Paraguai proíbe venda de todos os produtos Ypê e alerta para contaminação
Medida da vigilância sanitária do país vizinho atinge detergentes, desinfetantes e sabões
A Dinavisa (Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria), do Paraguai, emitiu alerta e proibiu a comercialização, distribuição e uso de produtos das marcas Ypê e Tixan Ypê no país por suspeita de contaminação microbiológica. Diferente do que houve no o Brasil, onde a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertou para o risco de produtos dos lotes do final número 1 estarem contaminados, o órgão paraguaio aplicou a restrição para todos os itens da marca brasileira.
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O Paraguai proibiu a comercialização, distribuição e uso de todos os produtos das marcas Ypê e Tixan Ypê no país por suspeita de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. A medida da Dinavisa é mais ampla que a adotada pela Anvisa no Brasil, que restringiu apenas lotes terminados em 1. Distribuidores e consumidores foram orientados a colocar os produtos em quarentena imediatamente.
A medida envolve todas as variedades e apresentações dos lava-louças Ypê, desinfetante Ypê Bak, desinfetante Ypê, sabão líquido Tixan Ypê e sabão em pó Tixan Ypê, fabricados pela Química Amparo Ltda. e importados pela Trading Company S.A, conforme o documento divulgado nesta quarta-feira (13).
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De acordo com a Dinavisa, inspeção oficial conjunta identificou falhas graves nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. O relatório cita risco de contaminação com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, descrita como “microrganismo patogênico oportunista de relevância sanitária”.
O órgão sanitário do Paraguai informou ainda ter realizado rastreamento das importações declaradas para entrada dos produtos no país, identificando que diversos lotes abrangidos pela medida da Anvisa ingressaram em território paraguaio sob registros sanitários concedidos à Trading Company S.A.
Entre as orientações emitidas pela Dinavisa estão a colocação imediata dos produtos em quarentena por distribuidores, depósitos e pontos de venda, além da suspensão imediata do uso por consumidores.
A autoridade paraguaia também orienta a população a denunciar produtos falsificados ou introduzidos ilegalmente no país.
Mato Grosso do Sul faz fronteira seca com o Paraguai e a proximidade entre as cidades fronteiriças favorece o comércio e o trânsito frequente de produtos. A bactéria Pseudomonas aeruginosa já esteve relacionada a um surto registrado no Estado há 23 anos.
A superbactéria provocou um surto de infecções em pacientes do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) em 2003. Conforme divulgado à época, 61 pessoas teriam se contaminado e 31 morreram. Recentemente, o micro-organismo causou deformidades no rosto de pacientes que passaram por procedimentos em uma clínica de estética.


