Com obras em cinco regiões, Estado investe mais de R$ 101 milhões na Capital
Secretário Guilherme Alcântara menciona que serviços abrangem bairros como Jardim Itamaracá e Moreninhas

Entre obras em andamento, licitações previstas e desapropriações, as frentes de infraestrutura citadas pelo Governo do Estado em Campo Grande somam R$ 101,5 milhões em cinco regiões da Capital. A lista inclui intervenções no Jardim Itamaracá, Nova Samambaia, Nova Lima, Jardim Itatiaia e Moreninhas III e IV, mas parte dos projetos ainda não saiu do papel.
RESUMO
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O Governo do Estado prevê R$ 101,5 milhões em obras de infraestrutura em cinco regiões de Campo Grande, incluindo Jardim Itamaracá, Nova Samambaia, Nova Lima, Jardim Itatiaia e Moreninhas III e IV. As informações foram divulgadas pelo secretário da Seilog, Guilherme Alcântara. Entre os projetos estão obras de pavimentação, drenagem e desapropriações, sendo que parte ainda aguarda licitação ou aprovação da Caixa Econômica Federal.
As informações foram repassadas ao Campo Grande News na manhã desta sexta-feira (18) pelo titular da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul), Guilherme Alcântara. A entrevista ocorreu durante a assinatura de ordens de serviço para cinco empresas credenciadas para a operação de tapa-buracos da prefeitura, na usina de asfalto do Consórcio Central de MS, na região do Indubrasil.
O maior valor mencionado, R$ 36 milhões, é para uma etapa de asfalto e drenagem que ainda será licitada. A obra ligará a Avenida Wilson Paes de Barros ao Anel Rodoviário e passará pelo Jardim São Conrado, na região da Lagoa, e pelo Núcleo Industrial Oeste e Jardim Inápolis, na região do Imbirussu.
Segundo o secretário, a intervenção dará continuidade a uma obra feita em parceria com a prefeitura, em um trecho com saída para a Avenida Lúdio Coelho. “É uma obra bonita. Na volta, em vez de retornarem pela Avenida Duque de Caxias, podem entrar por esse trecho”, afirmou.

No Jardim Itamaracá, a primeira etapa está em execução. “A obra em andamento já está bem adiantada, com drenagem, pavimentação e calçadas”, disse Alcântara. O secretário estimou o investimento em R$ 21 milhões e afirmou que o governo deve licitar outra etapa pelo mesmo valor. O contrato da fase atual, publicado em fevereiro, foi firmado por R$ 19,9 milhões e abrange 18 vias. Não foi informada uma data para a próxima licitação.
Nas Moreninhas III e IV, o Estado atua nas ruas que ainda não tinham pavimentação, conforme o secretário. “Estamos terminando a pavimentação das Moreninhas. São mais R$ 9 milhões de investimentos para as últimas ruas”, afirmou. O contrato, publicado em 30 de junho, tem valor de R$ 8,96 milhões e prevê pavimentação, drenagem e restauração do asfalto.
No Nova Samambaia, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) responde por R$ 9 milhões em obras de drenagem e pavimentação. A Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul) também requalifica moradias. “Lá, o serviço é feito casa por casa”, explicou Alcântara, que não soube informar o valor aplicado pela agência de habitação.
O secretário citou ainda a pavimentação do último trecho do Nova Lima e as obras no acesso ao São Julião, incluindo o alargamento da via. Duas ruas comerciais do Nova Lima devem ser restauradas com recursos estaduais e de uma emenda do deputado federal Luiz Ovando (PP). “Com a pavimentação do restante do bairro, essas duas ruas ficaram para trás”, disse. Ele não apresentou valores nem prazo para a restauração.
No Jardim Itatiaia, a etapa C foi licitada, mas aguarda aprovação da Caixa Econômica Federal para o início dos serviços. Alcântara disse que a ordem de serviço também depende do fim do período eleitoral.
Para a etapa B, a previsão é publicar o edital ainda em setembro. A contratação da etapa C, por R$ 16,7 milhões, foi noticiada em outubro de 2025. O valor não está na soma de R$ 101,5 milhões, calculada apenas com os montantes mencionados pelo secretário na entrevista.
Desapropriações
Além das ruas internas, o governo executa a ligação das Moreninhas à Avenida Guaicurus. A ordem de serviço já foi dada, mas a abertura do trecho final depende da desapropriação de imóveis. “Ela ficou um pouco travada por causa das casas que precisam ser desapropriadas”, reconheceu Alcântara.

Pelo convênio, o Estado destina cerca de R$ 5,5 milhões às indenizações, e a prefeitura conduz os processos de desapropriação. A verba foi prevista para indenizar proprietários de 52 imóveis. Esse recurso integra a soma apresentada nesta reportagem, mas não representa o custo total da ligação.
“Estamos avançando a partir das Moreninhas, no sentido da Guaicurus, para dar tempo de concluir as desapropriações. Assim, quando a drenagem e a pavimentação chegarem àquele ponto, essa parte já estará resolvida”, disse o secretário. Segundo ele, a nova via oferecerá uma alternativa à Avenida Gury Marques para o acesso à região.
Apesar das frentes de pavimentação, o Estado não entrou no pacote de tapa-buracos anunciado pela prefeitura. Alcântara atribuiu a ausência às restrições eleitorais para firmar convênios com municípios e disse que uma parceria poderá ser discutida após as eleições.
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