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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/08/2013 09:25

Após morte "sem explicação", viúva acusa médico de negligência em posto

Helton Verão
Viúva de Hector reclama do descaso com que seu marido foi tratado na UPA
Universitário (Foto: Simão Nogueira)Viúva de Hector reclama do descaso com que seu marido foi tratado na UPA Universitário (Foto: Simão Nogueira)

A morte de Hector Sandro Siguiura, 40 anos, há dez dias no Hospital Universitário ainda não foi esclarecida pela família que, indignada, denuncia descaso e negligência no atendimento oferecido por médicos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e também nas primeiras horas de entrada do paciente no HU.

A viúva, Joice Aparecida Anselmo, de 42 anos, conta que o marido passou mal por volta das 18 horas do último dia 26 de julho (sexta-feira) e foi levado as pressas à UPA. Com fortes dores na barriga e falta de ar, teve prioridade no atendimento. "Por várias vezes, entrei na sala onde Hector era examinado e o doutor pedia para aguardar", conta.

“Por volta da meia noite ele me chamou e falou com todas as letras que meu marido não tinha nada e estava querendo chamar a atenção. Pensei que ele deveria melhorar nas próximas horas e fui pra casa. Quando voltei logo cedo ao posto de saúde ninguém sabia dizer para onde ele tinha ido, só fui descobrir depois que liguei no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)”, conta a empregada doméstica.

Joice foi até o Hospital Universitário, onde descobriu que o esposo havia sido transferido às 4 da manhã. “Somente ás 7 horas uma doutora atendeu ele, ela me disse que ele estava sem pulsação naquela hora, com hemorragia e foi levado as pressas para uma cirurgia no abdômen”, relembra a viúva.

De acordo com Joice, às 16h30 a assistente social revelou que o estado dele era gravíssimo e que havia perdido muito sangue porque teria rompido o baço. “Me explicaram que ele poderia ter rompido o baço com um possível tombo ou por ter carregado algum peso em excesso, mas não me recordo de nenhuma situação desta”, ressalta a senhora.

Apesar de Hector ser servente de pedreiro, Joice diz que ele não havia trabalhado naquele dia e o próprio foi pilotando a moto até a UPA Universitário. Mesmo que ele tivesse o rompimento, nada foi diagnosticado na unidade de saúde, o que poderia ter antecipado o atendimento, avalia a mulher.

Às 19 horas do sábado (27 de julho), a assistente social do HU entrou em contato com a esposa de Hector para comunicar que ele havia falecido.

“A minha indignação foi a forma que o médico o tratou na UPA e somente 12 horas depois praticamente alguém se preocupou com ele. No HU ele teria chegado às 4 horas da manhã, só foram ver o caso dele às 7 horas?”, questiona a empregada doméstica.

Após a notícia da morte do marido, Joice foi até à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro Piratininga e registrou um boletim de ocorrência para investigação da morte, no registro da Polícia consta “morte a esclarecer”.

Segundo a viúva, ela não tinha anotado o nome do médico que atendeu o marido no UPA Universitário, diz que foi até o local novamente para tentar descobrir quem era o profissional, mas o procedimento só é feito no setor administrativo em horário comercial. “Acho que agora meu marido conseguiu chamar a atenção daquele médico”, ironiza Joice.

O Campo Grande News entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Universitário para saber o motivo da morte do servente de pedreiro, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta da causa.



foi uma baita de uma negligencia medica,ate agora nenhuma resposta da morte do meu tio Hector Sandro,e agora estamos sem ele,e so nos estamos sentindo a dor ate hoje,e reclamar com quem somos pobre,ficamos sem resposta preciso de uma resposta urgente,do amado Hector Sandro Siguiura. Muitas saudades de HECTOR SANDRO SIGUIURA.



 
JOYCE SIGUIURA LUCAS em 31/08/2013 20:38:03
quebraram uma costela na UPA de Marechal Hermes, voltei lá pra reclamar, não tive a devida ajuda. A Assistente Social disse q nem poderia colocar a mão em mim, quando pedi pra ela por a mão onde estava supostamente quebrado e me mandou procurar outro Hospital que tivesse ortopedista, sendo que o erro foi por conta deles. Estou ha mais de 1 mês tentando resolver isso e não consigo e a cada dia a dor no peito aumenta. Preciso de urgência de um médico e de assistência jurídica pra responsabilizar os responsáveis. Muito grato a quem possa me ajudar.
 
