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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

13/09/2013 10:27

Assaltos e mortes marcam dia-a-dia e exigem investimentos na Divisão

Aliny Mary Dias
Comerciantes reclamam de falta de segurança (Foto: Cleber Gellio)Comerciantes reclamam de falta de segurança (Foto: Cleber Gellio)

Com mais de 2,2 mil novas casas construídas no condomínio Village Parati, na Rua da Divisão, região sul de Campo Grande, a rua que já era movimentada ganhou novos comércios e até uma galeria de lojas. Com o aumento do movimento e em consequência mais dinheiro em caixa, os assaltos também cresceram e exigiram investimentos por parte dos comerciantes.

Mario Rosa tem 47 anos e é um dos empresários mais antigos da rua. A padaria da família foi aberta em 1999 e o histórico de assaltos não é pequeno. Em uma das ações dos bandidos, um segurança contratado pelos empresários reagiu e acabou morto.

“Foi há seis anos, o senhor que trabalhava como segurança da rua brigou com os meninos e levou um tiro”, conta Mario.

O empresário explica que o medo e a insegurança sempre fizeram parte do dia-a-dia dos lojistas, mas que com o aumento em movimento em razão do condomínio novo, os assaltos aumentaram.

“O movimento está bem grande e eu já fui assaltado mais de 10 vezes. Geralmente são jovens usuários de drogas que chegam armados, mas não são violentos”, explica. Para evitar as ações, o empresário resolveu contratar um segurança particular.

O gasto é dividido com o dono do supermercado vizinho da padaria. Por dia, o segurança é remunerado em R$ 50 e o gasto chega a R$ 1.500 mil todo mês. Além do investimento, os empresários também mudaram a rotina para evitar novos assaltos.

“Eu não uso mais corrente, escondo minha carteira e meu celular. A gente muda os hábitos por causa dos bandidos”, conta o dono da padaria.

Empresário investiu R$ 2 mil em sistema de segurança (Foto: Cleber Gellio)Empresário investiu R$ 2 mil em sistema de segurança (Foto: Cleber Gellio)

Ainda na mesma rua, há cerca de 2 anos, uma galeria com 13 lojas foi inaugurada. O local, inclusive, abriga a Casa Lotérica onde dois assaltantes foram mortos por um policial à paisana, na última quarta-feira (11).

Na galeria, Marcos Roberto de Oliveira, 30 anos, investiu mais de R$ 2 mil no sistema de segurança da farmácia aberta há dois anos. A tecnologia é tanta que o comerciante pode monitorar do celular tudo o que acontece no estabelecimento.

“Eu coloquei cadeado, sete câmeras, sistema de presença e até monitoramento por celular. É um investimento para a segurança e para evitar os assaltos que acontecem por aqui”, explica o comerciante.

Em outra loja da mesma galeria, a vendedora de roupas, Giovana Cristina da Silva, 22 anos, afirma ter ficado assustada com o assalto e diz ter recebido novas orientações da proprietária do comércio.

“A gente fica com bastante medo, a dona falou para eu ficar em alerta e sempre sair na porta para dar uma olhada no movimento, mesmo assim a gente não se sente seguro”, afirma.

Comerciante já foi assaltado várias vezes e perdeu mais de R$ 500 em última ação (Foto: Cleber Gellio)Comerciante já foi assaltado várias vezes e perdeu mais de R$ 500 em última ação (Foto: Cleber Gellio)

Insegurança – Além dos assaltos, mortes também são registradas na rua. A última ocorreu no dia 18 de agosto quando João de Souza Gondim, 52 anos, morreu após ser atingido por disparos efetuados por um homem que estava em uma moto.

O comerciante José Maria da Silva, 64 anos, foi testemunhas dos últimos dois casos envolvendo morte. Para ele, o aumento da criminalidade tem relação direta com o crescimento da população no bairro.

“O movimento triplicou com o novo condomínio, mas a gente vê pouco policiamento. Eu não tenho mais medo, mas já fui assaltado várias vezes e da última vez roubaram R$ 500 da minha banca”, completa.

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ta na hora de Campo Grande ter um sistema de segurança adequado a realidade e principalmente aproveitar que nossa cidade não é tão grande com um projeto sério da para colocar policiamento 24 horas em todas as regiões, sempre fui a favor que se crie uma policia que seja comunitária, mas não em cada bairro mas em um determinado perímetro, onde policiais, podem usar veículos como motos, bicicletas ou carros. Poder municipal e estadual deveriam fazer isso é muito simples, só basta vontade politica.
 
João Marques de Souza em 13/09/2013 15:20:55
Sou morador do Jardim Aero Rancho e passo diariamente pela rua da Divisão, e todo santo dia é um caos, policia não se vê nem o rastro pela região, enquanto isso os bandidos circulam e fazem o que querem com o cidadão de bem, roubam nossos comércios, assaltam nossas casas e levam nossos bens, isso quando não levam a vida de um trabalhador pai de família, agora vai você sentar o pipoco em um marginal desse pra ver só uma coisa, além de ir preso por porte ilegal de arma ("já que só bandido pode ter arma") ainda vai responder por homicídio, só digo uma coisa, se entrar na minha casa o chicote estrala, vai virar peneira, e não quero nem saber.
 
Mauro Nunes em 13/09/2013 14:18:15
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