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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

TV NEWS
22/06/2016 11:48
Projeto de cota em concursos dignifica comunidade negra, avalia governador
“Você dignifica a comunidade negra, dá mais oportunidade e corrige distorções históricas com este segmento, que é muito importante para a sociedade sul-mato-grossense”, resumiu o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), ao assinar projeto de lei que amplia de 10% para 20% a cota de vagas para negros em concursos públicos estaduais.




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Comentários

Jéssica Machado, a atual realidade social (que atinge a mim, branca, a vc negra, ao meu vizinho mameluco) não é causada pela escravatura de séculos atrás, mas por maus governantes que fazem o que querem com o dinheiro público e jogam as sobras para a educação, que acaba por ser ineficiente para preparar suficientemente seus alunos a qualquer coisa. Aqueles que, vindos deste sistema educacional, conseguem algo de relevante pras suas vidas profissionais, o conseguem graças a méritos próprios, esforço e dedicação - qualidades que qualquer um, preto ou branco, pode ter. Não é criando cotas pra determinados segmentos raciais que se resolve essa disparidade social, mas sim melhorando a qualidade da educação pública para aqueles que dependem dela. Ou troquemos as cotas raciais pelas sociais.
 
Maria_Joana em 23/06/2016 14:18:26
Na minha opinião só defende e participa do sistema de cotas, aquele que não quer estudar, se dedicar, e fica se fazendo de vítimas, de coitadinho por uma coisa que nem de longe sentiram na pele... E aqueles que criaram e concederam o sistema de cotas o estão fazendo com interesses escusos claro... isso é um meio de comprar votos. Quer passar num concurso público? Faça a inscrição, pague a taxa e rale de estudar como qualquer outro. Ou por ser negro sua capacidade intelectual é menor? Ser negro não significa ser deficiente nem retardado.
 
Mariana Carvalho em 23/06/2016 13:01:25
Não é e nunca será justo que os 20% de candidatos que perderão sua vaga (conquistada com seu esforço, estudo e dedicação) para um sistema de cotas que PRIVILEGIA um determinado grupo apenas por ser da cor X, paguem por um erro do passado, cometido por pessoas que há muito não estão aqui contra negros que há muito também não estão mais aqui!.. E eu, branca nunca tive condições sociais melhores que nenhum negro só por ser branca. Nunca apareceu dinheiro do nada no bolso do meu pai porque ele era branco..sempre ralou muito a ganhou pouco! Nos concursos em que passei nunca fui questionada se era branca ou preta pra ser aprovada, apenas estudei (sozinha em casa, no youtube, etc). Esse pensamento retrógrado,vitimista, coitadista me dá asco!! Lógico q quem se beneficia disso sempre vai defender..
 
Maria_Joana em 23/06/2016 12:02:48
Agora, o que as políticas reparadoras fazem, é pegar esses negros que não puderam largar na corrida em 1538 e os coloca ao lado do branco, na altura em que ele está e, a partir daí, depois que o almejado processo de equiparação social, econômica e política for completo, os negros passarão a correr por si só, sem interferências.
Mas, enquanto o negro for mais da metade da população brasileira e ainda assim for o percentual mínimo nos setores privilegiados, for a maior parte das classes social e economicamente vulneráveis, receber os mais baixos salários, mesmo sendo a maior parte da massa trabalhadora do país, possuir os mais baixos níveis de escolarização entre outras coisas, as cotas, assim como todas as políticas de reparação e ação afirmativa, serão necessárias, dignas e justas.
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 23/06/2016 10:40:03
Você acredita mesmo que aqueles que viam os negros como suas posses, seus objetos, suas coisas das quais usufruíam como bem achasse melhor, do dia 13 de maio de 1888 em diante, passaram a ver esses mesmos negros, como humanos detentores dos mesmos direitos de dignidade à vida que eles?
É como se toda historia de opressão vivida pelos negros, pudesse ser ilustrada como uma grande corrida onde os brancos deram a largada em 1538 (no contexto brasileiro) e os negros tivessem sido impedidos de largar no mesmo instante que os brancos.
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 23/06/2016 10:39:28
Olha... Dá até preguiça ao ler esses comentários barrelas abaixo! Francamente... À realidade social não se aplica conceitos rasos e baseados no achismo ou ainda em casos esparsos como o relatado abaixo por alguma Maria de qualquer coisa! As cotas são necessárias num primeiro momento, e isso não é afirmação baseada em exemplos esparsos, e sim em estudos sociais. A escravidão foi abolida e com ela toda a visão e todo o sentimento de asco, repulsa, desconsideração e desprezo que os brancos, senhores de escravos, construíram, disseminaram e reforçaram culturalmente no decorrer de trezentos e cinquenta anos e várias gerações, com relação aos negros?
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 23/06/2016 10:36:33
Eu ia comentar, mas a Maria_Joana falou por mim e explicou da maneira mais coesa possível o que sinto,e o que penso. Como ela também sou branca, toda vida estudei em escolas públicas, meu pai era um eletricista. Hoje também sou funcionária pública federal, por MEU mérito, e graças aos céus, não devo favor a ninguém. Essa história de cota é sim, pura politicagem. Quem é competente não precisa de cotas. O que precisamos é de funcionários competentes e bem capacitados, independente de qualquer coisa.
 
Mariana Carvalho em 23/06/2016 10:22:28
Querem realmente dignificar alguém? Dignifiquem a comunidade pobre, a comunidade que precisa da educação pública para tentar ser alguém na vida (que engloba todas as cores de pele e etnias). Invistam na excelência da educação pública para todos, para que todos possam lutar por uma vaga em iguais condições. Parem de se preocupar em quantos negros ocupam cargos públicos.. preocupem-se em quantas pessoas capazes ocupam esses cargos, sejam elas negras, brancas, amarelas, pardas, índias, loiras, ruivas, anãs..o que for. E se fazem questão de cotas, que as criem para quem é realmente menos favorecido, pessoas de baixa renda, independente de sua cor, pessoas oriundas de escolas públicas (que não obtiveram outra educação senão essa, defasada e deficiente oferecida pelo governo). Isso será justiça.
 
Maria_Joana em 22/06/2016 12:52:37
É o mesmo que dizer que todo branco tem maiores condições de passar em concurso porque todo branco é rico, inteligente, sempre estudou em escola particular. Existem muitos brancos pobres, assim como existem muitos negros ricos. Sou branca, filha de caminhoneiro, vinda das escolas públicas dessa cidade, nunca pude pagar cursinho. Uma vez perdi uma vaga num concurso do Estado para uma colega de infância, negra de família de muitas posses, aluna do ABC, que se classificou 15 posições atrás de mim. Mas graças a Deus e a meu MÉRITO, hoje sou funcionária pública Federal aprovada em ampla concorrência, sem nunca ter dependido das esmolas do governo. essa cota de 20% só tem duas definições: POLITICAGEM com a comunidade negra(que não é pequena) e INJUSTIÇA com quem se prepara de verdade p/ o cargo.
 
Maria_Joana em 22/06/2016 12:36:44
Dignifica? Eu não me sentiria nenhum pouco "dignificada" em conseguir uma vaga de emprego público por causa da minha cor enquanto outra pessoa se preparou melhor e obteve uma melhor classificação por sua nota e desempenho numa prova e ficou de fora por minha causa. Concurso público é mérito, é competência, é preparação para o cargo - coisas que não envolvem necessariamente condição social, muito menos etnia racial, já que QUALQUER PESSOA pode se virar e buscar meios disponíveis sem gastar muito dinheiro (internet, livros emprestados, videoaulas no youtube, etc) para se preparar para um concurso. Cotas não dignificam, só diminuem a pessoa negra, classificando-a como mais pobre e menos capaz, menos provida intelectualmente, socialmente e financeiramente, apenas pelo fato de ser negro (a)...
 
Maria_Joana em 22/06/2016 12:22:48

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