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Cidades

Estado detectou irregularidades em 2019, diz Geraldo sobre operação da PF

Organização Social, administratora de unidade à época, entrou na mira da polícia por desvio bilionário

Por Gabriel Neris e Paula Maciulevicius Brasil | 04/08/2021 10:08
Secretário de Saúde, Geraldo Resende, durante agenda nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)
Secretário de Saúde, Geraldo Resende, durante agenda nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, comentou na manhã desta quarta-feira (4), que ainda em 2019, o Estado detectou irregularidades na administração do Hospital Regional de Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande.

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã, a Operação SOS Saúde contra gestores do Instituto Gerir, Organização Social que administrava a unidade entre 2016 e 2019. Investigação aponta faturamento de quase R$ 1 bilhão.

“[A operação] mostra que o secretário é vigilante. Que detectou irregularidades na organização que administrava o hospital e que foi muito rápido. A gente precisa dizer mais uma vez que, ainda bem, que dentro desse campo das chamadas organizações sociais, aquelas que a gente precisa defenestrar a gente o fez”, disse Geraldo.

O secretário de Saúde disse ainda que o Estado precisou “arcar com processos de pagamentos de fornecedores. Com servidores, inclusive, do hospital, para que eles não fossem prejudicados”, completou.

Em nota, o governo do Estado informou que a Controladoria Geral acompanhará as ações e lembrou que “a Secretaria de Saúde rompeu o contrato bem antes do vencimento com empresa citada na operação, ainda em 2019, por não atender às exigências e normativas necessárias ao pleno atendimento da unidade hospitalar de Ponta Porã”.

A Polícia Federal cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em 25 endereços de São Paulo, Goiânia, Brasília e um em Campo Grande.

Foram vistoriados endereços luxuosos e apreendido dinheiro estrangeiro. A ação investiga crimes de falsificação de documentos, dispensa irregular de licitação, peculato e organização criminosa. O Campo Grande News procurou a OS nesta manhã, mas as ligações não foram atendidas.

O nome da operação, SOS Saúde, faz alusão ao principal investigado, que deveria fazer o correto emprego das verbas públicas destinadas à área da saúde.

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