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Meio Ambiente

Plano diante do El Niño prevê base da Força Nacional do SUS em Campo Grande

Capital fará parte da estratégia federal de resposta rápida a emergências climáticas

Por Inara Silva | 28/08/2026 11:35
Plano diante do El Niño prevê base da Força Nacional do SUS em Campo Grande
Profissional da saúde exibe logomarca do SUS no uniforme (Foto: Prefeitura de Campo Grande)

Campo Grande foi escolhida para receber uma base regional da ForSUS (Força Nacional do SUS) e integrar a estrutura descentralizada de resposta a emergências em saúde no País. A previsão apresentada pelo Governo Federal é de que a unidade seja implantada em novembro de 2026. O anúncio foi feito durante a reunião virtual “Diálogos Federativos - Emergências Climáticas 2026/2027 - Região Centro-Oeste”, realizada nesta sexta-feira e que reuniu autoridades governamentais e jornalistas da região.

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Campo Grande foi escolhida para receber uma base regional da ForSUS, com implantação prevista para novembro de 2026. O anúncio foi feito durante reunião dos Diálogos Federativos sobre emergências climáticas. A cidade integra um plano nacional com nove bases regionais para resposta ao El Niño 2026/2027. O Governo Federal prevê R$ 1,335 bilhão em recursos, sendo R$ 850 milhões para estoques de alimentos e R$ 45 milhões para saúde.

A descentralização da ForSUS integra o conjunto de medidas federais de preparação e resposta aos possíveis impactos do El Niño em 2026 e 2027. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, a regionalização pretende aproximar a Força Nacional do SUS dos territórios, agilizar o atendimento a emergências e ampliar o apoio em situações de desastre. A estratégia inclui ainda educação permanente e fortalecimento da capacidade local de pronta resposta.

Durante a apresentação, a ministra mostrou também que Brasília permanece como sede nacional da ForSUS, enquanto Cuiabá (MT) está entre as cidades previstas para receber um CISC (Centro de Informação em Saúde e Clima).

Recentemente, o Ministério da Saúde informou, ao apresentar o plano de preparação do SUS para o El Niño 2026/2027, que as bases regionalizadas permitirão o deslocamento de equipes para áreas afetadas em até 48 horas. A estratégia busca fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde diante de eventos extremos.

Plano diante do El Niño prevê base da Força Nacional do SUS em Campo Grande
Informações exibidas durante a reunião virtual realizada nesta sexta-feira (Fonte: Reprodução)

Descentralização pelo País - A instalação em Campo Grande faz parte de um processo nacional do planejamento federal que prevê nove bases regionais da Força Nacional do SUS, dentro das ações de preparação e resposta aos eventos climáticos associados ao El Niño.

Parte dessa rede já está documentada pela AgSUS (Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS), com unidades registradas em Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Nas rodadas anteriores dos Diálogos Federativos, também foram anunciadas bases em Fortaleza (CE), Recife (PE), Belém (PA), Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Somadas a Campo Grande e às estruturas já documentadas pela AgSUS, as cidades correspondem às nove bases previstas no planejamento federal.

A estrutura de Campo Grande, no entanto, ainda carece de informações operacionais. Durante a reunião desta sexta-feira, não foram informados endereço, quantidade de profissionais, equipamentos disponíveis, área de abrangência da base ou valor destinado especificamente à implantação na Capital.

Plano diante do El Niño prevê base da Força Nacional do SUS em Campo Grande
Planilha apresenta recursos adicionais referentes às ações de enfrentamento ao El Niño (Foto: Reprodução)

Recursos para o El Niño - A descentralização da ForSUS é uma das medidas de um pacote mais amplo de preparação para o El Niño, que inclui ainda a ampliação dos estoques públicos de alimentos, a prevenção e o combate aos incêndios e o monitoramento dos rios. Conforme a Miriam Belchior, o Governo Federal prevê R$ 1,335 bilhão em recursos adicionais para ações de preparação e resposta aos possíveis impactos do fenômeno.

A maior parcela, R$ 850 milhões, será destinada à compra de alimentos para formação de estoques públicos. Estão previstas 310 mil toneladas de arroz, diante do risco de quebra de safra na Região Sul, e 180 mil toneladas de milho, com prioridade de atendimento ao semiárido nordestino diante do risco de perda da produção.

Outros R$ 337 milhões estão previstos para prevenção e combate a incêndios. O planejamento apresentado também reserva R$ 65 milhões para 350 mil cestas de alimentos, R$ 13 milhões para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) destinado a agricultores da Região Norte e R$ 25 milhões para monitoramento do nível dos rios. Para a área da saúde, são previstos R$ 45 milhões para os CISC e para a ForSUS.