Sem asfalto, moradores de 3 bairros de Campo Grande encaram lama e buraqueira
Residentes relatam quedas, erosão e dificuldade para circular no Los Angeles, no Parque do Sol e no Alto
Confira a galeria de imagens:
Quando chove, Tereza Maria Souza, de 80 anos, tem dificuldade para passar a pé pela rua onde mora, no Campo Alto, em Campo Grande. Ela tem problemas nas pernas e conta que já caiu várias vezes ao caminhar pela região. Nos dias de lama e poças, diz, até motoristas de aplicativo evitam entrar na rua.
RESUMO
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Moradores dos bairros Campo Alto, Los Angeles e Parque do Sol, em Campo Grande, relatam dificuldades causadas pela falta de asfalto. Com a chuva, a enxurrada abre buracos, expõe pedras e deixa lama, o que atrapalha pedestres e veículos. A idosa Tereza Maria Souza, de 80 anos, afirma já ter caído na rua. O comerciante Lourival Alves cita pneus cortados e danos a carros. Moradores cobram pavimentação e drenagem. A Prefeitura foi procurada, mas não respondeu até a publicação.
Tereza vive há cerca de 20 anos no bairro, onde o asfalto se concentra nas vias por onde passam os ônibus e onde há comércio. Na rua dela, quando o tempo seca e venta, a poeira dificulta manter a casa e o carro limpos. A idosa também reclama do mato e do descarte de entulho nas imediações.
A dificuldade para circular se repete no Los Angeles e no Parque do Sol. Nesses bairros, os relatos mostram como a enxurrada muda as condições das ruas de terra. A água abre buracos, expõe pedras e deixa desníveis que atrapalham a passagem a pé, de carro ou de moto.

Enxurrada no Los Angeles - Na Rua Arthur Pires, o comerciante Lourival Alves aponta as pedras expostas no chão para mostrar por onde a água desce. “Vira um rio. Vira um rio”, diz. Morador do Los Angeles há 31 anos, ele conta que, em alguns trechos, quem dirige precisa escolher com cuidado por onde passar. Entre os prejuízos que cita estão pneus cortados e o caso de um carro que teve o radiador danificado.
No lava-jato que mantém no bairro, é comum receber carros cobertos de poeira. Após uma chuva, um veículo chegou com tanta água no interior que foi preciso retirar os tapetes e os bancos para secá-lo.
Lourival diz ouvir falar em pavimentação há três ou quatro anos. Segundo ele, começaram serviços em outra parte do bairro, mas ainda há dúvida sobre quando o trabalho chegará à Rua Arthur Pires. O comerciante também cobra drenagem para dar vazão à água da chuva.

Cascalho - No Parque do Sol, Milton Amaral, de 51 anos, afirma que a rua perto de casa recebeu cascalho, mas voltou a ceder. Ouvido na Rua Armando Franco, ele diz que a poeira faz parte da rotina e que o pior vem com a chuva. A água se espalha pela via, deixa lama e dificulta a passagem.
Milton acompanha a movimentação no Los Angeles e espera que os serviços cheguem ao Parque do Sol. Para ele, a pavimentação precisa avançar pelas ruas residenciais. “Tem que ficar bom para todo mundo”, afirma.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande para saber se há previsão de pavimentação ou cascalhamento nos trechos citados e aguarda retorno.
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