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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

24/10/2013 10:02

Calçadas têm "todos os problemas" para atrapalhar a vida dos pedestres

Bruno Chaves
Calçadas irregulares, desniveladas, com entulhos e até destruídas dificultam a travessia de pedestres (Foto: Marcos Ermínio)Calçadas irregulares, desniveladas, com entulhos e até destruídas dificultam a travessia de pedestres (Foto: Marcos Ermínio)

Calçadas irregulares, desniveladas, com entulhos e até destruídas dificultam a travessia de pedestres em todos os bairros de Campo Grande, nas regiões periféricas e até central. Bastam alguns passos de caminhada pela cidade que a dificuldade de locomoção aparece.

Com isso, as pessoas com mobilidade reduzida ou temporária, como cadeirantes, deficientes físicos, idosos e outros, são as que mais sofrem na hora de andar pela cidade. “Tem calçada que atrapalha. Acredito que deva existir um padrão e que as calçadas devem ser feitas obedecendo a lei. Com certeza quem mais sofre é o deficiente”, avaliou a advogada Telma Leal, 45 anos.

Apesar de existirem legislações que determinam a acessibilidade nos espaços urbanos e estabelecem especificações para calçadas – Lei Federal 10.098/2000, Lei municipal 3.670 de 29/10/1999 e Decreto Municipal 11.090 13/01/2010 –, poucos lugares estão adequados ao que é imposto pelas leis.

“Ninguém obedece a lei. Teria que ter um dia limite para que todos pudessem arrumar as calçadas”, afirma o microempresário Geraldo Fernandes, 55, que tem uma transportadora na região do bairro Universitário.

Para a empresária Ielita Borges Tavares, 20, que tem um lava-jato na região do Coopharádio, o problema mais comum é o lixo. “As pessoas colocam lixo e entulho tudo em cima das calçadas. Isso atrapalha a caminhada de qualquer pessoa, que tem que usar o asfalto para continuar andando. Agora, imagina quem é cego ou depende de uma cadeira de rodas, o trabalho é pior”, avalia.

A auxiliar de serviços gerais, Daniella Borges Tavares, 27, lembra que calçadas que não possuem concreto, o que acontece principalmente nos bairros, também preocupam. “Eles não colocam cimento e o mato toma conta do espaço. Uma pessoa que está caminhando não vai passar pelo mato. Ela é obrigada a ir para a rua. Aí quem usa a cadeira de rodas, como faz?”, questiona.

Entulhos viram obstáculos e pedestres são obrigados a desviar pelo asfalto (Foto: Marcos Ermínio)Entulhos viram obstáculos e pedestres são obrigados a desviar pelo asfalto (Foto: Marcos Ermínio)
Bairros centrais e periféricos enfrentam o mesmo problema. Uma calçada irregular atrapalha a outra, que é feita nos moldes corretos (Foto: Marcos Ermínio)Bairros centrais e periféricos enfrentam o mesmo problema. Uma calçada irregular atrapalha a outra, que é feita nos moldes corretos (Foto: Marcos Ermínio)

Problema percebido com frequência em Campo Grande, bairros nobres e centrais também esbarram na falta de acessibilidade. No Jardim dos Estados, um dos bairros com uma das áreas mais caras da cidade, calçadas desniveladas são as mais frequentes. “Fica fácil de uma pessoa tropeçar e ainda cair. Quem está com carrinho de bebê, com cadeira de rodas e até com bengala. Não é acessível”, opina a autônoma Andréia Cristina de Souza, 41.

Já a aposentada Marieta Pereira de Souza, 66, lembra que os idosos, além dos deficientes, são as principais vítimas das calçadas irregulares. “Para a pessoa de certa idade, é a pior coisa. Ela não consegue andar por causa das dificuldades”, revela.

Fiscalização – O trabalho de fiscalização de calçadas em Campo Grande é feito pela Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). De acordo com a assessoria da prefeitura, é um trabalho contínuo que visa garantir aos pedestres e às pessoas com dificuldades de locomoção as condições necessárias para transitar na cidade.

Para que o cidadão não enfrente problema por falta de conhecimento, a Semadur fornece guias e manuais de construção de calçadas, que podem ser obtidos gratuitamente no site da secretaria.

Informações sobre os guias e denúncias de irregularidades podem ser obtidas pelos telefones (67) 3314-9536 ou (67) 3314-3541.



