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Capital

Acrissul vai à Justiça para realizar shows da Expogrande 2012 no Parque

Por Paula Vitorino | 06/02/2012 16:05

Entidade também anunciou que fará representação contra o promotor Alexandre Raslan, responsável pela ação que impede realização de shows no Parque de Exposições

Francisco Maia: pedido de liminar e representação contra promotor. (Foto: Arquivo)
Francisco Maia: pedido de liminar e representação contra promotor. (Foto: Arquivo)

A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) informou e nesta segunda-feira (6) que irá entrar na Justiça para poder realizar a Expogrande 2012 no Parque de Exposições Laucídio Coelho.

A entidade quer derrubar o que chama de “interdição” feita aos trabalhos do Parque Laucídio Coelho, referindo-se ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado no ano passado, que proíbe a realização de eventos como a feira agropecuária no local a partir de 2012.

Junto com a ação judicial, que deve ser movida até quarta-feira (8), a Acrissul entrará com representação no MPE (Ministério Público Estadual) contra o promotor

Alexandre Raslan, da 34ª Promotoria de Justiça. A Associação irá questionar o porquê de outros locais da Capital que não tem licença ambiental terem autorização para realizar shows.

“Quer dizer que as raves pode fazer, agora o show aqui, que o povão pode paga R$ 15 não pode? Queremos direitos iguais para todo mundo”, enfatiza.

O presidente da Associação, Chico Maia, ainda afirmou que por enquanto a feira está suspensa, mas que a Acrissul irá brigar pelo direito de manter a Expogrande no Parque Laucídio Coelho.

Apelo à história-“É uma tradição de 80 anos, fora a oportunidade de avanços na agropecuária, o potencial turístico e a movimentação econômica. São pelo menos R$ 120 milhões que giram, fora a movimentação em torno, com transporte e comércio”, frisa.

Como parte dos esforços para manter a Feira, a Acrissul tem reunião marcada para amanhã (7) na governadoria, com o governador André Puccinelli (PMDB), informou o presidente da entidade. Devem participar, também, o deputado estadual Zé Teixeira, o deputado federal Edson Giroto e a secretária de Produção (Seprotur) de MS, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias.

“Ainda tenho esperança de que isso seja revertido, basta a boa vontade dos representantes da sociedade. A população quer, as pesquisas mostram isso, e com a estrutura da empresa de eventos que fizemos contato isso é possível ainda para esse ano. Os 48 leilões já tinham sido reservados”, frisa.

Segundo o presidente, o TAC firmado no passado impossibilita até a realização dos leilões e de feiras agropecuárias no local. Ele frisa que uma das principais exigências ambientais do Termo é a rede de esgoto no Parque.

No entanto, Chico garante que a rede de esgoto na área precisaria de investimentos de R$ 1 milhão e que a Acrissul não tem recursos para a obra.

“Já falamos com a Águas Guariroba e eles disseram que não tem como fazer esse investimento aqui. A Acrissul também não tem esse capital, até porque nossa verba principal vem da Expogrande”, diz.

“Nós mostramos, comprovamos, que são utilizados banheiros químicos durante o evento e todos os outros dejetos são recolhidos logo em seguida por caminhões. Gastamos mais de R$ 50 mil o ano passado com isso. Será mesmo que é viável fazer a rede de esgoto para o Parque, sendo que o local recebe a população uma vez só no ano?”, questiona.

“Ao longo dos anos sabemos que será impossível fazer shows aqui por conta dos empreendimentos ao redor, mas nosso objetivo não é fazer festa, os shows acontecem por conta de uma atração e do turismo, mas o nosso foco é a feira agropecuária”.

Em nota divulgada na semana passada, o promotor Alexandre Raslan afirmou que o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) homologado em 2011 continua valendo e que não existe possibilidade de apresentações musicais no local.

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