Barco avaliado em R$ 400 mil é apreendido em operação que tem PM como alvo
Ao todo são oito mandados de prisão - apenas 7 foram cumpridos - e mais 13 ordens de busca e apreensão
Equipes da Delegacia de Corumbá apreenderam um barco avaliado em R$ 400 mil durante a operação Rota Blindada II, deflagrada na manhã desta sexta-feira (17) e que tinha como alvos oito investigados, entre eles o 3º sargento da Polícia Militar Lucas Villegas Campos e o policial penal Antônio Fernando Martins da Silva, ambos já presos em outras ações.
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A Polícia Civil deflagrou a operação Rota Blindada II em Corumbá e apreendeu um barco avaliado em R$ 400 mil, quatro carros e uma motocicleta. Oito mandados de prisão preventiva foram expedidos, sete cumpridos. Entre os alvos estão um sargento da PM e um policial penal já presos. A ação investiga esquema de tráfico interestadual de drogas com envolvimento de agentes públicos, originado de apreensão em janeiro em Campo Grande.
Conforme divulgado pela Polícia Civil, ao todo foram expedidas oito ordens de prisão preventiva, mas apenas sete foram cumpridas já que um dos alvos não foi encontrado em casa e segue como foragido, e 13 mandados de busca e apreensão.
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Os dois servidores tiveram os mandados cumpridos nas unidades penais onde estão. Lucas foi detido na segunda-feira (13), durante a operação Lealdade Corrompida, que investiga furto de drogas em uma casa no Parque dos Girassóis, e Antônio está recluso desde fevereiro quando foi alvo de outra ação por transportar carga de 300 kg de cocaína em viatura oficial.
A embarcação foi apreendida em Corumbá, distante 428 quilômetros de Campo Grande, além de quatro carros e uma motocicleta na ação. Na cidade do barco, um homem foi preso em flagrante por posse de arma de fogo de uso permitido.
Operação
De acordo com o delegado Guilherme Sarian, a ação é um desdobramento de investigação iniciada no fim de janeiro deste ano, após a apreensão de entorpecentes em um galpão na região do Indubrasil, na Capital. Duas pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Militar.
A partir da apreensão, a Polícia Civil passou a investigar quem teria transportado a droga até Campo Grande. As apurações apontaram que o carregamento saiu de Corumbá e foi trazido por um policial penal, utilizando uma viatura oficial.
Essa descoberta deu origem à 1ª fase da operação em fevereiro deste ano, quando a equipe cumpriu mandados de prisão, inclusive contra Antônio Fernando Martins da Silva, policial penal apontado como dono da droga, além de apreender celulares e coletar depoimentos.
Segunda fase
Com o avanço das investigações, a análise do material apreendido revelou a participação de outros integrantes no esquema, levando à nova etapa da operação. Nesta fase, foram cumpridos mandados de prisão em diferentes regiões.
Um suspeito foi preso em Corumbá, apontado como responsável por armazenar a droga, outro no Paraná, suspeito de ter cooptado o policial penal e mais 3 investigados em Campo Grande por envolvimento na logística do transporte e armazenamento.
Um dos alvos não foi localizado. Na residência dele foi apreendida uma quantidade significativa de cocaína. Na Capital, a equipe também cumpriu o mandado contra o policial militar Lucas Villegas Campos. Ele já estava preso por envolvimento no furto de carga de droga em uma casa no Bairro Parque dos Girassóis; no entanto, os casos não têm relação, segundo o delegado.
Lucas é suspeito de ter se apropriado de parte da droga que era transportada na viatura, ele teve mandado de prisão preventiva expedido. De acordo com o delegado Guilherme Sarian, há indícios de que o entorpecente não foi totalmente apreendido. “Temos elementos concretos de que a droga trazida de Corumbá não foi apreendida na integralidade”, afirmou.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do esquema, que envolve o transporte interestadual de drogas e possível participação de agentes públicos.
Coordenada pela Denar (Delegacia de Repressão ao Narcotráfico), a ação conta com equipes das delegacias especializadas de Repressão a Roubos e Furtos, de Homicídios e de Proteção à Pessoa, de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros, 1ª Delegacia de Corumbá, Delegacia de Ladário, além da Polícia Civil do Estado do Paraná, por meio das Delegacias de Polícia de Cambé e de Cornélio Procópio.
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