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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

20/06/2013 10:19

Com medo de vandalos, comércio planeja fechar as portas mais cedo

Paula Maciulevicius e Cleber Gellio
Burger King orientou que se caso houver confusão, que funcionários recolham cadeiras e se tranquem nos fundos. (Foto: Cleber Gellio)Burger King orientou que se caso houver confusão, que funcionários recolham cadeiras e se tranquem nos fundos. (Foto: Cleber Gellio)

Temendo que as cenas de vandalismo que tomaram os noticiários desde semana passada durante os protestos pelo país, os comerciantes da avenida Afonso Pena preparam para fechar as portas mais cedo e montaram esquema de segurança. O medo é de que o foco se perca e o manifesto ganhe força com violência.

O gerente do Burger King, Ronaldo Correia, lanchonete que fica justamente em frente da praça do Rádio, onde será a concentração a partir das 17h, já repassou a determinação vinda dos superiores. “Caso haja algum tumulto é para que eles recolham as cadeiras que ficam ali fora e todos se tranquem nos fundos da loja”, disse.

Também foi pedido para que os funcionários cheguem mais cedo por conta de possíveis tumultos, no entanto o funcionamento segue normalmente, apenas com a ressalva de ficarem atentos a movimentação.

 

Gerente explicou que vai tampar vitrine e retirar produtos durante protesto. (Foto: Cleber Gellio)Gerente explicou que vai tampar vitrine e retirar produtos durante protesto. (Foto: Cleber Gellio)

A loja conta apenas com um segurança e pode fechar mais cedo se houver necessidade. O horário normal vai até 5h da manhã.

A vitrine da loja de informática que também fica em frente à praça será tampada. O gestor de vendas, Rafael Vasconcelos, 19 anos, explicou que como a fachada é de vidro, eles temem que, caso haja vandalismo, o alvo sejam os objetos que estiverem expostas. “Vamos fechar uma hora antes e retirar todos os produtos da vitrine”, relata.
Para quem não se precaveu de eventuais danos e pretende manter o funcionamento regular, a opção se tornou arriscada. Se algo acontecer “o que resta é chorar”, diz o gerente de uma loja de equipamentos de som, Claudemir Ferraz, 46 anos.

Servidores municipais e estaduais vão cumprir todo expediente. Nas escolas públicas também não houve liberação dos alunos ou suspensão de aula. As universidades particulares, Federal e Estadual, também seguem com funcionamento normal.



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