A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

02/08/2017 07:31

Ficaremos sem água em nossas torneiras? Haverá desabastecimento? A

Por Antônio Carlos Caldas (*)

Provavelmente, em virtude da grave crise econômica e política que tem assolado o Brasil nos últimos dois anos, os holofotes tenham sido direcionados para essas questões, deixando de lado um tema que esteve tão em moda há três anos: ficaremos sem água em nossas torneiras? Haverá desabastecimento? A partir de quando?

São questões que nos "martelaram" a mente por vários meses e que fizeram nossas famílias mudar seus hábitos já enraizados no dia a dia e nem sempre adequados ao cenário atual, pois a tentativa era colaborar com as autoridades públicas e órgãos responsáveis, em uma espécie de "mutirão da economia de água".

Com base nessas questões, cabe uma retomada do tema, a partir de um estudo recentemente publicado pela CNI - Confederação Nacional da Indústria e que traz à luz algumas considerações e números bastante relevantes em relação ao tema atualmente no Brasil.

Infelizmente, os nossos indicadores de saneamento atuais demonstram que o déficit de abastecimento no país permanece quase que inalterado, com 83,3% da população sendo abastecida de água pela rede pública e metade dela tendo acesso à coleta de esgoto. Em relação ao tratamento desse mesmo esgoto, pouco mais de 42% dele é tratado. E, sobre as perdas de água, elas continuam literalmente "jorrando", estando na casa dos 37%, enquanto que as perdas de faturamento totais somaram 35% no ano de 2015.

Muito desse cenário se deve à falta de investimentos no setor e está longe da meta do Plano Nacional de Saneamento Básico, no qual todo o país seria abastecido por água potável até 2023 e quase a totalidade de nosso esgoto seria tratada até 2033.

Se tomarmos como base a experiência de alguns países vizinhos, como o Chile, e alguns não tão próximos, como o Japão, talvez tenhamos a resposta para algumas alternativas de solução para essas questões. Como ponto comum, esses países contam com a participação crescente da iniciativa privada no setor e um trabalho coordenado entre os vários órgãos governamentais.

Comparando o cenário, o desenvolvimento do nosso setor no país passará, obrigatoriamente, por um planejamento sistemático e consistente nos próximos vinte ou até trinta anos. Será preciso uma regulação séria, que traga justiça às tarifas aplicadas e incentive a participação da iniciativa privada, bem como uma gestão eficiente de recursos, sejam eles naturais ou financeiros, e que possibilitem equilíbrio na arrecadação/investimento/distribuição em todo o território nacional, sem esquecer de considerar aspectos socioeconômicos relevantes em um país de dimensões continentais e características regionais diversas como o Brasil.

(*) Antônio Carlos Caldas é gerente de conteúdo e capacitação na área de utilities da SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia.

Vilões do século 21
Em 14 de julho de 2007, o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo/SP, recebeu milhares de pessoas do Brasil e Exterior, que participaram do 32o Fórum Int...
Pagando por erros passados
Dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) mostram que as exportações de produtos manufaturados dos últimos três anos são menores do qu...
Pelo direito de saber
A informação adequada e clara sobre produtos é um pilar fundamental dos direitos do consumidor em qualquer parte do mundo. Do pioneiro discurso de Jo...
Alienação parental, o mal do século
Realidade presente em milhares de lares, a problemática da alienação parental, interpretada como a interferência na formação psicológica da criança o...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions