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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

13/12/2011 18:49

Usineiros falam em "desastre" na safra de cana e pedem redução de impostos

Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

Diante de uma safra considerada desastrosa por técnicos do setor, o presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, disse que é preciso dar competitividade ao etanol brasileiro.

A medida mais importante, para o representante dos usineiros, é a desoneração tributária do etanol, em especial do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Hoje, as usinas pagam 9,25% de PIS/Confins.

“Estamos estimando que, em 2020, vamos produzir 1,2 bilhão de toneladas de cana e 40% dessa cana vão para a produção de etanol. E a grande questão é a competitividade. O mais importante é a redução dos tributos que são cobrados sobre o etanol”, disse Jank.

Segundo ele, o etanol deveria ter o mesmo tratamento da gasolina, beneficiada pela redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). “Entendemos que o etanol tem que passar pelo mesmo processo. Hoje, a tributação que incide sobre a gasolina está na faixa de 35% do preço de bomba e a do etanol, em 31%. Achamos que deveria também haver redução sobre o etanol [para torná-lo mais competitivo]”.

De acordo com o presidente da Unica, os estados também poderiam reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), assim como ocorreu em São Paulo, que baixou de 25% para 12,5% a alíquota do imposto.

O balanço do setor, até novembro, mostra que a moagem da cana-de-açúcar atingiu 488,46 milhões de toneladas na Região Centro-Sul do país, uma queda de 10,23% em relação ao volume processado no mesmo período de 2010 (544,12 milhões de toneladas). Na segunda quinzena de novembro, foram moídas 9,11 milhões de toneladas, menos da metade do que foi processado no mesmo período na safra passada.

A produtividade da cana no período agrícola 2011/2012 foi a menor em 24 safras, disse Luiz Antonio Dias Paes, gerente de Produtos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). “Essa safra foi um desastre total em termos de produtividade”, consequência do clima, com ocorrência de geadas e estiagens prolongada no inverno, e a menor renovação do canavial, resultado da crise econômica.

Do que foi processado na segunda quinzena de novembro, 44,58% foi para a fabricação de açúcar (498,60 mil toneladas). A produção de etanol, por dsua vez, somou 383,8 milhões de litros, sendo 99,6 milhões de litros de álcool anidro e 284,20 milhões de litros de hidratado.

No acumulado da safra, até o fim de novembro, foram produzidos 20,38 bilhões de litros de etanol, sendo 7,89 bilhões de litros de álcool anidro e 12,49 bilhões de litros de hidratado. A produção de açúcar somou quase 31 milhões de toneladas.

As vendas de etanol, entre abril e o dia 1º de dezembro, somaram 14,61 bilhões de litros, 17,95% abaixo do volume vendido na safra passada. Desse total, 13,08 bilhões de litros foram destinados ao mercado doméstico e 1,53 bilhão de litros à exportação.

O diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, estima que a safra de cana deve ultrapassar 490 milhões de toneladas. Para o mercado de etanol, ele estimou que as exportações devem ficar entre 1,65 bilhão de litros e 1,7 bilhão de litros.

Até 2020, a expectativa dosm usineiros é dobrar a produção, de 555 milhões de toneladas para 1,2 bilhão de toneladas. Para atingir esse resultado, o executivo calcula que serão necessárias 120 novas usinas. “Precisamos produzir muito mais cana para atender a todos os mercados que a gente tem e, para isso, precisamos de políticas públicas e privadas também”.



pois é, eles lucram bilhões,e nós funcionários que colaboramos p esse crescimento,temos um dos piores salarios do brasil,quando se fala em aumento, não passa de 2%. isso é uma vergonha!!!!
 
daniel rodrigues em 23/02/2012 07:29:58
Tambem vou pedir para governo baixar os impostos que estou pagando. O que vejo é o setor acucar e alcool rescendo, para todo lado tem usinas, como todo negocio este tambem possui riscos, entao sugiro baixar os impostos neste momento como estao pleiteando, e aumentar na mesma proporcao quando as safras crescerem OK. A fazenda vai adorar .
 
Edson Jose Limberger em 28/01/2012 11:44:27
Como é bom investir no Brasil...pega a grana do BNDS...planta a cana, produz muitooo açucar pois no mercado internacional é mais valioso, produz pouco etanol, pois os brasileiros é que vão pagar caro, quando a coisa aperta os usineiros lembram que podem chorar e pedir redução de impostos...é brincadeira este nosso país, porque o governo não estipula uma cota, para produzir etanol.
 
Antoniio Xavier em 14/01/2012 10:59:15
Na hora dos lucros excessivos, os usineiros não querem dividí-los com ninguém, mas quando surgem os percalços de qualquer comércio(lucros não tão grandes quanto o previsto), aí querem se socorrer da "viúva", com isensão de impostos que nós, cidadãos comuns, continuaremos a pagar.
 
MARCELLO MENDES em 13/12/2011 07:21:34
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