Laçada em jacaré após “roubo” de peixe viraliza nas redes sociais
Vídeo gravado no Rio Taquari, no Pantanal de MS, já soma mais de 158 mil visualizações
Uma pescaria no Pantanal de Mato Grosso do Sul terminou em uma cena inusitada e polêmica que viralizou nas redes sociais. Após perder um peixe para um jacaré às margens do Rio Taquari, um pescador decidiu laçar o animal. O vídeo já ultrapassa 158 mil visualizações e tem provocado reações divididas entre internautas.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O personagem da gravação é Jorge Paludetti Junior, engenheiro agrônomo que atualmente mora em São Félix do Xingu (PA). Segundo ele, a pescaria aconteceu após uma longa viagem de 40 quilômetros de estrada de chão, saindo de Coxim. Depois, ele e seus amigos pegaram um barco, que navegou pelo Rio Taquari durante cinco horas até a região do Caronal.
De acordo com Jorge, a pescaria estava fraca e havia muitos jacarés próximos à margem do rio. O episódio aconteceu justamente quando o grupo conseguiu fisgar um peixe.
“Não estava pegando muita coisa. Tinha jacaré demais na beira do rio. O peixe que conseguimos pegar, o jacaré roubou. Ele veio na beiradinha, rasgou o peixe no meio e levou os anzóis para o meio do mato”, relatou.
Irritado com a situação, ele decidiu tentar capturar o animal usando uma corda emprestada pelo piloteiro da embarcação. A decisão, segundo ele, também foi incentivada por uma provocação feita por um dos colegas.
Nas imagens, o pescador aparece arremessando a corda no animal, que se debate por alguns instantes antes de escapar. Jorge afirma que toda a ação durou menos de dois minutos e garante que o jacaré não ficou ferido.
Acostumado à vida no campo, Jorge diz que aprendeu a laçar ainda na infância, com o pai, o avô e os tios. Nascido no Paraná, ele afirma que hoje vive uma rotina cercada por animais silvestres e que, por isso, não sentiu medo durante a situação.
Críticas - A repercussão do vídeo, porém, trouxe críticas de pessoas que consideraram a atitude inadequada e questionaram possíveis maus-tratos ao animal. Jorge rebate as acusações e argumenta que o jacaré não sofreu ferimentos.
“O couro do jacaré é muito espesso. Aquela cordinha não fez nada nele. O animal saiu bem. Quem ficou assustado foi o piloteiro”, afirmou.
Para ele, as reações negativas refletem diferenças de vivência entre quem mora no campo e quem vive distante da realidade rural. “Quem vive no meio acha isso normal. Quem não tem contato acha estranho, fica com dó do jacaré. É questão de ponto de vista”, declarou.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

