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10/01/2014 13:18

João do Coração

Por Ruben Figueiró (*)

Muitos o conheceram. Tive a honra e o privilégio de ser um deles. Há mais de trinta anos, precisamente em fevereiro de 1979, juntamente com outros trezentos brasileiros eleitos deputados federais tomamos posse na Câmara dos Deputados em Brasília e nossos destinos se encontraram. João Faustino Ferreira Neto, do Estado Potiguar do Rio Grande do Norte e eu do então novel Mato Grosso do Sul. Designados para locar nossas famílias na Super Quadra 302 Norte e no prédio conhecido como “Piauí”, porque era um forno (muito quente) éramos vizinhos no mesmo andar. Nossas esposas Cléa e Sonia, nossos filhos se entrelaçaram por uma amizade tão forte que o tempo fundiu nossas famílias em uma só. João e eu nos tornamos irmãos.

Esse o João do Coração, assim conhecido pelo povo de sua terra. Lá foi educador emérito, Secretário da Educação, missões que cumpriu com tal proeminência que lhe serviram de alavanca para sua projeção nacional. No Parlamento, foi Deputado Federal por vários mandatos e Senador da República.

Na esfera ainda federal foi membro do Conselho Federal de Educação, Secretário de Articulação com os Municípios, com status de Ministro de Estado da Presidência da República no Governo FHC. Nesse cargo deu especial atenção aos municípios de Mato Grosso do Sul e mesmo ao Governo Estadual, lembrando sempre da amizade que nos unia. Tal o prestígio que granjeou pela honorabilidade e eficiência de seus atos, que o Governador José Serra, de São Paulo, o levou para ser seu Secretário de Estado, justamente para a difícil missão de articulação com os mais de quinhentos municípios bandeirantes.

João Faustino tinha um atilado senso político, inteligente, culto, lhano no trato com quem o procurava, leal companheiro, era uma expressão dentre as lideranças do PSDB, sendo historicamente um dos seus fundadores em junho de 1988. Preparava-se agora para novas missões na arena político eleitoral. Delineou-me ainda em dezembro último seus sonhos e seu projeto para dar sustentação à luta em que nós nos empenharíamos em favor de nosso país, no rumo de mudanças acalentadas por uma multidão de bons brasileiros.

Eis que, hoje nove de janeiro, a fatalidade de uma enfermidade repentina e atroz o retirou de nosso convívio e de seus sonhos. Fica, porém, em nós a imagem querida e imortal do João do Coração!

(*) Ruben Figueiró, senador da República PSDB/MS.

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