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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

06/10/2019 08:28

A simbologia da rã

Por Heitor Freire (*)

A natureza humana nos leva a questionar tudo. Porque pensamos. Ao contrário dos animais que não pensam e se comportam da mesma maneira por gerações e gerações. Por exemplo, o João-de-Barro que, independentemente de receber instruções de seus antecessores, fará sua casinha da mesma forma sempre.

Porque pensa e raciocina, o homem cria o seu mundo, faz perguntas, inventa, busca o conhecimento, pode fazer de sua vida o que quiser. Os animais não perguntam por que, estão pré-determinados. A faculdade da imaginação leva o homem a pesquisar, procurar, entender, porque cada pessoa é herdeira de uma herança multimilenar que se perpetua no tempo e no espaço e é transmitida geneticamente.

Assim, nessa busca pelo conhecimento, começamos a inventar, a atribuir significados a símbolos com variações de sentido, usando emblemas, alegorias, metáforas, analogias, etc.

Outro dia me deparei com a simbologia da rã. Quem diria que as rãs, esses animaizinhos que nos são tão familiares na nossa infância, e que despertam nas crianças uma curiosidade e simpatia natural, teriam também um significado místico? Pois é. Mas têm.

As rãs são anuros, animais pertencentes à classe Amphibia, que inclui também sapos e pererecas. Esse nome vem do grego, e significa sem cauda (an-, sem + oura, cauda). As rãs são as mais habilidosas entre esses três tipos de anuros. Elas conseguem dar saltos de até 1,5 metro de comprimento e 70 centímetros de altura. O que nos interessa neste artigo são as rãs e a sua simbologia mística.

Fiz um apanhado na internet sobre esse tema em diversos países e culturas.

Segundo uma lenda pré-colombiana da região central do Panamá, a rã dourada traz boa sorte. Acredita-se que qualquer um que a veja ou consiga capturá-la terá um futuro feliz. Sua tez amarela brilhante, pintada com manchas cor de café, era fonte de alegria para tribos indígenas, pois acreditavam que quando ela morria, seu pequeno corpo se transformava em ouro.

Para os celtas, a rã era o senhor das águas, e para os maias e astecas, era uma deidade aquática cujo coaxar previa a chuva. A rã, por sua natureza, é um símbolo associado à água e à chuva.

Na China está ligada ao elemento yin e vista como símbolo da boa sorte. O Feng Shui recomenda colocar a imagem de uma rã em uma janela voltada para o leste, pois ensina que assim promove-se a fertilidade e uma vida familiar feliz.

Os hindus viam as rãs de uma maneira mais profunda, pois acreditavam que elas eram encarregadas da proteção do mundo dentro do espaço e que também representavam a escuridão. Na Índia, a rã é considerada o suporte do universo: a Grande Rã.

Para os japoneses, ela atrai a felicidade. Por isso as imagens ou amuletos que representam esse animal são considerados elementos de boa sorte, sobretudo quando uma viagem implica cruzar um mar ou rio. Também se diz que a palavra rã, em japonês, é a mesma palavra para dizer volta ou voltar, por isso os viajantes a levam como amuleto para voltar para casa de maneira segura. Além disso, os amuletos de rã são frequentemente levados em carteiras para não se perder o dinheiro que há dentro delas.

No Egito antigo, existia a figura de Heket, uma deusa com cabeça de rã, relacionada à fertilidade e ao nascimento.

Essa crença estava associada às inundações do Nilo, pois quando isso acontecia, centenas de rãs nasciam.

Alguns elementos e palavras-chaves associadas às rãs são: sorte, pureza, renascimento, renovação, fertilidade, liderança, transição, sonhos, oportunidade, ponto intermediário e metamorfose.

A energia da rã também é associada à relação entre a vida e a morte. A ciência mística também lhe atribui esse significado.

Algumas áreas de nossas vidas em que se diz que a rã pode ajudar como amuleto: quando precisamos atravessar etapas vitais; quando precisamos de um elemento que nos proporcione segurança durante alguma viagem; quando queremos melhorar nossa intuição, força e conexão com o mundo espiritual.

Como vemos em vários cantos do mundo a rã é considerada um elemento positivo, de mudança, de transição e, sobretudo, de sorte.

Vivendo e aprendendo.

(*) Heitor Rodrigues Freire é corretor de imóveis e advogado.

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