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Cidades

Ação contra Comando Vermelho levou mulher à prisão na Capital

Durante cumprimento de dois dos três mandados de ação do RJ no Estado, foi flagrado furto de energia

Por Nyelder Rodrigues e Geisy Garnes | 17/09/2020 19:32
Em Campo Grande, equipes da Denar cumpriram os mandados de busca (Foto: Marcos Maluf)
Em Campo Grande, equipes da Denar cumpriram os mandados de busca (Foto: Marcos Maluf)

Equipes da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e da 1ª DP (Delegacia de Polícia Civil) de Ponta Porã cumpriram três mandados de busca e apreensão em Campo Grande e na fronteira em auxílio à Operação Overload 2, deflagrada pela Polícia Civil carioca em conjunto ao Gaeco do Rio de Janeiro.

Conforme o delegado Gustavo Ferraris, não houve materiais apreendidos, mas uma mulher de 33 anos, responsável por uma das casas alvo do cumprimento de mandado, no Jardim Leblon - região sudoeste de Campo Grande -, foi presa.

No local, os policiais flagraram o crime de furto de energia elétrica, o que também foi constatado por uma equipe da Energisa e pela perícia técnica. Assim, a mulher foi detida em flagrante pelos policiais da Denar.

Todos os mandados de busca e apreensão cumpridos em Mato Grosso do Sul foram expedidos pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro, onde o Comando Vermelho, alvo da ação, é a facção criminosa de maior atuação e domínio no crime organizado.

A Overload 2 levou policiais às ruas também de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina para cumprir 28 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a 12 denunciados por esquema da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Entre os principais alvos estão os líderes da organização conhecidos nacionalmente, Elias Pereira da Silva, o 'Elias Maluco', e Márcio Santos Nepomuceno, o 'Marcinho VP', ambos detidos no Presídio Federal de Catanduvas, interior do Paraná.

Esquema de R$ 200 milhões - A 1ª Vara Criminal Regional de Madureira (RJ) também determinou o bloqueio de contas bancárias. Além dos donos das contas emprestadas para 'legalizar' o dinheiro obtido com a venda de drogas, empresas estão na mira.

Conforme a polícia carioca divulgou em seu site, a força-tarefa, em pouco mais de um ano, identificou que dez pessoas físicas e 35 jurídicas movimentaram valor acima de R$ 200 milhões, com ordens que partiam de dentro de presídios.

Entre os denunciados, estão Gustavo Vieira de Oliveira e Danilo Flores da Silva, que receberam em suas contas bancárias depósitos de valores ligados ao Comando Vermelho. Liliane Laurinda Rocha e Liz Lelis Rocha, sócias das empresas Expoarte Fast Money e Liliz Brazilian Fast Money, também permitiam a utilização de contas pela facção.

Carolina Melissa Ribas da Costa e Maria Aparecida Campos de Oliveira, sócias da empresa Vest Tur Agência de Viagens, se enquadram na mesma situação, assim como Paulo Morinigo e Vitor Ivanovitch Costite, donos das empresas Paulo Morinigo ME e Vitor Ivanovitch ME.

A intenção da operação é desarticular financeiramente o Comando Vermelho, assim como foi realizado recentemente em Mato Grosso do Sul com o PCC (Primeiro Comando da Capital), maior facção criminosa do Brasil e com origem em São Paulo (SP).

Em uma semana, a facção foi alvo de três operações no Estado, sem contar outras ações pontuais realizadas para desarticular o crime organizado. As atividades compreendem tanto policiais sul-mato-grossenses como agentes de outros estados, assim como a central de comando. A PF (Polícia Federal) também realizou ações contra o PCC.

Durante cumprimento do mandado, os policiais descobriram o furto (Foto: Divulgação)
Durante cumprimento do mandado, os policiais descobriram o furto (Foto: Divulgação)


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