Após anos de abandono, prédio na Guaicurus começa a dar lugar a policlínica
Área que já acumulou lixo, depredação e reclamações de moradores passa por obras para receber unidade de saúde

Depois de anos marcados por abandono, mato alto, lixo, depredação e presença de moradores em situação de rua, o antigo prédio da Fundação Olívia Pereira de Souza, na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, começou a mudar de aparência. As obras para a construção de uma policlínica regional já começaram nesta segunda-feira (24).
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O antigo prédio da Fundação Olívia Pereira de Souza, na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, que permaneceu abandonado por anos, começou a ser transformado em uma policlínica regional. A obra, orçada em R$ 26 milhões, será executada pela Agesul com recursos do Novo PAC. O projeto prevê 3,2 mil metros quadrados com consultórios, cirurgias ambulatoriais e exames. Comerciantes da região celebram a mudança.
Árvores já foram cortadas, a área foi limpa e trabalhadores atuam no terreno onde funcionou durante 36 anos uma escola com atendimento da pré-escola ao Ensino Médio. O imóvel permaneceu abandonado por anos depois do encerramento das atividades da fundação.
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Em 2024, moradores e comerciantes da região relataram ao Campo Grande News problemas provocados pelo abandono. Além da deterioração da estrutura, havia reclamações sobre furtos de fios, uso do imóvel por pessoas em situação de rua e insegurança nos arredores.
Agora, o local começa a ser preparado para receber a policlínica regional de Campo Grande, projeto estimado em R$ 26 milhões. A empresa vencedora da licitação foi a Construtora Maksoud Rahe Ltda., com proposta de R$ 26.085.335,56. A obra será executada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) com recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O projeto prevê cerca de 3,2 mil metros quadrados de área construída e concentração de diferentes serviços especializados do SUS (Sistema Único de Saúde) no mesmo endereço. Estão previstos consultórios, pequenas cirurgias ambulatoriais, reabilitação, atendimento à saúde da mulher, da criança e do homem, além de exames laboratoriais e de imagem.
Quem trabalha na região já percebe a transformação, embora parte dos comerciantes ainda não saiba exatamente o que será construído. A lojista Renata Silva Nogueira, de 38 anos, avalia que a chegada de uma unidade de saúde pode beneficiar tanto os moradores quanto a própria região.
“Eu não sei o que vai ser, mas acho que seria muito bacana para a população se realmente fosse uma policlínica, porque aqui temos as UBS e os hospitais. Seria um atendimento importante para a região”, disse.
Ela também relaciona a mudança ao problema de segurança enfrentado nos últimos anos. Segundo Renata, o imóvel abandonado acabou se tornando ponto frequentado por usuários de drogas e a região registra furtos frequentes.
“Se a nova unidade trouxer mais atendimento e movimentação para a região, pode contribuir para melhorar a situação. Eles vivem furtando fio na região, a gente já ficou sem luz por causa disso”, afirmou.
Para o mecânico Evandro Rezende, de 55 anos, a expectativa é de que o investimento provoque reflexos além da saúde. “Acredito que esse investimento vai valorizar muito a região. Além de melhorar o atendimento para a população, pode trazer mais movimento e beneficiar os comércios aqui da região da Guaicurus”, disse.
Evandro também vê a unidade como possibilidade de ampliar o atendimento fora dos hospitais. “Se realmente for uma policlínica para realizar pequenos procedimentos e ajudar a desafogar os hospitais, acho que será muito bom para a população. O local estava abandonado e a nova unidade pode trazer melhorias para toda a região.”
O comerciante Rodrigo Alves, de 34 anos, também acompanhou durante anos o abandono do imóvel. Ele disse não ter recebido informações oficiais sobre a obra, mas comemorou a destinação da área. “Não ouvi nada sobre o que vai ser, mas ficou muito tempo abandonado, mais de 10 anos. Se for uma clínica mesmo, vai ajudar todo mundo”, afirmou.
Já o mestre de obras Osvaldo Antônio dos Santos, de 70 anos, confirmou que os trabalhos começaram na semana passada. “A obra começou na semana passada e o local vai receber uma policlínica. Ainda não recebi os projetos para informar detalhes sobre a unidade, como o nome oficial. A gente só sabe isso até agora e o engenheiro não me mandou o projeto”, termina.
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