Elizeu Soares em 18/08/2013 08:30:18
O serviço de saúde no Brasil e a grande maioria dos médicos se merecem, ambos não valem nada.
 
Lucas Sarcozi em 13/08/2013 14:02:15
Todos os serviços públicos são péssimos. Todos !! Não se salva nenhum. Principalmente serviços médicos e segurança pública. Mas isso tudo é ruim porque nossa "justiça" consegue a façanha de ser a pior de todas. Abra um processo contra um médico e espere , de preferencia sentado , o resultado.
 
Gildo Cordeiro em 12/08/2013 09:54:07
Infelizmente, também passei por uma situação semelhante ao de algumas pessoas. Minha mãe foi levada ao UPA em 16 de março onde estava com uma crise epilética. Ficou em observação por algumas horas e saiu de lá com uma costela trincada e pulso luxado. Resultado, durante a crise, ela caiu da maca e ninguém fez nada. Eu sei que há médicos bons, porém esses são raros de se encontrar.
 
Edina Costa em 12/08/2013 08:18:39
meu filho foi três vezes no upa do coronel antonino com dores na barriga me disseram que era virose levei no particular era infecção intestinal não tenho estudo para ser doutor mas dipirona paracetamol não preciso de medico para recitar ,se acha que ta difícil atender no posto monta uma clinica depois quando querem trazer medico de fora do brasil e pq gente incompetente não quer trabalhar e não saio de casa para ir no posto pq e gostoso as pessoas vai la pq sente alguma coisa querem proibir de se auto medicar e colocam uns que fala que é medico, queria que fosse filho deles e desse só dipirona para eles......
 
lauro marcio pereira de lima em 12/08/2013 00:33:35
o fator decisivo entre a vida e a morte do paciente é o primeiro atendimento, se este é realizado de forma certa a sua chance de sobreviver aumenta muito, agora parabéns a esposa da vítima que está buscando esclarecimento, e serviço público é isso mesmo sem maquiagem,nossa realidade é essa!!!
 
givaldo valerio em 11/08/2013 23:24:42
Boa tarde... Vamos colocar uma pagina no facebook e começar reclamar médicos colocando o nome do mesmo assim que sabe podemos fazer algo para ajudar que precisam de bom atendimento. e outra por que governo de vez pegar médico do exterior pega estudante que não tem mesmo condição e banca a faculdade de medicina quando ele terminar ele pagar esse estudo no hospital publico por que hoje que faz medicina e quem tem condição.
 
Junior em 11/08/2013 15:01:08
Meu cunhado caiu do telhado e foi ao UPA do Universitário, o médico atendeu e encaminhou para fazer um raio x. Após longa espera, o raio x, ficou pronto lá pelas 15hs da tarde, isso pq somente ele iria fazer esse procedimento. O médico disse que era uma luxação passou um medicamento e o liberou. A noite as dores aumentaram e no outro dia ele foi procurar atendimento particular, fez outro raio x que comprovou que a mão estava quebrada e precisava colocar pinos. Resultado meu cunhado foi fazer a cirurgia e advinha quem ele encontrou na Santa Casa? O médico do UPA, meu cunhado falou pra ele, lembra de mim? Ele disse que não, e após meu cunhado se identificar e contar o ocorrido, o médico disse que se meu cunhado se sentisse lesado que procurasse seus direitos. Foi o que ele fez. Descaso total
 
Solange Mori em 11/08/2013 11:22:28
Nossa UPAsssssssss pra que serve
vc chega la com dor a unica coisa que sabem fazer e passar paracetamol e amoxicilina brincadeira... fazem um posto de saúde pra ISSO.
passei mal fui a o UPA do universitário tomei SORO a MEDICA não passou exame algum não fez exame algum e continuo com dor e pedir a DEUS que não seja nada de grave msm por que o saúde no estado é CRITICA ;
OBS: não só a saúde a segurança,educação,transporte,MORADIA....
 
joao brites em 11/08/2013 10:57:21
Entendo que, diante da morte, somos impotentes e, sempre queremos encontrar um motivo p/ não aceitá-la. Este rapaz foi atendido às 4 horas na emergência do HU, com todos os recursos disponíveis, inclusive tomou sangue. Ela tem direito de pedir cópias dos documentos médicos.
 
Gláucia Chaves Brito em 11/08/2013 09:44:22
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