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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

03/04/2019 19:02

Empresa fecha e aplicativo da SED sobre frequência de alunos deixa de funcionar

Alegando falta de recursos financeiros, Mira Educação suspendeu suporte ao sistema que alertava pais e responsáveis sobre faltas

Humberto Marques
Sistema começou a ser usado em parceria entre SED e empresa, que encerrou as atividades no fim de março. (Imagem: Divulgação)Sistema começou a ser usado em parceria entre SED e empresa, que encerrou as atividades no fim de março. (Imagem: Divulgação)

A Mira Educação, empresa responsável pelo aplicativo Mira Aula, usado por professores da SED (Secretaria de Estado de Educação) para gerenciamento de informações sobre frequência de alunos, anunciou o encerramento de suas atividades e suspensão do suporte ao sistema. A medida foi tomada em 31 de março e, já desde esta segunda-feira (1º), o grupo informava não oferecer mais prestar o serviço. Como resultado, o programa parou de funcionar.

Em um comunicado oficial em seu site, a Mira Educação informou que, “por falta de recursos financeiros”, encerrou as atividades em 31 de março. Contudo, dados coletados por suas tecnologia seriam enviados às Secretarias de Educação parceiras do projeto até o fim da semana –quando também seria dado andamento ao encerramento da parceria.

“Após esses procedimentos, todos os dados serão excluídos de modo permanente dos nossos repositórios, conforme os termos assinados com as redes de ensino”, frisou a empresa, que também antecipou parcerias e projetos implementados de forma gratuita estão encerrados e não terão nenhum tipo de suporte ou manutenção a partir de 1º de abril.

“Agradecemos a todos que tornaram essa iniciativa uma realidade, apesar do nosso curto tempo de atuação. Só pudemos ajudar tantos alunos de redes públicas graças a abertura das secretarias para inovar e tentar algo diferente”, anotou a empresa.

Via assessoria, a SED confirmou ter sido notificada sobre o fim das atividades da Mira Educação já no fim de março. Imediatamente, as escolas estaduais foram informadas para que providenciassem alternativas quanto ao registro de frequência. A pasta, agora, estuda alternativas para dar continuidade ao projeto, o qual avaliou ter sido bem sucedido no período de quase dois anos de operações.

Sistema – Pelo Mira Aula, professores da SED lançavam por meio de smartphones em um sistema online a frequência dos alunos como um “check-in”. Nos casos em que os estudantes faltavam, eram emitidos alertas via SMS para os pais ou responsáveis –ajudando, desta forma, a manter a frequência em sala de aula.

A intenção da secretaria era de ampliar as funcionalidades do sistema –que, em outros Estados, permitia o lançamento de notas, conteúdo e anotações sobre os estudantes. O termo de cooperação técnica estava em vigor desde 2016, no qual a Mira Educação realizou doações de equipamentos como tablets, conteúdos para os dispositivos, conectividade e infraestrutura.

Pela SED, o acordo previa apoio à execução via Coted (Coordenadoria de Tecnologia Educacional) e da SGI (Superintendência de Gestão de Informação) via parcerias para desenvolver ferramentas para facilitação de processos. Na primeira etapa, foram oferecidos 1.037 tablets a estudantes e professores de Língua Portuguesa e Matemática, para que acessassem um portal educacional durante as aulas. Na segunda fase, lançada em maio de 2018, e com a reestruturação do sistema, foi apresentado o app.

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