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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

29/07/2019 11:25

“Foi um acidente”, diz acusado de matar diarista ao chegar em delegacia

Fabio Braga do Amaral também negou estupro; ele disse que quer ficar preso no Instituto Penal e não na Máxima, por segurança

Anahi Zurutuza e Ronie Cruz
Fabio, conhecido como Biscoito, chegando a delegacia (Foto: Vídeo de Marina Pacheco/Reprodução)Fabio, conhecido como Biscoito, chegando a delegacia (Foto: Vídeo de Marina Pacheco/Reprodução)

Preso em Bodoquena depois de ser procurado por 47 dias, o pintor Fabio Braga do Amaral, 39 anos, acusado de matar asfixiada Érica Aguilar Pereira, 38 anos, e tentar estrangular a filha dela de 15 anos, chegou no fim da manhã desta segunda-feira (29) na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Fabio alega que a morte diarista foi um acidente e que fugiu por desespero.

“Foi um acidente, ela ia pular a janela, segurei ela e ela...”, afirmou ao ser questionado se confessava o crime. A imprensa continuou questionando e Fabio, que é conhecido no condomínio onde morava como Biscoito, se enrolou para explicar e negou que Érica era sua namorada. “Porque ela tem epilepsia. Ela queria falar com a minha mulher e eu sou casado e ela não é minha namorada, nem nada”.

Érica foi assassinada no apartamento onde morava com os filhos no Residencial Reinaldo Busaneli, na região do Ramez Tebet, próximo ao Jardim Campo Nobre, local onde Fabio também vivia com a família. A diarista foi encontrada morta na cama, com os braços amarrados para trás e com parte da roupa abaixada.

O pintor afirma que tapou a boca da vítima para evitar que ela gritasse e que não sabia que a mulher havia morrido, quando fugiu da casa dela. “Eu até chamei a filha dela pra me ajudar porque a mãe dela estava desmaiada, a filha dela me viu fazendo a respiração boca a boca”.

À polícia, a adolescente relata que viu Fabio tentando “reanimar” a mãe, mas depois de ser acordada com ele em cima dela, tentando sufocá-la também.

O acusado nega ainda que tenha cometido violência sexual e demonstrou que enquanto foragido, acompanhava detalhes que foram divulgados sobre a investigação. “Não abusei não, não abusei de ninguém, a perícia fez exame e tudo”.

Veja a entrevista no vídeo:

Prisão - Érica foi morta no dia 11 do mês passado e Fabio foi preso por policiais do GOI (Grupo de Operações e Investigações da Polícia Civil) em Bodoquena, distante 266 quilômetros de Campo Grande, ontem (28). Os policiais estavam trabalhando no Festival de Inverno de Bonito, quando foram informados sobre o paradeiro do pintor.

Durante a madrugada, os policias foram até o endereço, mas não encontraram o suspeito. Eles, então, fizeram campana em frente à residência. Fabio foi preso por volta das 8h30, quando chegava em casa. "Ele já tinha arrumado emprego e estava morando nesta casa", disse a Joilce Silveira Ramos, delegada titular da Deam.

Fábio já teve passagens por estupro e homicídio.

Defesa – O advogado Amilton Ferreira de Almeida, advogado contratado pela família do acusado, disse antes da chegada de Fabio, que orientaria o cliente a falar somente em juízo.

O defensor afirma ainda que precisa conversar com o pintor para saber detalhes do ocorrido, mas a princípio, a tese é de que Fabio tenha cometido homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

Pintor acusado de matar diarista em entrevista (Foto: Vídeo de Marina Pacheco/Reprodução)Pintor acusado de matar diarista em entrevista (Foto: Vídeo de Marina Pacheco/Reprodução)
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