ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
ABRIL, SEXTA  19    CAMPO GRANDE 19º

Capital

Após acidente, posto só abastece se piloto descer da moto na Capital

Aliny Mary Dias | 04/11/2013 10:48
Motociclistas devem descer das motos no momento do abastecimento, afirma norma (Foto: Marcos Ermínio)
Motociclistas devem descer das motos no momento do abastecimento, afirma norma (Foto: Marcos Ermínio)

Iniciada há dois meses por iniciativa de uma rede de postos de combustíveis de Campo Grande, a exigência para que motociclistas desçam das motos no momento do abastecimento começa a ganhar força nos postos da cidade. Apesar do movimento recente, a saída dos motociclistas de cima dos veículos durante o abastecimento do tanque é norma da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

A situação que motivou a iniciativa ocorreu há cerca de dois meses em um posto da Rede Bonatto quando o celular de um motociclista tocou no momento do abastecimento e causou um princípio de incêndio.

Diante do incidente, o posto resolveu estabelecer como norma interna a saída dos motociclistas dos veículos. A exigência se espalhou pela cidade e não é difícil encontrar postos que pedem a descida dos pilotos.

No posto da rede Kátia Locatelli localizado na Avenida Costa Silva, todo motociclista precisa descer do veículo para que o tanque seja abastecido. “Nós pedimos com educação e a maioria colabora, mas já houve casos que alguns disseram que não iriam voltar porque em outros postos não exigem, mas a maioria desce para a gente abastecer”, explica Suelen Marcon, 27 anos, chefe de pista.

Para o moto entregador Edilson Francisco, 44, a exigência é positiva e protege aqueles que trabalham diariamente em cima das motocicletas. “Eu acho muito mais seguro assim, é a maneira correta e poderia virar lei”, afirma o profissional.

Moto entregador é a favor de norma por considerar mais segura (Foto: Marcos Ermínio)
Moto entregador é a favor de norma por considerar mais segura (Foto: Marcos Ermínio)

Outro que aprovou o pedido é o vendedor Ramão Balbuena, 45, ele foi orientado pelo frentista a descer da moto e se disse surpreso. “Foi a primeira vez, mas acho muito importante porque é bastante seguro. É uma coisa muito boa que todos os postos poderiam copiar”, completa.

Apesar de tratada como novidade por alguns frentistas e gerentes, a exigência é normatizada pela agência reguladora do setor, garante o assessor técnico do Sinpetro-MS, Edson Lazaroto. No posto localizado no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 13 de Maio, por exemplo, o gerente garante que nenhuma ordem foi repassada para os funcionários.

“Nunca ouvi falar nisso, ninguém repassou nenhuma orientação para a gente. Qualquer motociclista que chegar aqui vai ter a moto abastecida sem descer mesmo”, conta o Militão Renovato, gerente do estabelecimento.

Até o gerente de outro posto da rede Kátia Locatelli foi surpreendido pela exigência. “Não recebemos nenhum comunicado, inclusive eu abasteci em outro posto da mesma rede esses dias e pediram para eu descer”, conta o gerente Moacir Ferreira responsável pelo posto localizado na Avenida Afonso Pena com a Rua Terenos.

Mesmo com a norma, muitos não descem de motos ao abastecer (Foto: Marcos Ermínio)
Mesmo com a norma, muitos não descem de motos ao abastecer (Foto: Marcos Ermínio)

Regra – Lazaroto explica que além da descida dos pilotos, a normatização obriga que os motociclistas e motoristas não atendam celular durante o abastecimento. “É uma norma que pela comodidade não é cumprida, mas está nas exigências da ANP e todos postos devem cumprir”, explica o assessor técnico do Sinpetro-MS.

Outro ponto da norma desconhecido por muitos motoristas e até funcionários de postos é o abastecimento com GNV (Gás Natural Veicular). A regra exige que não haja ninguém no veículo no momento do abastecimento, mas poucos são aqueles que saem do carro, afirma Lazaroto.

Em Mato Grosso do Sul, 320 postos de combustíveis são filiados ao sindicato dos postos e por conta da “novidade” em alguns estabelecimentos, o Sinpetro-MS não descarta reforçar a orientação por meio de comunicados.

Nos siga no Google Notícias