Preso ligado a Vorcaro atenta contra a vida em cela da PF
Investigado na Compliance Zero, ele estava sob custódia em MG
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, preso na Operação Compliance Zero, atentou contra a própria vida nesta quarta-feira (4), enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF (Polícia Federal) em Minas Gerais. A corporação divulgou a informação em nota às 18h55. O caso ocorreu no mesmo dia em que a operação foi deflagrada.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, detido na Operação Compliance Zero, atentou contra a própria vida na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. O incidente ocorreu no mesmo dia de sua prisão, sendo prontamente socorrido por policiais e encaminhado à rede hospitalar pelo SAMU. Mourão, conhecido como "Sicário", é investigado por suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo investigações, ele executava ordens de monitoramento, coleta de dados sigilosos e intimidação de pessoas consideradas desafetas do banqueiro.
Policiais que estavam no prédio prestaram socorro imediato após perceberem a situação. Eles iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e encaminhou o custodiado à rede hospitalar para avaliação.
- Leia Também
- Vorcaro, do Master, volta a ser preso por ordem do STF
- Federação vai à justiça para suspender consignados de servidores no Master
A PF comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). A instituição informou que entregará os registros em vídeo que mostram a dinâmica do fato. Também anunciou a abertura de procedimento interno para esclarecer as circunstâncias.
Mourão foi preso na nova fase da Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Ele era conhecido como “Sicário” e, segundo a investigação, integrava grupo associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Reportagem da Folha de S.Paulo informou que Mourão tinha papel central na organização investigada. Mensagens analisadas pela PF apontam que ele executava ordens de monitoramento de alvos, coleta de dados sigilosos e intimidação de pessoas consideradas desafetas do banqueiro.
A decisão que autorizou as prisões cita diálogos em que Vorcaro e Mourão discutem ações contra uma empregada e contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Em uma das conversas, o banqueiro ordena que sejam levantados endereços e dados pessoais da funcionária. Em outra, há referência à agressão física contra o colunista.
A defesa de Mourão informou que esteve com ele até o início da tarde e que tomou conhecimento do caso após a divulgação da nota oficial. Até a última atualização divulgada por veículos nacionais, não havia confirmação pública sobre o estado de saúde.
Procure ajuda – Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelos telefones 141 e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.


