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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

25/01/2014 11:10

TJMS mantém gastos com "quitutes chiques", mas exclui cerveja do menu

Josemil Arruda
Joenildo assinou 1º contrato do ano de alimentação para juízes e convidados (Foto: arquivo)Joenildo assinou 1º contrato do ano de alimentação para juízes e convidados (Foto: arquivo)
Veja os preços dos cafés, coquetéis, almoços e jantares para os juízes (Reprodução do contrato)Veja os preços dos cafés, coquetéis, almoços e jantares para os juízes (Reprodução do contrato)

O Tribunal de Justiça do Estado (TJMS) continua fazendo gastos com alimentação de juízes, servidores e convidados, mas excluiu a cerveja do cardápio. No primeiro contrato celebrado este ano, dia 8 de janeiro com validade até 31 de dezembro de 2014, o presidente do Tribunal, Joenildo de Souza Chaves, firmou ajuste com a proprietária do Grand’Mere Buffet Ltda, Regina Lourdes Rímoli, no valor de R$ 180 mil para o fornecimento de coffee breaks, coquetéis, almoços e jantares.

No ano passado, o TJMS foi o poder que mais gastou com alimentação de seu pessoal em Mato Grosso do Sul. Os quatro contratos assinados e que incluíam até mesmo cerveja totalizaram R$ 702,3 mil.

O contrato assinado neste mês será pago com recursos da conta “ação cerimonial” do Funjec para “festividades e homenagens”, nos termos da Nota de Empenho nº 2014NE0003 de 8 de janeiro de 2014, conforme o documento disponibilizado no portal de transparência do próprio Tribunal de Justiça.

Consta como objeto do contrato: “Fornecimento de alimentação (serviços de buffet), na cidade de Campo Grande/MS, durante o exercício de 2014, a serem realizados no salão de festas da AMAMSUL, localizado na Rua Ana Rosa Castilho Ocampos, nº 1455, Jardim Montevidéu ou nas dependências da Secretaria do TJ/MS, localizado no Parque dos Poderes, Bloco 13, ou ainda, em prédio próprio da prestadora de serviços com capacidade de 500 (quinhentas) pessoas, ou outro local a ser definido pela Administração, com o fornecimento dos utensílios e materiais necessários à realização dos eventos e do cardápio, conforme Termo de Referência, Anexo II (cardápios e os seus produtos)”.

Cardápio sofisticado – O cardápio para as “festinhas” do Tribunal de Justiça, bancadas com dinheiro público, continua sofisticado, incluindo alimentos como canapés, variados tipos de salgados, risotos, escondidinhos, massas, carne bovina, peixes e sucos de frutas.

Os preços individualizados são altos, com dois tipos de coffee breaks no valor de R$ 23,50 e R$ 26,68; quatro opções de coquetel, de R$ 38,76, R$ 46,38, R$ 56,55 e R$ 57,82; duas opções de almoço, de R$ 61,63 e R$ 62,90; e duas opções de jantar, de R$ 71,80 e R$ 81,97.

A opção 1 de coffe break inclui quatro tipos de salgados, dois de sanduíches, dois de bolo e um de sobremesa, além de bebidas (água mineral, refrigerantes e sucos de frutas).

O coquetel tem quatro opções, a primeira delas inclui quatro tipos de canapés, seis de salgados, cinco de queijos, quatro de frios, um de antepasto, um de mousse, um de quiche e três opções de pratos quentes (risoto, escondidinho ou massa), bem como dois tipos de sobrema ou um tipo de sobremesa mais três tipos de bombom. Chá, café, dois tipos de pettit-fours e bebidas.

Já para o almoço, na primeira opção, juízes, servidores graduados e convidados terão como entrada dois tipos de salgados e no almoço propriamente dito dois tipos de saladas, um de carne, um de peixe ou frango, um tipo de acompanhamento, um de massa e um de arroz. Para a sobremesa, duas opções de doces ou um tipo de sobremesa mais três tipos de bombom.

Na primeira opção de jantar, a entrada é com dois tipos de canapés, dois tipos de salgados, mesa de frios com oito tipos de queijos, quatro tipos de frios, seis tipos de complemento, dois antepastos, um mousse e seis tipos de pães. O jantar propriamente dito é com dois tipos de saladas, um de carne, uma de peixe ou frango, um tipo de massa e um de arroz, tendo ao final dois tipos de sobremesa ou um tipo mais três bombom, além de bebidas.



Cada um leva a sua?
 
Alex Andre De Souza em 25/01/2014 18:02:42
enquanto isso na portelinha e outras favelas espalhadas na capital o povo passando fome e o dinheiro público que deveria servir para outras finalidades sendo mal usado pelos poderes públicos parabéns senhores desembargadores.
 
nilton sabino em 25/01/2014 15:24:15
Precisamos decepar, reduzir o tamanho do governo em mais de 70 % com cortes de privilégios, mordomias, abolição de muitos empregos fantasmas e empregos de políticos e juízes inúteis. Se o governo não conseguir avançar nesse sentido e impossível fazer reforma tributarias em função do déficit publico. Essa é a grande verdade!
 
Samuel Martins Alonso em 25/01/2014 14:53:43
Falar o quê disso aí? Se a gente falar a verdade, o que pensamos, de fato, eles podem nos acionar na justiça ( justiça!!!) e vamos nos defender onde?
Acho que esse País, Brasil, teria que sofrer uma reviravolta muito grande com a educação. Só a educação pode salvar-nos. Pois DEUS não se mete nessas sujeiras que os homens públicos fazem, principalmente aqui no MS. DEUS, um dia, vai julgar esses malditos que se acham acima de tudo. Aqui na terra, no MS, tem tantos que se acham acima do bem e do mal. Se aqui funcionasse, de verdade o Poder Judiciário, não teríamos tantos crimes sem solução: morte do delegado, caso motel, morte de diversos jornalistas, precatórios em benefícios de poderosos, nepotismos, corrupção velada ( caso Ary Rigo), funcionários públicos nomeados diplomas inválidos, e
 
Carlos l dos Santos em 25/01/2014 13:40:27
É porque com o bucho cheio de canapés fica mais fácil defender a tal "justiça social".
 
Ivan Ilitich em 25/01/2014 12:46:22
Parabéns Campo Grande News por divulgar esse excelente emprego do dinheiro público, afinal de contas, em nossos postos de saúdes “não faltam nada”, nos pelotões da PM, a corporação não sabe o que fazer com tantos “investimentos”. Ah! Desculpe seu judiciário, os vencimentos dos Enfermeiros e Soldados da PM são infinitamente maiores e por isso, virem-se!! Como eu gostaria de falar para esse juiz as verdadeiras palavras que estão em meus pensamentos, como gostaria de deixá-lo (como acontece com população) nas filas dos postos de saúde, tentando esconder os vendedores de salgados dos olhos de seus filhos, pois não tem dinheiro para comprar e não querem que o filho passe vontade. Tenham vergonha na cara, olhem como estão os serviços básicos para os pobres seus hipócritas.
 
Maikon Dias Miranda em 25/01/2014 12:11:24
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