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Capital

Com obras em cinco regiões, Estado investe mais de R$ 101 milhões na Capital

Secretário Guilherme Alcântara menciona que serviços abrangem bairros como Jardim Itamaracá e Moreninhas

Por Mylena Fraiha e Fernanda Palheta | 18/09/2026 09:23
Com obras em cinco regiões, Estado investe mais de R$ 101 milhões na Capital
Titular da Seilog, Guilherme Alcântara, fala sobre investimentos em obras previstas e em andamento em Campo Grande (Foto: Osmar Veiga).

Entre obras em andamento, licitações previstas e desapropriações, as frentes de infraestrutura citadas pelo Governo do Estado em Campo Grande somam R$ 101,5 milhões em cinco regiões da Capital. A lista inclui intervenções no Jardim Itamaracá, Nova Samambaia, Nova Lima, Jardim Itatiaia e Moreninhas III e IV, mas parte dos projetos ainda não saiu do papel.

RESUMO

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O Governo do Estado prevê R$ 101,5 milhões em obras de infraestrutura em cinco regiões de Campo Grande, incluindo Jardim Itamaracá, Nova Samambaia, Nova Lima, Jardim Itatiaia e Moreninhas III e IV. As informações foram divulgadas pelo secretário da Seilog, Guilherme Alcântara. Entre os projetos estão obras de pavimentação, drenagem e desapropriações, sendo que parte ainda aguarda licitação ou aprovação da Caixa Econômica Federal.

As informações foram repassadas ao Campo Grande News na manhã desta sexta-feira (18) pelo titular da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul), Guilherme Alcântara. A entrevista ocorreu durante a assinatura de ordens de serviço para cinco empresas credenciadas para a operação de tapa-buracos da prefeitura, na usina de asfalto do Consórcio Central de MS, na região do Indubrasil.

O maior valor mencionado, R$ 36 milhões, é para uma etapa de asfalto e drenagem que ainda será licitada. A obra ligará a Avenida Wilson Paes de Barros ao Anel Rodoviário e passará pelo Jardim São Conrado, na região da Lagoa, e pelo Núcleo Industrial Oeste e Jardim Inápolis, na região do Imbirussu.

Segundo o secretário, a intervenção dará continuidade a uma obra feita em parceria com a prefeitura, em um trecho com saída para a Avenida Lúdio Coelho. “É uma obra bonita. Na volta, em vez de retornarem pela Avenida Duque de Caxias, podem entrar por esse trecho”, afirmou.

Com obras em cinco regiões, Estado investe mais de R$ 101 milhões na Capital
Trecho pavimentado da Avenida Jamil Nahas, que liga a Avenida Wilson Paes de Barros à Avenida Duque de Caxias. Nova obra do Estado pretende estender a ligação da Wilson Paes de Barros até o Anel Viário (Foto: Osmar Veiga).

No Jardim Itamaracá, a primeira etapa está em execução. “A obra em andamento já está bem adiantada, com drenagem, pavimentação e calçadas”, disse Alcântara. O secretário estimou o investimento em R$ 21 milhões e afirmou que o governo deve licitar outra etapa pelo mesmo valor. O contrato da fase atual, publicado em fevereiro, foi firmado por R$ 19,9 milhões e abrange 18 vias. Não foi informada uma data para a próxima licitação.

Nas Moreninhas III e IV, o Estado atua nas ruas que ainda não tinham pavimentação, conforme o secretário. “Estamos terminando a pavimentação das Moreninhas. São mais R$ 9 milhões de investimentos para as últimas ruas”, afirmou. O contrato, publicado em 30 de junho, tem valor de R$ 8,96 milhões e prevê pavimentação, drenagem e restauração do asfalto.

Com obras em cinco regiões, Estado investe mais de R$ 101 milhões na Capital
Vista aérea de trecho em obras na região das Moreninhas (Foto: Reprodução/Agesul).

No Nova Samambaia, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) responde por R$ 9 milhões em obras de drenagem e pavimentação. A Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul) também requalifica moradias. “Lá, o serviço é feito casa por casa”, explicou Alcântara, que não soube informar o valor aplicado pela agência de habitação.

O secretário citou ainda a pavimentação do último trecho do Nova Lima e as obras no acesso ao São Julião, incluindo o alargamento da via. Duas ruas comerciais do Nova Lima devem ser restauradas com recursos estaduais e de uma emenda do deputado federal Luiz Ovando (PP). “Com a pavimentação do restante do bairro, essas duas ruas ficaram para trás”, disse. Ele não apresentou valores nem prazo para a restauração.

No Jardim Itatiaia, a etapa C foi licitada, mas aguarda aprovação da Caixa Econômica Federal para o início dos serviços. Alcântara disse que a ordem de serviço também depende do fim do período eleitoral.

Para a etapa B, a previsão é publicar o edital ainda em setembro. A contratação da etapa C, por R$ 16,7 milhões, foi noticiada em outubro de 2025. O valor não está na soma de R$ 101,5 milhões, calculada apenas com os montantes mencionados pelo secretário na entrevista.

Desapropriações 

Além das ruas internas, o governo executa a ligação das Moreninhas à Avenida Guaicurus. A ordem de serviço já foi dada, mas a abertura do trecho final depende da desapropriação de imóveis. “Ela ficou um pouco travada por causa das casas que precisam ser desapropriadas”, reconheceu Alcântara.

Com obras em cinco regiões, Estado investe mais de R$ 101 milhões na Capital
Criança brinca na Rua Salomão Abdala, que deve receber a continuidade do asfalto após desapropriações (Foto: Arquivo/Campo Grande News).

Pelo convênio, o Estado destina cerca de R$ 5,5 milhões às indenizações, e a prefeitura conduz os processos de desapropriação. A verba foi prevista para indenizar proprietários de 52 imóveis. Esse recurso integra a soma apresentada nesta reportagem, mas não representa o custo total da ligação.

“Estamos avançando a partir das Moreninhas, no sentido da Guaicurus, para dar tempo de concluir as desapropriações. Assim, quando a drenagem e a pavimentação chegarem àquele ponto, essa parte já estará resolvida”, disse o secretário. Segundo ele, a nova via oferecerá uma alternativa à Avenida Gury Marques para o acesso à região.

Apesar das frentes de pavimentação, o Estado não entrou no pacote de tapa-buracos anunciado pela prefeitura. Alcântara atribuiu a ausência às restrições eleitorais para firmar convênios com municípios e disse que uma parceria poderá ser discutida após as eleições.

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