Não sei qto aos deficientes visuais, mas eu tenho dificuldade em transitar pelas calçadas com o piso táctil, se o calçado tiver sola de couro é pior ainda, e se vc tenta caminhar desviando do piso, não tem jeito, pois fica bem no meio, facilita para os deficientes e
dificulta para os demais.....
 
antonio carlos em 24/10/2013 15:29:44
Mais comum e ainda mais preocupante é o que eu tenho visto na região da Chácara Cachoeira, bairro nobre da cidade.
Lojas e restaurantes ignoram a calçada e fazem dela estacionamento para seus
"nobres" clientes... Inclusive uma churrascaria muito conceituada utiliza a calçada mesmo tendo um terreno inteiro de estacionamento.
Garagens de venda de carros estacionam seus carros nas esquinas, dificultando a visibilidade e complicando o trânsito.
Terrível a situação da tal engenharia de trânsito dessa cidade, aliás, parece não existir engenharia urbana alguma aqui.
 
Aron Leon Dadalt em 24/10/2013 14:01:14
Na Av Mato Grosso quando saimos da calçada para atravessar rua , não tem rebaixamento nas faixas de pedestre, imagina como deve ser dificil para um cadeirante ou pessoas com problemas visuais atravessar essa via.
 
paulo lessa em 24/10/2013 13:42:33
Eu acho que se chama "passeio público" e pagamos absurdos de impostos, nada mais justo que o governo municipal adequar e zelar pelas calçadas.
 
GABRIELE MORTARI KESLAREK em 24/10/2013 13:35:29
Construí minha casa, e quando os fiscais (4) da prefeitura foram fazer a fiscalização, todos que vieram até a obra falaram uma coisa diferente sobre a calçada, minha casa fica em uma rua com desnível, e nenhum dos 4 sabiam como fazer, nem mesmo a Eng. (na época) responsável na prefeitura, sabia como proceder... Infelizmente fiquei 5 meses para receber meu Abite-se. E a calçada ficou com 5 cm de diferença para o vizinho da esquerda e uns 12cm do vizinho da direita.. e sem contar que o piso tátil após minha calçada vai de encontro com um poste.... Complicado.
 
Luiz Fernando em 24/10/2013 12:44:20
REALMENTE É UMA VERGONHA, EM CAMPO GRANDE MS, NÃO TERMOS UMA ADMINISTRAÇÃO SOCIAL, O TRANSITO VIROU UMA BAGUNÇA COM A MUNICIPALIZAÇÃO, O PEDESTRE, NÃO É RESPEITADO, ATÉ NAS CALÇADAS, QUE NÃO SÃO FISCALIZADAS, ESTÃO JOGANDO O PEDESTRE JUNTO COM OS CARROS, É UMA VERGONHA, PREFEITO, VEREADORES, VOCÊS FORAM ELEITOS, PARA DEFENDEREM OS DIREITOS PÚBLICOS, MENOS EM CAMPO GRANDE, NÃO É?
 
PEDRO BRAGA em 24/10/2013 12:32:55
Se o problema fosse só nos bairro, era até de se entender. No centro da cidade é comum vermos calçadas intransitáveis, e um exemplo disso é a calçada da CIPTRAN, que fica bem em frente ao FÓRUM e praticamente ao lado da PREFEITURA, e próximo ao Instituto dos Cegos. Nem uma pessoa em plena condições físicas consegue andar naquela calçada, que além de muuuuuito estreita, está toda quebrada, com raízes de árvores saindo pra fora, impossível de andar nela, aí a saída é caminhar pela rua. Por ser um órgão público deveria servir de exemplo né? Ou os órgãos públicos estão isentos de cumprir a lei?
 
Ivone Arguelho em 24/10/2013 12:09:01
A rampa para a entrada de carro, tem que estar para dentro do portão, isso é lei.
Não deveria ter calçadas enceradas, que também é muito ruim.
Tem também, calçadas com barreiras laterais para conter a água que vem do imóvel
vizinho, isso tudo seria evitado, se nós pensássemos no próximo!
 
Mirella Forti Cossignani em 24/10/2013 11:42:25
NAO TEMOS PREFEITO, NAO TEMOS SEMADUR, NAO TEMOS FISCALIZAÇÃO ATUANTE. NEM NOS ARREDORES DOS ORGAOS PUBLICOS, NAO TEM CALÇADAS APROPRIADAS. O CIDADAO QUE CONSTROI É OBRIGADO PRA TER ALVARA, FAZER A CALÇADA, MAS SEU VIZINHO, NAO. É UM ABSURDO ISSO.
 
LUCIANO MARQUES em 24/10/2013 11:16:28
Esse mal das calçadas intransitáveis atinge quase todas as cidades de nosso estado. Isso é o resultado da leniência das autoridades responsáveis, que não fiscalizam essa infração. É às prefeituras a fiscalização de calçadas irregulares. Alguém conhece alguma que fiscaliza isso?
 
Adriano Roberto dos Santos em 24/10/2013 11:13:13
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