A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 15 de Novembro de 2018

20/01/2018 08:38

Xadrez Político: A necessária troca do tabuleiro

Por Celso Tracco (*)

2018 promete ser um ano com fortes emoções para a sociedade brasileira, teremos Copa do Mundo de futebol e eleições presidenciais.

No futebol, devido aos conhecidos vexames e fruto da pressão popular e da imprensa, trocou-se o comando, e uma nova comissão técnica da seleção foi convocada. Com isso, o time passou a ganhar. Neste caso, a troca do "comandante" resolveu o problema. E os jogadores eram praticamente os mesmos. Com nova gestão, novas táticas, nova conversa, com trabalho eficaz e disciplina, passamos do inferno iminente da desclassificação para o paraíso da empolgação desenfreada, mas o objetivo foi atingido, estamos classificados.

Na política, o ano de 2014 também foi vexatório. A reeleição de Dilma Rousseff aconteceu graças a um verdadeiro estelionato eleitoral. Medidas populistas e sem respaldo orçamentário garantiram a reeleição. Em consequência dessas medidas a inflação subiu, o desemprego aumentou, veio a operação Lava-jato e a presidente caiu! Economia em frangalhos e popularidade em baixa, ninguém queria ficar ao lado do perdedor(a). Melhor trocar o "técnico". Mas aqui o jogo é outro. O novo presidente, vice do governo anterior, está tendo algum sucesso, embora superficial, na área econômica, mas não conseguiu implementar as necessárias reformas que o país precisa.

O que esperar do resultado das urnas? Diferentemente do futebol, nada! Não há esperança. Não importa quem tomará posse, nada mudará substancialmente. O Brasil precisa de um novo sistema político. O atual proporciona gastos impagáveis, o orçamento da União para 2018 é de R$ 3,5bi, apenas 5% deste volume é destinado para investimentos. A maior parte destina-se à Previdência, Pessoal, Refinanciamento de Dívidas. É necessário o devido enxugamento da máquina pública! Isto nos três poderes e em todas as esferas de governo.

Venha quem vier, seja eleito quem for, o discurso já está pronto: as prioridades serão a saúde, a educação, moradia popular, a diminuição da pobreza, o bem estar social, enfim, o mesmo de sempre. E depois terão que distribuir verbas e mais verbas para sua "base governamental", pois ficarão reféns dos parlamentares fisiológicos, corruptos, a elite política que assalta o Brasil há décadas e que está apenas interessada em se manter no poder, nunca no bem comum da população. Precisamos de um sistema político que dê um mínimo de governabilidade para o executivo, caso contrário viveremos em uma eterna crise.

O Brasil precisa se transformar, ter como visão o bem comum para toda sua população, e para isso precisa encarar seus problemas de frente, não bastam medidas paliativas. Não basta trocar as peças, precisamos trocar o tabuleiro! Já!

(*) Celso Luiz Tracco é economista e autor do livro Às Margens do Ipiranga - a esperança em sobreviver numa sociedade desigual.

Triste boa notícia
A leitura é um dos maiores prazeres da vida. Mergulhar fundo no mar de palavras de belezas naturais, que ficam maravilhosas quando juntadas com maest...
Fim do Ministério do Trabalho: avanço ou supressão de direitos?
Numa eleição marcada por antagonismos e forte polarização, todo ato do presidente eleito tem sido motivo de fortes críticas, com especial endosso e e...
Brasil — Vocação para o progresso
Nas comemorações dos 129 anos da Proclamação da República, reflitamos sobre o papel do Brasil no contexto mundial, que é também o de iluminar as cons...
Eu sou eu e...
A busca de orientação para nortear nossas vidas nos proporciona caminhos os mais variados. Na medida em que essa busca se realiza por meios que se ba...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions