Juiz mantém prisão do “núcleo duro” do Clã Razuk e de advogado
Grupo foi alvo de investigação do Gaeco na quarta fase da Operação Successione

O juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, José Henrique Kaster Franco, manteve as prisões de membros do clã Razuk e do advogado Rhiad Abdulahad. O grupo foi alvo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na quarta fase da Operação Successione, realizada em 25 de novembro.
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Juiz manteve as prisões de membros do clã Razuk e do advogado Rhiad Abdulahad, alvos da quarta fase da Operação Successione, realizada em 25 de novembro pelo Gaeco. Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, parentes do deputado Neno Razuk (PL), já condenado a 15 anos, formam o núcleo duro da organização investigada por crimes de roubo, corrupção, jogo do bicho e lavagem de capitais.
Conforme a decisão, Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk formam o “núcleo duro” da organização. Os três são parentes do deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno, já condenado a 15 anos pelos crimes de organização criminosa, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. O ex-deputado estadual Roberto Razuk, de 84 anos, é pai de Neno e está em domiciliar. Já Jorge e Rafael são irmãos do deputado.
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“Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk formam, segundo o Ministério Público, o núcleo duro da organização. Os dois primeiros registram vasto histórico criminal. Os três, segundo o Ministério Público, ostentam posição de liderança. A reiteração delituosa está suficientemente apontada por conta da posição proeminente em organização que há anos permanece ativa e com pretensões de expansão, mesmo depois de ações policiais e judiciais anteriores”, aponta o juiz.
Segundo o magistrado, a prisão dos líderes é necessária para estancar as condutas que perdurariam por anos, incluindo “crimes de roubo, corrupção, armas”
O advogado Rhiad Abdulahad surge no núcleo financeiro do grupo, como um dos responsáveis pela circulação dos ativos.
O juiz também manteve as prisões preventivas de Gerson Chauan Tobji, Flávio Henrique Espíndola Figueiredo, Jonathan Gimenez Grance, Marcelo Tadeu Cabral e Marco Aurélio Horta.
Já as prisões preventivas de Sérgio Donizete Balthazar, Samuel Ozorio Júnior, Odair da Silva Machado, Paulo Roberto Franco Ferreira, Anderson Alberto Gauna, Willian Ribeiro de Oliveira, Jean Cardoso Cavalini e Paulo do Carmo Sgrinholi foram substituídas por monitoramento eletrônico. O prazo inicial do uso da tornozeleira será de 90 dias.
Eles também devem seguir outras medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo e recolhimento noturno. No próximo dia 27, a partir das 13h30, serão ouvidas as testemunhas de acusação.
A quarta fase da Successione investiga organização criminosa armada, exploração ilegal do jogo do bicho, lavagem de capitais e corrupção ativa.
As defesas apontaram denúncias genéricas, doenças de familiares que exigem a presença dos denunciados, nulidade das provas digitais por suposta quebra da cadeia de custódia, ofensa ao contraditório (por suposta ausência de acesso à integralidade dos elementos de provas) e interpretações de diálogos de terceiros fora de contexto.
PCC e mandato – Rhiad ainda requereu o desentranhamento de um diálogo juntado aos autos sobre suposta facção no Paraguai, argumentando tratar-se de conversa em que atuou no estrito exercício da advocacia, sem qualquer nexo causal com a denúncia.
Conforme divulgado pelo Campo Grande News, Rhiad Abdulahad manteve diálogos diretos com integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) com o objetivo de buscar apoio para retomar o controle da banca do jogo do bicho conhecida como “Gato Preto”, que atua no Paraguai.
O deputado Neno Razuk aponta que tem mandato e que medidas contra ele deveriam ser autorizadas pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
“No contexto destes autos, é atribuído ao réu Roberto Razuk Filho o crime de lavagem de capitais, delito que não tem a mais remota ligação com o exercício das atribuições constitucionais esperadas de um deputado estadual. Não há nexo entre o exercício do cargo e o delito a ele atribuído”, afirma o juiz.
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