PT). Este, aliás, nunca escondeu a insatisfação com as sucessivas derrotas na Câmara e a lentidão de Bernal em promover as mudanças e nomeações necessárias à ampliação do apoio de forças políticas à administração municipal.

Só neste último mês do ano, Bernal começou a agir efetivamente em busca de apoio de novos vereadores na Câmara. A primeira nomeação de Bernal visando a construção do governo de “coalizão” aconteceu no dia 11 de novembro, com a escolha da médica Lillian Maksoud para comandar o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG). Com isso, pode ter conquistado o apoio do vereador Jamal Salém (PR), que assumiu que fez a indicação.

No mesmo dia foi feita uma articulação desastrada visando atrair o ex-presidente da CPI do Calote, vereador Paulo Siufi (PMDB). Bernal autorizou a cedência de seis funcionários para o gabinete de Siufi, só que seus articuladores políticos se esqueceram de consultá-lo sobre os nomes, solicitados no ínício do ano, e um dos cedidos já estava aposentado e outro de licença médica. Siufi não se sentiu contemplado e enviou ofício a Bernal devolvendo as cedências.

A segunda e última nomeação, visando atração de apoio político, aconteceu só na semana seguinte, na segunda-feira (23), com a publicação do nome do arquiteto Dirceu Peters para a presidência da Agência Municipal de Habitação (Emha). Com essa nomeação, Bernal conquistou o apoio do vereador Paulo Pedra (PDT).

Estava prevista para esse mesmo dia a nomeação do engenheiro Jean Saliba para a presidência da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), mas houve problema na articulação política e a publicação não aconteceu. Saliba contemplaria o vereador Edson Schimabukuru (PTB).

 



LÁSTIMA
Lastimo que: O Prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal optou pelo o isolamento nesse primeiro ano de mandato. Embebedado pelos 270.000 votos que recebeu, optou em travar um conflito com os vereadores, com os partidos políticos e com o JUDICIÁRIO. Nesse cenário trágico ficou explicito que não existe política do “eu sozinho”. Sua administração foi para o beleléu. Um fiasco sem precedente, que nem o tempo apagará da mente dos campo-grandenses.
 
adaltro albineli pinto em 25/12/2013 14:34:43
Com a cassação do Bernal deveria ser de imediato a posse de Reinaldo Azambuja, pois passando a posse para o vice-prefeito Olarte só teremos uma continuação do atual mandato... é, no entanto, uma perda de tempo para uma nova cassação.
 
Gilmara Flores em 25/12/2013 13:12:19
A incompetência, a prática contínua da mentira e a covardia, constitui o golpe político apregoado por esse prefeito que conquistou status de VERGONHA NACIONAL.
O que Bernal trabalha agora é colocar a sociedade contra a câmara de vereadores e contra o ministério público e OAB, que estão mais do que municiados com provas convincentes de improbidade administrativa cometida propositalmente por esse prefeito.
O mesmo subestima a justiça por ser advogado.
Bernal, você não agrega nada e o seu lugar é incerto.
 
Enio Alves Gomes em 25/12/2013 12:45:45
Bernal não só pode ser o primeiro prefeito cassado pela Câmara de Vereadores...ele pode ser também o único prefeito do País cassado sem nenhum clamor popular pedindo essa cassação!!!! Ou seja, a Câmara age descaradamente para beneficiar seus próprios membros a retomar as mamatas que sempre tiveram em 20 anos do PMDB!!!! Esta é a verdade!
 
Marcos Pereira em 25/12/2013 11:48:16
Deixe estar. O mais importante ja aconteceu, a populacao viu e esta vendo a palhaçada. A atençao ja foi chamada. Nao pensem que sera como antes. Vamos querer saber pq as cpis pararam, pq estará tudo certo e nenhuma irregularidade! Se enganam se esperaremos proxima eleicoes para cobrar, se enganam se acham que nao percebemos a midia sendo manipula $$. Os tempos de mamata estao para acabar!
 
carlos bitencourt em 25/12/2013 10:19:02
"Aliás, foram os tucanos que “aconselharam” Chaves a buscar, antes do conselho, apoio diretamente com os vereadores."
PSDB - sempre muito bem informado, articulado e preparado para administrar.
NEI SALVIANO
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NEI SALVIANO em 25/12/2013 09:51:03
SRº VEREADOR PAULO PEDRA E OUTROS QUE PODEM SER COMPRADOS PELO BERNAL...SAI FORA DESSE BERNAL.....ELE VAI PREJUDICAR VCS. NO FUTURO, DIZENDO QUE OS COMPROU E SERÃO CORRUPTOS...CUIDADO..SAI FORA DESSE HOME NA POLITICA
 
FILADELFIO TERENCIO em 25/12/2013 09:22:01
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