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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

26/09/2009 20:37

Assentados de MS são acusados de crime ambiental

Redação

Em Nova Andradina, cidade distante 292 quilômetros de Campo Grande, assentados de algumas reservas tem transformado troncos e galhos derrubados em carvão. O produto é vendido para abastecer siderúrgicas e distribuidores em São Paulo (SP).

De acordo com reportagem do jornalista José Maria Tomazela, para o especial "Devastação avança sobre a savana brasileira", do jornal O Estadão, um exemplo é o do assentado Almerindo Ribeiro, 60 anos, que mora com a mulher e duas netas num lote que recebeu do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no assentamento Teijin, e que costuma vender cerca de 20 quilos de carvão a R$ 3.

Segundo Ribeiro, madeira para queimar não falta no local, que contabiliza uma área de 80 mil metros quadrados. As árvores que ele está queimando, conforme a matéria, fazem parte de uma das poucas áreas de Cerrado denso em uma região devastada pela pecuária extensiva e pelo avanço da cana de açúcar.

A reserva legal da fazenda Teijin, de 27,5 mil hectares, foi desapropriada em 2004 pelo Incra e invadida, depois, por integrantes da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e do movimento dos Sem-Terra. No início da década, era uma área preservada que serviu de abrigo para onças, bugios e outros animais.

O processo para elaboração do carvão consiste na derrubada, por moradores, de árvores. Depois disso eles ateiam fogo para eliminar a galhada e usam motosserras para dividir os troncos e abastecer os fornos. O produto também é vendido a R$ 30 o metro cúbico para atravessadores que abastecem siderúrgicas e distribuidores em São Paulo.

No assentamento vizinho Casa Verde, a assentada Otelina Leite Lobo, 80 anos, costuma não dar conta de toda a madeira cortada e enfileirada em uma área de 12 hectares. Ela é dona do lote, mas quem cuida de tudo é o filho, Deusdete Lobo, 59, assentado há quase 20 anos no local.

O trabalhador rural Osvaldo Alves de Oliveira, 53, recebe R$ 150 por mês para cuidar do lote da sobrinha Ana, que mora em Nova Andradina. Ele presta serviço na queima de carvão para outros assentados.

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