Só 32% das pessoas com deficiência em MS estão empregadas, aponta IBGE
Taxa é quase metade da registrada entre população sem deficiência no Estado
A participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda é significativamente menor em Mato Grosso do Sul. Em 2022, apenas 32,1% da população com deficiência em idade de trabalhar estava ocupada, enquanto entre as pessoas sem deficiência o índice chegava a 60,9%. Na prática, a proporção de pessoas trabalhando no segundo grupo era quase duas vezes maior.
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Os números fazem parte do estudo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento utiliza dados do Censo Demográfico de 2022 para traçar um panorama das condições de vida dessa população, incluindo inserção profissional, renda, educação e condições de moradia.
Em Mato Grosso do Sul, havia aproximadamente 167 mil pessoas com deficiência de 14 anos ou mais, faixa considerada pelo levantamento como população em idade de trabalhar. Desse total, cerca de 53,6 mil estavam ocupadas.
Entre as pessoas sem deficiência, eram aproximadamente 2,02 milhões em idade de trabalhar, das quais 1,23 milhão estavam ocupadas.
A diferença observada em Mato Grosso do Sul acompanha um problema identificado nacionalmente pelo IBGE, mas o Estado apresenta nível de ocupação um pouco superior ao brasileiro entre pessoas com deficiência. No País, 29% desse grupo estavam ocupados em 2022, contra 55,8% entre pessoas sem deficiência.
A desigualdade também aparece quando se observa a contribuição para a Previdência Social. Entre os trabalhadores com deficiência ocupados em Mato Grosso do Sul, 60,3% contribuíam para a Previdência. No grupo de trabalhadores sem deficiência, o percentual era de 69,7%.
Em números absolutos, aproximadamente 32,3 mil dos 53,6 mil trabalhadores com deficiência contribuíam para o sistema previdenciário. Entre as pessoas ocupadas sem deficiência, eram cerca de 857,5 mil contribuintes.
Renda menor
As diferenças não terminam na entrada no mercado de trabalho. O rendimento domiciliar per capita médio das pessoas com deficiência em Mato Grosso do Sul era de R$ 1.456 em 2022, enquanto entre aquelas sem deficiência chegava a R$ 1.748,85. A diferença era de aproximadamente R$ 293 por pessoa, ou 16,7%.
O levantamento também permite observar como muda a origem do dinheiro que sustenta as famílias. Nos domicílios sul-mato-grossenses com pelo menos um morador com deficiência, o rendimento médio total era de R$ 3.927,78. Nas residências sem pessoas com deficiência, alcançava R$ 4.927,79, diferença de aproximadamente R$ 1 mil.
Nos domicílios com pessoa com deficiência, 61,8% do rendimento total vinha do trabalho, enquanto 38,2% tinha origem em outras fontes. Nos lares sem moradores com deficiência, a participação do trabalho era bem maior, de 82,1%, e outras fontes respondiam por 17,9%.


