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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

02/03/2017 17:10

Antes de possível aproximação com o filho, ex-goleiro Bruno quer DNA

Defesa do ex-jogador, que foi solto na sexta-feira, diz que vai pedir exame e rever pensão alimentícia

Anahi Zurutuza
A avó e o menino moram em Campo Grande; foto foi feita no aniversário de 1 ano dele (Foto: Arquivo)A avó e o menino moram em Campo Grande; foto foi feita no aniversário de 1 ano dele (Foto: Arquivo)
Eliza em foto com o filho ainda bebê; ela foi sequestrada no Rio de Janeiro e morta em Minas Gerais, conforme acusação (Foto: Reprodução/Facebook)Eliza em foto com o filho ainda bebê; ela foi sequestrada no Rio de Janeiro e morta em Minas Gerais, conforme acusação (Foto: Reprodução/Facebook)

A defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes, que deixou a prisão na sexta-feira (24), vai pedir exame de DNA para ter certeza que o filho de Eliza Samudio é do ex-jogador. O menino, hoje com 7 anos, mora em Campo Grande com a avó materna, Sonia de Fátima Marcelo Silva Moura.

No domingo (27), em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, Bruno havia dito que queria se aproximar do filho, mas que este seria o maior desafio da vida dele. “Quero ficar próximo do que vale a pena”, afirmou ao ser perguntado sobre o menino.

“O maior desafio da minha vida está por vir, porque um dia o destino vai me colocar cara a cara [com o garoto] e eu vou ter de explicar para ele tudo o que aconteceu. No momento oportuno eu vou poder trazê-lo para perto de mim, eu pretendo fazer isso, brigar por ele. Quem sofreu mais com esta história toda foi ele”, completou o ex-goleiro.

Na tarde desta quinta-feira (2), entretanto, o advogado de Bruno Fernandes, Lúcio Adolfo, declarou que vai pedir o DNA ao chegar ao Fórum da cidade de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), junto com o cliente para que o ex-goleiro apresentasse o atual endereço após ganhar a liberdade, uma exigência da Justiça.

“Primeiro, vou tratar de algumas questões jurídicas. Tem que rever a questão da pensão alimentícia, tem que rever a questão do reconhecimento de paternidade. Na realidade, até hoje nunca foi feito um exame de DNA. Tem questões jurídicas que eu pretendo levar com mais seriedade e calma”, afirmou a reportagem do Uol.

A reportagem tentou contato com a advogada Maria Lúcia Borges Gomes, que representa Bruninho e avó na Justiça, mas ela não atendeu as ligações até o fechamento desta matéria.

Sonia de Fátima, avó do menino, esteve no julgamento de Bruno em 2013 (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia)Sonia de Fátima, avó do menino, esteve no julgamento de Bruno em 2013 (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia)

Pensão e indenização – Além da pensão alimentícia, em nome do neto, Sonia de Fátima pleiteia na Justiça de Mato Grosso do Sul que o ex-goleiro pague indenização de ao menos R$ 6,4 milhões por danos morais e materiais ao menino, filho dele com Eliza Samudio. O processo tramita desde setembro de 2014 na 6ª Vara Cível de Campo Grande.

Na ação, a defesa da família alega que Bruninho perdeu o bem mais precioso que poderia ter: a própria mãe. Um patrimônio “inestimável, irrecuperável, insubstituível”, classifica a defensora.

A criança tem de ser indenizada pelo ex-jogador, conforme as alegações da representante dele no pedido inicial, porque Bruno é responsável pelas violências que o garoto sofreu, quando ainda estava no ventre da mãe e depois, com 4 meses de idade, quando Eliza foi sequestrada junto com o filho e morta a mando do ex-jogador.

Bruno, quando foi julgado e condenado a 22 anos de prisão pelo homicídio (Foto: Divulgação)Bruno, quando foi julgado e condenado a 22 anos de prisão pelo homicídio (Foto: Divulgação)

Condenação – Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra a ex-amante, Eliza Samudio, além de sequestro e cárcere privado do filho que ele teve com ela.

Bruno foi solto às 19h35 desta sexta-feira (24) da Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) em Santa Luzia, após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Ele alega inocência.

 



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