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Saúde e Bem-Estar

Após pico, levantamento aponta tendência de queda de casos de chikungunya em MS

Secretário de saúde acredita que "o pior já passou", mas Estado deve permanecer alerta

Por Ketlen Gomes | 27/04/2026 13:52
Após pico, levantamento aponta tendência de queda de casos de chikungunya em MS
Secretário de saúde do Estado, Maurício Simões, fala sobre tendência de queda da chikungunya em MS. (Foto: Osmar Veiga)

Dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) apontam que os casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul apresentam tendência de queda após atingir o pico nas últimas semanas epidemiológicas. Apesar da desaceleração, o secretário Maurício Simões afirma que o momento ainda exige cautela, principalmente diante dos efeitos prolongados da doença.

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Casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul apresentam tendência de queda após atingir pico na semana 12, com 1.195 notificações. O secretário de Saúde, Maurício Simões, afirma que o pior da curva crescente já passou, mas alerta para os riscos da forma crônica da doença, que pode causar dores persistentes. Em Dourados, 15 leitos foram disponibilizados, com ocupação máxima de 10 pacientes.

De acordo com o gráfico da secretaria, a curva de notificações cresceu de forma gradual nas primeiras semanas do ano, com salto mais acentuado a partir da semana 10, quando os registros passaram de 359 para 800 casos. O pico ocorreu na semana 12, com 1.195 notificações. Desde então, há oscilação seguida de queda, chegando a 857 casos na semana 16 e recuo mais brusco na semana 17, com 46 casos.

Após pico, levantamento aponta tendência de queda de casos de chikungunya em MS

“A gente tem observado que, embora a taxa de positividade exista alta, o número vem decrescendo”, afirmou o secretário.

Mesmo com a redução, Simões destaca que o Estado ainda está em um patamar elevado da doença. “Eu sempre gosto de ser um otimista, espero que sim. Acho que o pior já passou em termos de uma curva crescente”, disse.

O secretário destacou que em Dourados, um dos municípios que decretaram situação de emergência, o Estado disponibilizou 15 leitos clínicos exclusivos para chikungunya  e a ocupação não ultrapassou 10 pacientes ao longo do período. “Ou seja, a gente tem que se preocupar mais com a questão da chikungunya no médio prazo, não é simplesmente a epidemia, o processo agudo”, afirmou.

A preocupação, segundo ele, está nos casos que evoluem para a forma crônica da doença, que pode causar dores persistentes e impactar a qualidade de vida dos pacientes. Para isso, a SES tem promovido capacitações com profissionais de saúde sobre o manejo desses quadros.

Apesar do otimismo com a tendência de queda de casos, o secretário reforça que o cenário não permite relaxamento nas medidas de prevenção. “O pior já passo mas não pode refrescar no combate, tem a doença crônica ainda a ser enfrentada”, declarou.

Sobre a vacinação, Simões explicou que a oferta depende do Ministério da Saúde, já que o imunizante ainda está em fase experimental. Ele também disse não ter dados atualizados sobre a cobertura vacinal no Estado.

Até o momento, segundo o secretário, não houve solicitação de recursos financeiros por parte dos municípios ao Estado relacionada à chikungunya.

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