Alvos da Operação Buraco Sem Fim passam por custódia e seguem presos
Defesa de 2 dos 7 investigados pediu soltura dos presos, mas decisão ficará com juiz que autorizou a operação

Os presos da Operação “Buraco Sem Fim” passaram esta manhã por audiência de custódia, no Fórum de Campo Grande. Os mandados de prisão preventiva, sem tempo para expirar, foram cumpridos ontem (13), na investigação que apura esquema milionário de desvio de verba no serviço de tapa-buracos da Capital.
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Sete presos na Operação Buraco Sem Fim passaram por audiência de custódia no Fórum de Campo Grande nesta quinta-feira. O juiz Francisco Soliman homologou as prisões, que investigam desvio de verbas no serviço de tapa-buracos da capital. Entre os detidos estão o ex-secretário Rudi Fiorese e empresários. Contratos investigados somam R$ 113,7 milhões entre 2018 e 2025. A prefeitura já exonerou dois servidores envolvidos.
Os sete presos chegaram cedo ao Fórum, pouco antes das 7h. Na entrada, os advogados não quiseram se manifestar.
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Ontem, foram presos o ex-secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, que exerceu a função de 2016 a 2023; o engenheiro Mehdi Talayeh, que exercia a função de superintendente de Serviços Públicos da Sisep; Edivaldo Aquino Pereira, responsável pela Gerência de Manutenção de Vias, setor que comanda as operações de tapa-buracos; os servidores Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira; e os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial Ltda., e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o pai do empreiteiro.
Os advogados William Maksoud Machado e Ricardo Machado, que representam Antônio Bittencourt e Antônio Roberto, pai e filho, entraram com pedido de relaxamento de prisão. Alegaram que não tiveram acesso aos autos e, no caso do pai do empresário, ressaltaram a idade avançada, 70 anos, e estado de saúde.
O juiz de custódia Francisco Soliman homologou a prisão dos sete presos e não analisou o pedido de relaxamento, encaminhando para o juiz da Vara de Garantias, que determinou a prisão na Operação “Buraco Sem Fim”.
O advogado Fábio Ferraz, que representa Fernando e Erik Antônio, diz que, com a prisão homologada, vai entrar com pedido de revogação da prisão preventiva ou de habeas corpus, avaliação que ainda será feita.
Hoje, a defesa de Rudi Fiorese encaminhou nota, alegando que a prisão é "desarrazoada e não se coaduna com a história construída" pelo cliente. O advogado Werther Sibut de Araújo diz qu ainda não teve acesso aos autos, o que o impede do "exercício da ampla defesa, gera risco de manutenção de prisões injustas e castra qualquer possibilidade de questionamento judicial da decisão que decretou a prisão". Para ele, a situação "já imporia a imediata liberdade dos investigados".
A investigação – Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a investigação aponta existência de organização criminosa voltada à fraude sistemática na execução dos serviços de manutenção de vias públicas. O esquema envolveria manipulação de medições, pagamentos por serviços não executados e desvio de dinheiro público.
O levantamento mostra que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões com o poder público.
Em nota, a prefeitura de Campo Grande informou que os servidores serão exonerados, o que já foi feito em relação a dois deles: Mehdi Talayeh e Edivaldo Aquino Pereira.
Hoje, o governo do Estado publicou a exoneração de Rudi Fiorese, que era diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), cargo que ocupava desde fevereiro deste ano.
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