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Capital

Agentes visitarão 375 casas por dia em mutirão contra Aedes aegypti

Bairro tem o maior índice de infestação conforme o LIRAa

Por Yarima Mecchi e Marcus Moura | 18/01/2017 11:07
Agentes de saúde estão percorrendo ruas do bairro. (Foto: Alcides Neto)
Agentes de saúde estão percorrendo ruas do bairro. (Foto: Alcides Neto)

O mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue, zika e chikungunya - deve visitar 375 imóveis no Jardim Noroeste por dia. A ação que começou nesta quarta-feira (18) será realizada durante 15 dias e cada um dos 15 agentes, que compõem a equipe, tem a missão de visitar pelo menos 25 casas por dia, segundo o supervisor dos agendes de endemias Edson Ito.

De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, o LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), realizado pelo CCEV (Centro de Controle de Endemias e Vetores), no período de 9 a 13 de janeiro, os bairros com índice mais alto são Jardim Noroeste e Chácara dos Poderes com infestação de 6,7, considerado muito alto, e os bairros Moreninhas e Cidade Morena, o índice é de 4,4, também considerado alto.

Segundo Ito, os locais onde são encontrados focos do mosquito o proprietário é notificado e orientado. "Depois os dados vão para o levantamento que vai para o LIRAa". Ele informou que são feitos três tipos de classificações, sendo o Focado - onde são encontrado focos do Aedes,
Fechados - onde não conseguem fazer e Inspecionados - onde não tem foco do mosquito.


As equipes são compostas por 20 pessoas do Proinc (Programa de Inclusão Profissional), ligado a Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande), que fazem o serviço manual de recolher o lixo e eliminar focos do Aedes, além de 15 agentes de endemias que fazem inspeção e orientação.


A dona de casa Edis Lemes, de 59 anos, disse que ela e as filha já tiveram dengue e o maior problema do bairro é o lixo jogado na rua. Ela cuida de um neto com necessidades especiais e evita ter plantas em vasos.


"Eu prefiro plantão no chão, para não ter o potinho acumulando água. Tem muito lixo na rua, algumas pessoas pagam o preço pela irresponsabilidade de outras", declarou.


A comerciantes Adriana Nunes, de 30 anos, tem mercado no bairro há 8 anos e ressaltou que toma cuidado para não deixar água acumulada. "Tenho medo de ficar doente e por isso o mercado é todo coberto. Inclusive o estoque, para evitar acumular água".

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